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Mundial de Roterdã: Lorrane Oliveira faz linda apresentação nas assimétricas Lorrane Oliveira está de volta à final do individual geral de um Campeonato Mundial de ginástica artística. Depois de seis cirurgias e 11 anos de espera, a brasileira de 28 anos garantiu a classificação nas eliminatórias em Roterdã, na Holanda, na última segunda-feira (19) e também contribuiu para a campanha que levou o Brasil à quinta posição por equipes . O Mundial de Glasgow, em 2015, havia sido a primeira e única decisão individual da ginasta do Flamengo, medalhista olímpica com a equipe brasileira em Paris 2024 - ela terminou na 18ª colocação na Escócia. + Mundial de ginástica artística: programação e onde assistir +50 anos após histórica nota 10, Nadia Comaneci se rende a Rebeca Andrade: "Execução perfeita" + Brasil cresce na final, fica perto do pódio e acaba em 5º por equipes no Mundial 1 de 2
Lorrane Oliveira no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Lorrane Oliveira no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Depois de enfrentar uma sequência de lesões que, nos últimos anos, limitou sua participação nas principais competições internacionais, a ginasta voltou a competir nos quatro aparelhos em um Mundial. A classificação representa a concretização de um objetivo que ela nunca abandonou, apesar dos obstáculos físicos e do longo processo de recuperação. - Foram anos muito difíceis, muitas pessoas não sabem o que passei, foram seis cirurgias no corpo, no total, mas eu nunca deixei de acreditar, de sonhar e de lutar para estar aqui nos quatro aparelhos, e é por isso que hoje eu continuo na ginástica até hoje. Finalmente eu consegui chegar ao Mundial e me apresentar nos quatro aparelhos da melhor forma - contou Lorrane após o primeiro dia de disputas do feminino, em Roterdã. 2 de 2
Lorrane se apresenta nas assimétricas no Mundial de Roterdã — Foto: MeloGym/CBG Lorrane se apresenta nas assimétricas no Mundial de Roterdã — Foto: MeloGym/CBG + Sorriso vale ponto? Entenda como o carisma é carta na manga de Flávia Saraiva no Mundial + Entenda ausência de Rebeca Andrade no solo do Mundial Na classificatória, Lorrane cometeu alguns erros durante as apresentações, incluindo um desequilíbrio na trave e uma execução de salto abaixo do esperado. Ainda assim, deixou a arena satisfeita com o desempenho e, principalmente, por ter conseguido completar a competição sem novas lesões. Ela passou bem pelas barras assimétricas e pelo solo na final por equipes. - Estou muito orgulhosa de todas nós. Sexta tem mais. Tem que recuperar o corpinho que são quatro aparelhos - disse Lorrane. A final do individual geral acontece nesta sexta-feira, com transmissão do Sportv2. Lorrane Oliveira, classificada em 22ª, e Flávia Saraiva, em 12ª, são as representantes brasileiras. Final por equipes e o papel de Rebeca Andrade Medalhista de bronze por equipes em Paris 2024, Lorrane comentou a importância da presença de Rebeca Andrade na disputa por equipes, mesmo que competindo apenas em dois aparelhos - o salto e a trave. A maior medalhista olímpica brasileira tem desempenhado um papel de apoio às companheiras durante as provas em que não participa. - Só de ter ela aqui, ajudando a nossa equipe, competindo nos dois aparelhos, já é ótimo. De uma certa maneira, isso é bom para a nossa equipe entender também: nós, mais velhas, uma hora vamos parar. Então, a nova geração tem que vir e entender como funciona um Campeonato Mundial. Vai ter de correr atrás de uma série mais difícil para poder chegar numa final e até disputar uma medalha, sem Rebeca, sem Flávia daqui a um tempo - avaliou. Na final por equipes, disputada na última quarta-feira (21), a equipe feminina do Brasil somou 159,730 pontos na apresentação dos quatro aparelhos, e terminou em quinto lugar. A China garantiu o ouro, seguida pelos Estados Unidos e pelo Japão. Os três países garantiram vaga antecipada para as Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. Final por aparelhos As principais chances de medalha do Brasil estão nas finais por aparelhos. Principal nome da delegação brasileira, Rebeca Andrade liderou a classificação do salto na última segunda-feira, com 14,533 pontos, e chega à decisão como favorita ao título. A ginasta busca o tricampeonato mundial da prova, cuja final será disputada no próximo sábado (24), mesmo dia da decisão das barras assimétricas. Na trave, Flávia Saraiva também está na briga por uma medalha inédita na prova em Mundiais. A brasileira terminou a fase classificatória na terceira colocação, com 14,400 pontos, e disputará a final no próximo domingo (25). Na mesma data, será realizada a decisão do solo, que não contará com representantes brasileiras.