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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: Nota oficial do clube reproduzida em detalhe com seus argumentos, mas texto mantém tom factual ao contextualizar a cronologia

Viés da Menção (Score: 0.1)

Estudiantes

Principal

Motivo: Retratado como responsável pela escalação irregular e por ter entrado em campo ciente dos riscos, seguindo a versão do Flamengo

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Apenas citado como adversário do Estudiantes na final, sem qualquer tom avaliativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado apenas como precedente jurídico de punição da Conmebol em 2018 por escalação irregular

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Estudiantes Santos Palmeiras Gabriel Neves Copa Libertadores Racing Maracana Marcos Rojo Conmebol CAS FIFA

Conteúdo Original

O Flamengo se manifestou neste sábado (24) sobre a reclamação apresentada à Conmebol contra a escalação de Marcos Rojo, do Estudiantes, na semifinal da Copa Libertadores. O clube carioca contesta a participação do zagueiro e tenta reverter a eliminação no torneio. Em nota oficial, o Rubro-Negro negou ter iniciado o processo que permitiu ao defensor argentino atuar no confronto de volta, disputado na quinta-feira (22), no Maracanã . O clube afirma que entrou no caso apenas depois de ser incluído pelo próprio Estudiantes em uma ação no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS). NOTA OFICIAL O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que não deu início a nenhum procedimento relativo à inscrição do atleta Marcos Rojo pelo Club Estudiantes de La Plata na CONMEBOL Libertadores 2026. Em 9 de outubro, o Estudiantes solicitou à CONMEBOL a inclusão do atleta em sua lista para a semifinal, em substituição a um jogador lesionado. O período de inscrições ("janela de transferências") na Argentina estava encerrado desde 2 de setembro, e o atleta havia disputado partidas oficiais pelo Racing até 27 de setembro. A CONMEBOL, organizadora da competição, que sempre zelou com rigor pelo cumprimento de seus regulamentos e pela integridade de seus torneios, analisou o pedido e consultou a FIFA. A FIFA esclareceu que suas regras sobre períodos de inscrição são de aplicação obrigatória também nas transferências nacionais e não admitem exceções além das previstas em seu regulamento. Com base nisso, a CONMEBOL recusou a substituição em 14 de outubro e manteve a recusa em 15 de outubro, ou seja, antes do jogo de volta da semifinal. Essas regras são de observância obrigatória por todas as associações e conhecidas e aceitas por todos os clubes ao se inscreverem no torneio. O Flamengo não participou de nenhuma dessas etapas. Inconformado, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e indicou o Flamengo, seu adversário na semifinal, como parte no processo. Foi assim, em 16 de outubro, que o Flamengo foi chamado ao caso. Em 21 de outubro, o CAS autorizou provisoriamente a participação do atleta, mas negou o pedido do Estudiantes para afastar as consequências esportivas e disciplinares que possam decorrer da decisão final. Os riscos dessa escolha ficaram com o clube argentino e o jogador. Chamado a integrar um processo que não iniciou, o Flamengo agiu apenas para preservar seus direitos. Antes da partida semifinal, informou ao CAS, em manifestação também comunicada ao Estudiantes, que, se o atleta fosse escalado, apresentaria a reclamação prevista no regulamento. O clube argentino, portanto, entrou em campo ciente dessa consequência, além do alerta já feito pelo próprio CAS. Após o jogo, o Flamengo apresentou a reclamação dentro do prazo, nos termos do artigo 24.1.b do Código Disciplinar da CONMEBOL, e pediu que o caso seja decidido antes da final da competição. Portanto: (i) antes do jogo de volta da semifinal, a CONMEBOL, após consulta à FIFA, negou por duas vezes o pedido do Estudiantes para inscrever o atleta; (ii) foi o Estudiantes quem recorreu ao CAS para obter a liberação do atleta, incluindo o Flamengo como parte no processo; e, (iii) antes do jogo, o CAS negou ao Estudiantes a pretendida garantia de que a escalação do atleta não traria consequências esportivas e disciplinares. Não se trata de buscar resultado fora de campo. Trata-se de garantir que as regras de uma competição internacional valham igualmente para todos os clubes, de todos os países. O Flamengo reitera seu profundo respeito ao CAS e à CONMEBOL, instituições cuja atuação é essencial para a integridade, a segurança jurídica e o equilíbrio do futebol internacional, bem como ao Estudiantes, clube de reconhecida tradição. Confiante na condução responsável e criteriosa do processo por parte da CONMEBOL, o Flamengo aguardará com serenidade a decisão final e a acolherá com o respeito institucional que sempre pautou sua atuação e que espera de todos os participantes. — Flamengo (@Flamengo) October 24, 2026 O Flamengo também argumentou que a decisão provisória do tribunal autorizou a escalação de Rojo , mas não afastou eventuais consequências esportivas e disciplinares. Segundo o clube, o adversário entrou em campo ciente dos riscos envolvidos. A partida terminou empatada em 0 a 0 no tempo regulamentar, e o Estudiantes venceu por 3 a 2 na disputa de pênaltis, garantindo vaga na final contra o Palmeiras. O Flamengo agora pede que a Conmebol analise a escalação do defensor argentino. O caso começou quando o Estudiantes pediu, em 9 de outubro, a inscrição de Rojo na Libertadores, no lugar do meio-campista Gabriel Neves, lesionado. O zagueiro havia defendido o Racing até 27 de setembro, após o encerramento da janela de transferências argentina, em 2 de setembro. A Conmebol rejeitou o pedido em 14 de outubro e manteve a decisão no dia seguinte, após consultar a Fifa. O Estudiantes, então, recorreu ao CAS e conseguiu uma autorização provisória para utilizar o defensor na partida de volta, em 22 de outubro. Na nota, o Flamengo afirma que só foi incluído no processo em 16 de outubro, por iniciativa do clube argentino. O Rubro-Negro sustenta que o CAS não garantiu ao Estudiantes imunidade contra eventuais sanções esportivas pela escalação do jogador. Antes do confronto no Maracanã, o Flamengo comunicou ao tribunal que apresentaria uma reclamação caso Rojo fosse utilizado. Depois da partida, formalizou o protesto dentro do prazo previsto no regulamento disciplinar da Conmebol. O clube carioca busca a aplicação da punição prevista para casos de escalação irregular, que pode transformar o resultado da partida em uma derrota por 3 a 0 para o time infrator. Se o pedido for acolhido, a classificação para a final poderá ser alterada. O Flamengo também cita como referência o caso do Santos, punido pela Conmebol em 2018 após escalar Carlos Sánchez irregularmente contra o Independiente. Na ocasião, o empate por 0 a 0 foi convertido em derrota por 3 a 0, e o clube paulista acabou eliminado. A situação, porém, ainda depende da análise dos órgãos competentes. Neste sábado, a CNN Brasil informou que uma decisão do CAS antes da final da Libertadores é considerada improvável, já que o Estudiantes não concordou com as condições propostas para acelerar o julgamento. Ao encerrar o comunicado, o Flamengo afirmou que não busca obter vantagem fora de campo, mas defende a aplicação uniforme das regras. O clube declarou ainda que respeita a atuação da Conmebol e do CAS e que aguardará a decisão final do caso. Leia a nota (Publicado por Luccas Oliveira)