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Pior do que perder clássico, é perder por gols evitáveis. Os dois do Vasco na vitória sobre o Fluminense por 2 a 1, nesta quinta-feira, no Maracanã, repetem problemas já vistos nesta temporada. É claro que o "apagão" do time no segundo tempo é a chave para entender o resultado, mas a falta de maturidade em momentos decisivos cobrou seu preço na ida das semifinais da Copa do Brasil. Dito isso, jogadores e torcedores não podem embarcar no discurso de terra arrasada. Caso contrário, a eliminatória acabou. Vasco 2 x 1 Fluminense | Melhores momentos | Semifinal | Copa do Brasil 2025 O primeiro gol vascaíno lembra muito o sofrido contra o Vitória, ainda sob comando de Renato Gaúcho. Andres Gomez costura, passa por três marcadores e ninguém mata a jogada. Gol de Rayan. Já o segundo lembra o sofrido contra o Bahia na Fonte Nova: falta no meio-campo, time desligado e a cobrança rápida termina com bola na rede. O gol foi de Vegetti, assim como antes foi de Luciano Juba. Analisando os 90 minutos, foi um jogo de atuações distintas no Maracanã. No primeiro tempo, o Fluminense conseguiu impor um nível de atenção e intensidade que o fez merecidamente abrir o placar e até ter condições de ampliar. No segundo, no entanto, definhou dentro de campo até sofrer a virada. A ponto de o zagueiro Thiago Silva, capitão da equipe, admitir que o time "parou de jogar". Postura inaceitável numa semifinal de Copa do Brasil. — Paramos de jogar, né? Eles pressionaram. Estavam pressionando bem, encaixaram bem, e a gente não estava conseguindo sair da marcação. Nem a bola em profundidade que foi falada a gente fez hoje. Acho que a gente fez até bastante bola longa, mas sem movimento, sabe? Enfim, não é culpa, não é apontar dedo para ninguém. Resultado adverso, 2 a 1, vamos para o segundo jogo, mais 90 minutos. Está tudo em aberto, e tenho certeza que eles também sabem — declarou. Apesar das críticas, a fala do zagueiro também traz outra questão fundamental. Mesmo com a derrota, ainda é uma eliminatória de 180 minutos. O discurso de terra arrasada não pode entrar no vestiário e na arquibancada. Isso foi repetido insistentemente por Luis Zubeldía durante a sua coletiva de imprensa. Está correto neste ponto. Agora, o treinador terá que tirar um coelho da cartola para consertar o ataque até domingo. Everaldo, em mais uma partida de muita dedicação e pouca eficiência, segue titular porque John Kennedy faz pouco para merecer a vaga. Sem Canobbio, o ataque também perdeu Soteldo e viu Keno pouco acrescentar. Serna cansou no segundo tempo e a falta de peças confiáveis no banco contribuiu para a queda de rendimento. Tudo isso seguirá para a volta, agora com a necessidade de marcar dois gols. 1 de 2
Vegetti e Freytes em lance gol do gol do Vasco contra o Fluminense — Foto: André Durão Vegetti e Freytes em lance gol do gol do Vasco contra o Fluminense — Foto: André Durão Entender porque foi um jogo distintos nos dois tempos passa pelo entendimento de cada um deles. O Fluminense foi melhor na primeira etapa por conseguir ser inteligente dentro de sua proposta e ter como aliado o alto estágio de urgência de seus jogadores — isso será importantíssimo para uma virada e será citado mais vezes dentro desta análise. As estratégias de Luis Zubeldía e Fernando Diniz eram conhecidas, mas uma coisa mudou da derrota do Brasileirão para a Copa do Brasil: o comportamento do Tricolor sem a bola. A pressão bem encaixada do Fluminense foi fundamental para o meio-campo dominar as ações e fazer o jogo fluir. Everaldo até conseguiu fazer uma etapa razoável desta vez. Vindo buscar mais a bola, conseguiu participar mais do jogo e deixou a defesa adversária enrolada. Buracos apareciam e eram explorados. Lucho Acosta foi outro que, ao se movimentar, deixava os volantes do Vasco perdidos. Quase abriu o placar. Quando falamos de urgência, podemos citar exemplos também na marcação. Soteldo, outro que fez bom jogo, por exemplo, se desdobrou para ajudar no ataque e também auxiliar Renê nos duelos contra Rayan. Com todos sabendo o que fazer no ataque e na defesa, poucos foram os momentos em que o Vasco conseguiu atacar em superioridade numérica. A primeira etapa premiou que teve mais acerto no terço final. Na jogada ensaiada — em lance que Léo Jardim poderia ter sido expulso — veio o gol de Serna. Importante também para reforçar a estratégia do Fluminense e jogar a pressão para o outro lado. + O mercado do Cartola vai fechar! Monte seu time agora! 2 de 2
Thiago Silva celebra - Vasco x Fluminense - Copa do Brasil — Foto: André Durão Thiago Silva celebra - Vasco x Fluminense - Copa do Brasil — Foto: André Durão Mais Escalados 1 ª rodada Carregando Dados... ...... SIGLA SIGLA 0000000000 Carregando Dados... ...... SIGLA SIGLA 0000000000 Carregando Dados... ...... SIGLA SIGLA 0000000000 Escalação completa arrow_forward Caso esse nível de atuação tivesse sido mantido, dificilmente o Fluminense não sairia vitorioso. Mas algo aconteceu após a volta do intervalo que o Tricolor passou a definhar dentro de campo. O motivo é difícil de entender. Fisicamente, é natural que o Vasco estivesse melhor, já que levou reservas à campo na 38ª rodada do Brasileirão e o Tricolor jogou a vaga na Conmebol Libertadores contra o Bahia. Mesmo assim, a queda vertiginosa de desempenho não pode se resumir a isso. Outro ponto é o estado anímico. Quando Rayan marcar o gol de empate logo no início da segunda etapa, o Maracanã explode, o Vasco inflama e o Fluminense fica desorientado. A ponto de não conseguir se reconectar totalmente até o apito final. Zubeldía fez substituições que pouco acrescentaram, o que mostra outro problema: a parte tática. No segundo tempo, a impressão foi que o Fluminense não conseguir compreender as variações táticas impostas por Diniz. Rayan deixou de estar fixado como centroavante e passou a cair pela direita. Nuno Moreira se aproximou de Andrés Gomez, que teve mais liberdade para flutuar. Depois, Vegetti entrou para reforçar o jogo aéreo e conseguiu ter sucesso. No duelos das substituições, Diniz venceu neste jogo de ida. + Compre já seus ingressos para os jogos do Fluminense O gol de Vegetti acontece nas costas de Freytes, que fez uma partida tenebrosa durante 90 minutos. Aliás, falando em repetir velhos erros, mais um gol de bola aérea sofrido nas costas do zagueiro. De positivo, ainda há 90 minutos a serem jogadas e a eliminatória está aberta. Mas uma montanha difícil terá que ser escalada. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Fluminense no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Fluminense 🎧 Ouça o podcast ge Fluminense Assista: tudo sobre o Fluminense no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos