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Análise dos Times

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A Seleção Brasileira feminina tem uma "Bolt" para chamar de sua. O "sobrenome" que a lateral e ala Tamara carrega é, na verdade, um apelido. A inspiração, claro, vem do ex-velocista Usain Bolt . A comparação surgiu, como não poderia deixar de ser, pela rapidez da jogadora. Foi com essa "marca" ao lado do nome que Tamara apareceu na lista de convocadas do Brasil pela primeira vez na carreira. Ela foi chamada por Arthur Elias para os amistosos deste mês contra a Argentina . Um feito e tanto para quem nem sabia que poderia ser atleta, como contou em entrevista exclusiva à ESPN . "Em 2021, fui jogar um campeonato sub-18 pelo Bahia. Um preparador físico falou que meu nome podia ser Bolt. Ninguém nunca tinha me chamado assim, só falavam que eu era rápida. A narradora dos jogos perguntou se as pessoas tinham apelido para poder chamar na hora. Falaram que o meu era Bolt, só que eu não sabia. Ninguém nunca tinha me chamado assim". "A narradora começou a me chamar de Tamara Bolt. E aí as pessoas começaram a me chamar de Bolt, Tamara Bolt, e ficou. Eu não me importo. Na camisa do meu time, eu uso só Tamara. Eu gosto que tem pessoas que ficam felizes em me chamar de Bolt, mas acho que não é uma coisa tipo: 'Quero que você me chame de Bolt'". A primeira oportunidade na Seleção veio agora, aos 23 anos. No início, essa realidade parecia muito distante para a atleta do Washington Spirit . "Eu jogo futebol desde pequena, com meus irmãos, meus primos, meus amigos. Até uns 16 anos eu só jogava com os meninos. Aí depois que eu comecei a ir para uma escolinha feminina". "Um dia eu fui jogar com uns meninos e tinha um olheiro do Bahia lá, porque o clube jogaria um campeonato sub-18 em 2021. Eles me viram e me chamaram para fazer um teste. Aí que começou. Eu fui para o Bahia, e o Inter ficou interessado em mim no primeiro campeonato que eu fiz. Só que o Bahia disse que só liberaria após o segundo campeonato. Depois de 2021, eu fui para o Inter. Fiquei lá, me destaquei e agora estou aqui". "Era um sonho ser jogadora, mas não era algo que eu tinha certeza que ia acontecer. Eu não sabia se ia dar certo ou não. Estava jogando porque eu gostava de jogar, e não com a intenção de um dia virar jogadora profissional". "Muita gente no caminho continuou me ajudando financeiramente, com os materiais. Porque no Bahia eu ganhava 500 reais, então de jeito nenhum eu conseguia me manter com isso. Mas acho que minha avó me ajudou muito nesse sentido. E teve pessoas que me ajudaram com transporte, chuteira, que acreditaram em mim mais do que em mim mesmo", concluiu. Tamara quer mostrar, mais uma vez, que o esforço valeu a pena. Os amistosos contra a Argentina apareceram como a oportunidade perfeita para isso. Ela foi convocada como lateral, mas pode fazer mais de uma função no time de Arthur Elias. "Acho que, se fosse para falar uma posição ideal para mim, seria a ala, porque eu sou uma jogadora que consigo marcar e atacar. E é uma posição que eu acho que eu me identifico pelo fato de ter força física, velocidade. É uma posição bem interessante para mim, mas eu consigo jogar na frente e atrás também sem nenhum problema". O Brasil vai encarar a Argentina neste sábado (10), às 16h30 (de Brasília), no Beira-Rio, e também no dia 13, às 20h30 (de Brasília), na Arena Pernambuco