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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Neymar na Copa é um teatro político que revela mais do que deveria Milly Lacombe Colunista do UOL 16/06/2026 13h59 Deixe seu comentário Rodrigo Lasmar, médico da seleção brasileira Imagem: Igor Siqueira/UOL Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A sensação geral é a de que estamos sendo enganados e enganadas a respeito de Neymar. Há quase quatro anos ele não está apto a participar de uma Copa do Mundo, e ainda assim foi convocado. Metade do Brasil explodiu em êxtase. Vai, meu craque. E me manda aquela foto de você fazendo agachamento na academia. Soubemos na sequência da convocação que Neymar iria embarcar mesmo estando machucado. Ancelotti, muito sério, defendeu a convocação dançando desajeitadamente como protagonista de um teatro macabro. Vai se prestar a isso, Carlo? Si, si. Chama todo mundo e avisa que é para parar de drama, que a lesão está sob controle, que o Ney se recupera talvez até a tempo do primeiro jogo. Não, perdão. Do segundo. Não, perdão. Do terceiro. Pera. Vamos fazer um exame aqui. E aí? Qual o resultado do exame? Vamos deixar isso para lá? Até os mais apaixonados por Neymar estão dizendo que alguma coisa errada não está certa. É bom se sentir enganado? Não, não é. Mas está acontecendo. O que não nos impede de dizer o que se esconde por trás dessa convocação absurda: a política. Ora, pois. Quem poderia imaginar que o futebol é um animal político? Sakamoto Traição cobra preço de Eduardo e ameaça Flávio Amanda Klein Fazenda vê margem para acelerar corte de juros Josias de Souza Ninguém quer hospedar Daniel Vorcaro Felipe Salto Não estamos passando por uma crise fiscal no Brasil Neymar foi uma convocação política que, entre outras revelações, mostrou quem é Carlo Ancelotti. Neymar está ali, como dizemos desde o ridículo telequete da convocação no Museu do Amanhã, porque faz o dinheiro girar para muitos atores dessa indústria. O preço de uma convocação absurda é a mentira e a omissão, é ter que tratar a torcida como idiota, é ter que rebolar para explicar o inexplicável. Com isso, a seleção perde o que deveria ter de mais importante: a credibilidade. A camisa se esvazia. Ela se afasta da população, desencanta. Mas se do outro lado tem gente ganhando dinheiro, esses detalhes não importam. O povo esquece. A copa termina em um mês, a vida vai seguir e ninguém mais vai falar dessa bobagem aí. Se tiverem que compreender apenas uma coisa a respeito desse teatro dos horrores que envolve Neymar e CBF fiquem com isso: futebol e política são uma coisa só. Para qual lado desse barranco queremos levar o jogo que amamos? Deixá-lo com os mesmos de sempre ou devolvê-lo à população? Não há outra alternativa a não ser uma dessas duas. Qual é a sua? Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Tom Holland confirma casamento com Zendaya e diz que família 'estava lá' Rope jump: instrutor cita gritos e diz que cliente anterior desistiu Caoa Changan lança rival de Taos, HR-V e Corolla Cross; veja os preços Ex-jogador culpa Deschamps por joia escolher jogar a Copa pelo Marrocos Diante de Trump, Lula cobra respeito à soberania e critica fortuna de Musk