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Análise dos Times

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Carlo Ancelotti foi perguntado sobre o esquema tático da Seleção Brasileira depois da vitória contra a Austrália . E disse que seguirá testando duas formas de jogar: 4-2-4 e 4-3-3. O italiano insiste, desde que assumiu o comando do time, a tentar emplacar o 4-2-4. Dois jogadores no meio e quatro atacantes. O raciocínio é compreensível: o Brasil tem poucos meio-campistas e tem muitos atacantes bons. Prioriza-se os homens de frente, de forma a ter os melhores jogadores disponíveis em campo. O problema é a prática: o 4-2-4 já se mostrou ineficiente para a Seleção Brasileira . Na Copa do Mundo seria o esquema até Ancelotti perder jogadores por contusão. ➡️ Confira todas as colunas de Eduardo Tironi no Lance ! No primeiro amistoso contra a Austrália, empate em 1 a 1 , foi um desastre. O meio-de-campo ficou despovoado e o time pouco produziu. No 4 a 2 desta terça-feira foi utilizado o 4-3-3 e o rendimento geral melhorou, embora ainda bem longe do que se espera da Seleção Brasileira. Raphinha fez gol, embora não tenha tido atuação brilhante, Endrick participou de gol e o ataque como um todo produziu mais. Danilo fez uma ótima atuação, bem acompanhado por outros dois no meio. Mas ainda assim Ancelotti pode insistir no 4-2-4 e sua justificativa agora é a de que o Brasil não tem meio-campistas e precisa produzi-los. ➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte Além de tentar descobrir um armador, Ancelotti tem a possibilidade de ter meio-campo mais preenchido sem exatamente um maestro. Aliás, a figura do camisa dez clássico é cada vez mais rara não só no Brasil como no mundo. Danilo , Estêvão , Paquetá , Samuel Lino , Matheus Pereira … são muitos jogadores meio-campistas que podem jogar avançados senão como um maestro, mas como um 10 de outra característica. A vitória contra a Austrália foi boa, o time melhorou e o resultado pode ter dado um caminho para Ancelotti . Será que ele vai seguir? Eduardo Tironi escreve sua coluna no Lance! às terças e sextas-feiras abordando o futebol paulista. Confira abaixo mais publicações do colunista: