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Futebol À sombra de Messi decisivo, camisas 9 da Argentina fazem Copa improdutiva Guilherme Padin e Bruno Braz Do UOL, em São Paulo e no Rio de Janeiro 07/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lautaro Martínez, da Argentina, durante partida contra Cabo Verde na Copa do Mundo Imagem: IMAGN IMAGES via Reuters/Nathan Ray Seebeck Não há contestação de que o estilo de jogo e os resultados da Argentina passam por Lionel Messi - são 77% dos 26 gols nas últimas duas Copas do Mundo . Porém, para além do ótimo desempenho do camisa 10, o dado joga luz sobre um fator negativo na seleção de Scaloni: antes decisivos em campanhas de título, os centroavantes da Albiceleste ainda não corresponderam no Mundial. Lautaro Martínez, o atual titular, e Julián Álvarez, importantíssimo na conquista da Copa de 2022, não engrenaram. Embora tenham atuado em todas as partidas de 2026 até agora, só renderam um gol à seleção argentina - de pênalti, marcado por Lautaro. Diante do mau momento, ainda não há a confirmação de qual dos dois estará entre os 11 contra o Egito, na terça-feira (7), às 13h (de Brasília), pelas oitavas de final. Independentemente da escolha, o centroavante titular terá o peso de se provar após quatro jogos abaixo da expectativa. Casagrande Muito obrigado, Bélgica, pelo massacre nos EUA Danilo Lavieri Fifa estragou a bela história dos EUA na Copa João Paulo Charleaux Trump vira a mesa e dá um golpe no futebol Helton Gomes Altman e Trump arquitetam dividir riqueza da IA Como estão Lautaro e Álvarez na Copa A fase pouco produtiva dos dois centroavantes se reflete nos números. Nos 243 minutos em que esteve em campo, Lautaro fez um gol (de pênalti), deu quatro chutes (um em direção ao gol), tentou quatro dribles errados e perdeu 22 bolas, segundo o Sofascore. Já Álvarez, em 200 minutos jogados - um como titular, três saindo do banco -, não marcou nem deu assistências. Chutou três vezes (duas a gol), perdeu uma chance clara, deu um drible certo e perdeu 26 bolas. O que as estatísticas mostram é que, além de não marcarem, os dois atacantes nem sequer têm tido boas oportunidades para finalizar. Geralmente presos em meio às duplas de zaga e priorizando as chegadas de Lionel Messi, artilheiro da competição, Lautaro Martínez e Julián Álvarez têm tido pouquíssima participação nas chances criadas pela Argentina. Além dos erros individuais da dupla, o problema mora no estilo de jogo da equipe de Scaloni: como a Albiceleste não usa pontas, tem seu jogo cadenciado na posse de bola pelo meio de campo e aposta nos passes verticais, sobretudo buscando Messi. Com isso, o camisa 9 - seja Álvarez ou Martínez - acaba colaborando mais com o espaço oferecido aos avanços do 10 do que se colocando em condições de marcar. Assim, até o momento, dos 11 gols argentinos no Mundial, sete foram de Messi, dois saíram de escanteio, em finalizações de zagueiros, um em cobrança de falta de Lo Celso e outro de pênalti - o único de Lautaro Martínez. Continua após a publicidade Camisas 9 se alternaram nas últimas conquistas Desde o início da trajetória vencedora da Scaloneta, com quatro títulos em cinco disputados, os dois camisas 9 alternam a titularidade na seleção argentina. Na Copa América de 2021, Lautaro Martínez já era titular há quase três anos, e correspondeu: marcou três gols - dois no mata-mata - e ajudou a equipe a avançar à final e ao título. Na Finalíssima do ano seguinte, diante da Itália, anotou mais um na vitória por 3 a 0, que rendeu o segundo título do time de Scaloni. A boa sequência e os títulos o credenciaram como titular para a última Copa do Mundo de 2022. Porém, após dois jogos com baixo rendimento no Qatar, perdeu a posição para Julián Álvarez: o jovem atacante agarrou a oportunidade, marcou no primeiro jogo da Copa como titular, e ainda encerraria a campanha do título argentino com quatro gols, sendo dois na semifinal contra a Croácia. Dali em diante, assumiu a posição. Novamente, na Copa América de 2024, o fator determinante veio do banco. Desta vez, Lautaro foi quem decidiu: começou quatro dos seis jogos como reserva e ainda assim terminou o torneio como artilheiro, com cinco bolas na rede e direito ao gol da final diante da Colômbia, em que também não foi titular. "Fiz uma grande temporada e me sentia pronto para me redimir do que foi a Copa do Mundo. Para mim isso era importante", desabafou Lautaro após marcar dois gols contra o Peru na fase de grupos daquela Copa América. Continua após a publicidade Após o bicampeonato sul-americano, os dois chegaram a atuar juntos como titulares. Porém, lesão no tornozelo de Álvarez ao fim da temporadaLautaro Martínez começou o Mundial como titular, ao lado de Messi e Almada. A ideia de Scaloni, segundo jornais argentinos, era deixar Álvarez retomar a forma e, com sua mobilidade e capacidade de pressionar a defesa adversária, se tornar o titular a partir do mata-mata. Mas não foi o que ocorreu contra Cabo Verde, já que Lautaro novamente começou a partida. A sequência para a competição, a partir do jogo contra o Egito, ainda é uma incógnita. E como fica Flaco López? A ótima fase pelo Palmeiras credenciou Flaco López a ser o terceiro centroavante de Scaloni na Copa. Porém, para ganhar espaço e obter mais minutos em campo, o atacante esbarra em difíceis obstáculos. O primeiro e mais óbvio é a concorrência com dois colegas de posição que não só conquistaram quatro títulos pela Argentina como foram decisivos nessas campanhas. Continua após a publicidade Por isso, Lautaro e Álvarez gozam da confiança de Scaloni para disputar entre eles a vaga de titular. O outro obstáculo para Flaco é consequência do primeiro. Como os dois atacantes têm prioridade para o comandante e a chegada do palmeirense é recente, ele ainda não teve muitos minutos para provar um desempenho digno de entrar na disputa com os colegas de equipe. O centroavante do Palmeiras atuou 161 minutos em seis jogos pela Argentina — dois como titular — e colaborou com uma assistência na goleada por 6 a 0 contra Porto Rico. No restante dos jogos, não participou dos gols. Nesta Copa, a única oportunidade recebida foi diante da Jordânia, na terceira rodada do Grupo J, quando a Argentina já estava classificada: o atacante teve oito minutos e finalizou uma vez. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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