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Futebol Copa de 48 seleções fica marcada por recordes e 'proteção' aos favoritos Marcelo Belpiede Colaboração para o UOL, em São Paulo 28/06/2026 05h30 Atualizada em 28/06/2026 11h05 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Copa do Mundo de 2026 entrou para a história como a primeira com 48 seleções e trouxe novidades em sua dinâmica. Com um número maior de seleções e o aumento para 72 jogos na primeira fase (104 partidas no torneio inteiro), recordes foram pulverizados ainda na primeira fase, enquanto o formato criou uma proteção para os grandes favoritos ao título terem uma primeira fase confortável. Marcas superadas Com tantas partidas em disputa, os recordes da competição começaram a cair ainda na fase de classificação. Recorde de público: O histórico público de 3,5 milhões de espectadores — estabelecido na edição de 1994, também nos Estados Unidos — acabou sendo ultrapassado durante os confrontos entre Equador e Alemanha e Curaçao contra Costa do Marfim, válidos pela última rodada do Grupo E, alcançando 3,6 milhões. Ao final da fase de grupos, o público total já superou os 4 milhões de torcedores. Milly Lacombe Copa da espetacularização da impunidade Josias de Souza Falta Bolsonaro se posicionar em barraco Mauro Cezar Prepare-se para a Copa do Mundo com 64 seleções Tatiana Farah O impasse de Lula e Flávio em Minas Torcida brasileira lota estádio da Filadélfia em jogo contra o Haiti, na segunda rodada Imagem: Darrian Traynor/Getty Images Pouco depois, o recorde de maior número de gols em uma única Copa também foi batido. Os 172 do Mundial de 2022, no Qatar, ficaram para trás no 59º jogo do torneio de 2026, no momento em que o norte-americano Auston Trusty marcou contra a Turquia. Após o fim da primeira fase, a competição tem 215 gols em 72 partidas, uma média de 2.99, bem acima dos 2.68 da última edição. A artilharia da Copa é liderada por Lionel Messi até aqui, com seis gols anotados em três jogos. O argentino chega na disputa de 16 avos com uma sequência de gols em 7 partidas de Copas. A disputa pelo posto de goleador desta edição é outro destaque, já que Messi é perseguido por Dembélé e Mbappé (França), Vini Jr (Brasil) e o norueguês Erling Haaland (4) — que joga seu primeiro Mundial e já se coloca como protagonista. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês As façanhas trouxeram uma reação do presidente da Fifa, o italiano Gianni Infantino, responsável por essa expansão da Copa do Mundo para 48 seleções. Superar a marca anterior de 172 gols, estabelecida no Qatar, ressalta a emoção e o poder ofensivo que já tornaram a Copa do Mundo tão inesquecível Gianni Infantino, em publicação na sua rede social. Gigantes seguem vivos no Mundial A expansão para 48 equipes trouxe mais conforto aos favoritos, permitindo que todas as potências garantissem suas vagas para a próxima etapa. Isso não havia acontecido nas últimas quatro edições do Mundial, sobretudo pela ascensão de equipes consideradas médias, como Croácia e Marrocos. Continua após a publicidade A Alemanha, por exemplo, vinha de duas eliminações consecutivas e traumáticas na fase de grupos, em 2018 e 2022. No Mundial do Brasil, em 2014, três gigantes se despediram precocemente: Espanha, Inglaterra e Portugal. Em 2010, na África do Sul, foi a vez da França protagonizar o vexame de voltar para casa mais cedo. Em 2026, o cenário foi de absoluta regularidade para o primeiro escalão: Brasil, Alemanha, Holanda, Bélgica, Espanha, França, Argentina e Inglaterra avançaram de fase na liderança isolada de seus respectivos grupos . Portugal foi a única entre as grandes potências que se classificou na segunda posição de sua chave, ficando atrás da Colômbia no Grupo K, mas ainda assim passou sem correr riscos. Uruguai foi a única seleção que já ganhou Copa (duas vezes, em 1930 e 50) a cair na fase de grupos. Apesar da tradição, a Celeste, que perdeu a vaga para a surpresa Cabo Verde, não figurava na lista dos principais favoritos ao troféu. Jogadores do Uruguai lamentam eliminação, após derrota por 1 a 0 para Espanha no terceiro jogo Imagem: Florencia Tan Jun/Getty Images A Copa para os mais humildes O regulamento também abriu as portas para que um número maior de equipes sem tradição fizesse história ao superar a primeira fase. Em 2026, Egito, Costa do Marfim, Canadá e RD do Congo asseguraram uma vaga inédita para os confrontos eliminatórios. Continua após a publicidade O feito foi ainda mais marcante para a seleção de Cabo Verde, que carimbou sua classificação logo em sua estreia em Copas do Mundo. O país africano, de cerca de 550 mil habiantes, empatou com a poderosa Espanha, com o Uruguai e com a Arábia Saudita e se classificou em segundo lugar. Outro tempero especial ficou na definição das vagas para os oito melhores terceiros colocados, com contornos de agonia e emoção em 2026. Esse formato não é uma novidade nos Mundiais, pois havia sido utilizado na versão com 24 seleções, mas foi abandonado na expansão para 32 equipes. Agora, a proporção da disputa foi maior. Equipes como Coreia do Sul e Escócia, por exemplo, encerraram suas participações em campo na quarta-feira, dia 24, e foram obrigadas a enfrentar uma tensa espera até ontem para finalmente serem eliminadas do torneio. Jogadores de Cabo Verde comemoram classificação histórica, na estreia do país africano na Copa Imagem: Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Neonazista brasileiro condenado por assassinato é preso na Itália A Copa da espetacularização da impunidade CazéTV, Globo e SBT: saiba onde assistir aos jogos da 2ª fase da Copa Juca: 'Não tenho medo nenhum do Japão, mas da Noruega eu tenho medo' Estrangeiros tomam conta dos EUA e convencem americanos que a Copa é legal