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Análise dos Times

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O Poropopó é o estado de espírito que melhor traduz a alma corintiana Milly Lacombe Colunista do UOL 23/08/2026 10h21 Deixe seu comentário Gaviões da Fiel em jogo do Corinthians na Neo Química Arena Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Eu já estive dentro de um Poropopó misturada à Fiel. Foi no Pacaembu, quando, antes de uma partida, fui dar um oi a uma amiga que é da Gaviões. Eu não assistia aos jogos na parte da arquibancada em que a Gaviões ficava, mas naquele dia minha amiga me mandou uma mensagem dizendo que estava lá e eu quis ir dar um beijo nela. Enquanto andava pelos degraus de concreto tentando localizar minha amiga, fui abordada por um rapaz que, sem pedir licença ou dar oi, passou um dos braços pelo meu ombro. Olhei assustada pensando como poderia correr dali. Ele ignorou meu olhar, me segurou mais forte, me puxou mais perto e disse apenas "Poropopó!". E eu entendi que já não seria mais possível sair. Ainda bem porque foi uma experiência psicodélica. Ficamos indo e vindo para lá e para cá por bastante tempo. Todos misturados dançando, pulando e cantando. Uma massa só, diluída no coletivo. Quando o Corinthians jogava no Pacaembu, o Poropopó estava reservado ao canto das organizadas. Hoje, ele invadiu os demais setores - com alguma reserva dos assentos mais caros que, por algum motivo (sabemos quais, mas não cabem aqui), ainda vacilam para dançar o Poropopó com a massa. Vídeos do Poropopó que deixou estarrecida a torcida do Rosário durante o jogo da Libertadores na semana passada circulam pelas Redes sociais. Os argentinos pulavam e cantavam quando foram engolidos pelo ritual da Fiel. Calaram e olharam estarrecidos e arrebatados para o que estavam vendo. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A alma dessa torcida é traduzida com honestidade nesse ritual poropopento alucinado e delirante que ela puxa durante as partidas. Os adversários sentem, o time sente, a torcida se alimenta dela mesma para aumentar o volume. Não tem nada assim no mundo. Toda torcida é bonita em si mesma, claro. Um estádio lotado sempre inaugura uma dimensão do sagrado. Em qualquer canto e em qualquer divisão. Mas nem por isso podemos deixar de reconhecer a grandiosidade do que faz a Fiel. O Poropopó é um imenso encontro de almas e de amor. Ele faz tremer as estruturas - literalmente. Que desperdício esse time ser gerenciado há décadas por grupos tão incompetentes; o Corinthians não é desse planeta. Salve, meu camarada Elias Jabbour: seu time é um delírio. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump