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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Luiz Henrique chora ao lembrar do pai e evita pressão na seleção por Copa Yara Fantoni Colunista do UOL 11/06/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Se pudesse jantar com qualquer pessoa do mundo, quem seria? Luiz Henrique, atacante do Zenit e da seleção brasileira na Copa do Mundo, se emociona ao responder: "Meu pai, é um cara que eu queria que estivesse aqui para estar vivendo esse momento junto com a minha família". Torcedor do Fluminense, Luiz Carlos da Silva viu o filho se tornar profissional no clube de seu coração, mas não conseguiu vê-lo brilhar na seleção e ter a chance de disputar uma Copa do Mundo. "Quando eu fui para o Betis, ele estava doente, já estava no hospital, muito mal. Eu não pude me despedir dele, estava longe, não deu tempo", conta Luiz Henrique em entrevista ao Fala Aí - Especial Copa, programa do Canal UOL . Eu falaria que amo ele, não pude falar isso muito para ele, porque eu não tinha muito convívio com a minha família. Ia falar que amo ele, que ele sempre me incentivou no futebol, queria ver o filho jogar profissionalmente, mas não pôde ver muito. Mas eu sei que ele está orgulhoso lá de cima. Luiz Henrique Juca Kfouri Não será 1ª vez que Brasil estreará sem time pronto Julio Gomes Veja como está o Azteca para a abertura da Copa Tatiana Farah A boa e a má notícia da Quaest para Flávio José Fucs A guinada woke da Justiça vai além do caso Borel Agora mais maduro como jogador, o ponta do Zenit pode ser uma das surpresas no time titular de Carlo Ancelotti para o Mundial, mas tenta evitar a pressão para o título. Durante o papo, ele também falou sobre a adaptação na Rússia e lembrou o ano mágico que teve no Botafogo. Luiz Henrique se emociona em entrevista ao 'Fala Aí - Especial de Copa', programa do Canal UOL Imagem: Reprodução/Canal UOL Leveza é a base para a vitória A seleção brasileira não vence uma Copa do Mundo desde 2002. Luiz Henrique sabe o peso disso, mas rejeita que o elenco tenha que carregá-lo para dentro de campo. "O jogador tem que estar o máximo possível tranquilo para entrar em campo e mostrar sua qualidade, ajudar a seleção brasileira". O apoio da torcida é visto como fundamental por Luiz Henrique, ao invés das cobranças e críticas. Luiz Henrique durante amistoso entre Brasil e França Imagem: Reprodução/Instagram A gente não pode entrar com essa responsabilidade dentro de campo. Temos que entrar tranquilos e alegres, para entrar em campo e tudo possa fluir naturalmente. Quando o grupo entra tranquilo e leve, conseguimos trazer a vitória. Não podemos entrar com essa pressão de que o Brasil não ganha desde 2002. Continua após a publicidade Relacionadas Luiz Henrique explica como muda o jogo para seleção: 'Tem que ir tranquilo' 'O caminho do sucesso': como a seleção está descobrindo Carlo Ancelotti Edu Gaspar vê Brasil com chance na Copa: 'Quando vai com dúvida, dá samba' 0:00 / 0:00 Carioca no frio da Rússia Nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, Luiz Henrique escolheu viver num país com condições climáticas totalmente diferentes às que estava acostumado na Cidade Maravilhosa. Ao ir para o Zenit, praticamente nenhuma roupa que usava no Brasil serviu para o frio de São Petersburgo, que chega a -5º C. Luiz Henrique celebra gol pelo Zenit Imagem: Reprodução/Instagram Mas foi lá, treinando na neve e com o pé congelado, que o ex-Botafogo conseguiu se consolidar na seleção brasileira, tendo marcado cinco gols e dado três assistências em 31 partidas. "É o que eu escolhi para mim, então tem que se acostumar". A alta quantidade de jogadores do Brasil por lá também ajudou. Tem muito brasileiro lá, a gente fica entre nós. Tem o Douglas Santos, o Wendell, que está há seis anos lá, e ainda não fala a língua deles. É muito difícil. O Nino é quem fala melhor, mas ele começou a fazer aula de russo quando ainda estava aqui. Continua após a publicidade A comida é outro aspecto que Luiz Henrique sofreu para a adaptação. "Quando venho para o Brasil, levo feijão, levo arroz, levo quase tudo, tempero, as coisas que não tem lá, que a gente gosta muito, farofa. Uma mala enorme só de comida." A convocação que chega com delay Outro item que Luiz Henrique teve que se adaptar na Rússia foi o delay nas transmissões de televisão que saem do Brasil. Por isso, toda convocação da seleção é ritual na casa do atacante. Ele e a esposa deixam o celular de lado e ficam na frente da televisão na expectativa de ouvir o nome do jogador. A gente fica passando mal, se tremendo, porque não é normal estar numa convocação de seleção brasileira. Tantos jogadores excelentes que tem pelo Brasil. Luiz Henrique Luiz Henrique celebra gol do Brasil sobre o Chile em duelo das Eliminatórias Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Ele nega que dá para saber antes se foi convocado ou não. A CBF só envia aos clubes uma lista com os jogadores na pré-lista. Quando Ancelotti falou o nome de Luiz Henrique na tela da Rússia, os amigos e familiares no Brasil já sabiam do resultado. "Até hoje não cai a ficha. Jogar pela seleção brasileira sempre foi meu sonho". Continua após a publicidade A Libertadores que já estava escrita nas estrelas O caminho de Luiz Henrique até a seleção passou pelo Botafogo, capítulo importante de sua carreira, mas que também foi marcado pelo mais dramático. Na final da Libertadores de 2024, Gregore foi expulso com um minuto de jogo. A situação parecia ruim, mas o time deu a volta por cima e venceu o Atlético-MG por 3 a 1, com um gol de Luiz henrique. Luiz Henrique comemora título da Libertadores conquistado com o Botafogo, em 2024 Imagem: Reprodução/Instagram Eu estava tranquilo. O Marlon, nosso capitão, falou que a gente ia ganhar a Libertadores, pelo Gregore, que era um cara que ajudava bastante em campo. A gente se blindou. Ele falou que já estava escrito. Para o Botafogo, sempre é mais difícil, mas já estava escrito nas estrelas. O título também encerrou um sentimento de dever. Luiz Henrique chegou ao Botafogo como maior contratação da história do clube, se machucou nos primeiros meses e demorou a corresponder ao que se esperava dele. "Eu chutei, na hora que eu vi a bola passando debaixo da perna do Everson, foi uma alegria imensa. Eu não sabia para onde eu corria, se eu corria pra torcida, se eu corria para os meus companheiros". Continua após a publicidade 0:00 / 0:00 Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Quina acumula e prêmio sobe para R$ 11,5 milhões; confira as dezenas Bolão de Brasília e aposta do PR acertam Lotofácil e levam R$ 722 mil cada Brasil estreia com vitória sobre o Irã na Liga das Nações de Vôlei Como descobrir onde os escorpiões-amarelos estão escondidos na sua casa Peru: Keiko Fujimori ultrapassa Roberto Sánchez após 98% das urnas apuradas