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Futebol Brasil pega Haiti para esquecer susto que impactou vestiário após estreia Danilo Lavieri , Paulo Vinicius Coelho (PVC) e Pedro Lopes Do UOL, em Filadélfia (EUA) 19/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti durante treinamento da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 em Morristown, nos EUA Imagem: MAURO PIMENTEL / AFP O Brasil entra em campo contra o Haiti, às 21h30 (de Brasília) desta sexta-feira, tentando mais do que uma vitória para encaminhar a classificação na Copa do Mundo. A seleção busca recuperar a tranquilidade após o susto provocado pelo desempenho na estreia diante de Marrocos, especialmente nos primeiros 45 minutos, quando esteve muito abaixo do que imaginava a comissão técnica. O empate por 1 a 1 teve peso, mas o que mais preocupou internamente foi a atuação. Quem está dentro da delegação e acompanhando aos treinamentos em Nova Jersey tinha a convicção de que a equipe apresentaria um futebol melhor. O choque veio ao perceber um time desorganizado, com dificuldades para trocar passes e incapaz de controlar a partida durante boa parte do confronto. A sensação de frustração ficou evidente ainda no estádio. Vinicius Júnior deixou o intervalo irritado e evitou o protocolo que previa entrevistas. Carlo Ancelotti protagonizou uma de suas atuações mais exaltadas à beira do campo, reclamando seguidamente da arbitragem e entrando em atrito com funcionários da Fifa ao término dos 90 minutos. Juca Kfouri A triste goleada do Canadá sobre o Qatar Narrativas em Disputa Caso Master vira munição contra Lula nas redes Josias de Souza Wagner enfia espinho do Master no pé de Lula Mauro Cezar O que fará o Haiti frente ao Brasil? O comandante admitiu isso na coletiva da última quinta-feira, véspera do jogo da 2ª rodada. "Bom, a primeira parte do jogo foi um pouco inesperada. Eu pensava que a equipe podia jogar melhor e pode ser que a estreia da Copa do Mundo e peso da camisa podem influenciar um pouco o aspecto mental dos jogadores. Você tem que ser resiliente quando a coisa não sai bem, não tem que passar os braços quando as coisas não saem bem, tem que ser resiliente ali e eu acho que a equipe é resiliente e vai melhorar", afirmou. Nos dias seguintes ao jogo, a repercussão interna do resultado já tinha ficado clara. O capitão Danilo admitiu que a atuação assustou o grupo, principalmente nos 30 minutos iniciais, período em que Marrocos controlou completamente as ações e expôs fragilidades da seleção. "Assustou, porque existia tanta expectativa interna de fazer um jogo grande, de domínio, de pressão a todo tempo. Quando as coisas não acontecem e a equipe adversária tem o controle e várias ocasiões, não é fácil de gerir", falou o camisa 13. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês "Eu, por estar fora, tentei tentar pensar em um contraponto, sobre o que pode melhorar. Não adianta, você não vai passar a bater em um jogo que está apanhando. É preciso achar equilíbrio. Estávamos desequilibrados emocionalmente", falou o lateral. A resposta da delegação foi mudar a rotina. Na segunda-feira, pela primeira vez desde a chegada aos Estados Unidos, a seleção treinou sem conceder entrevistas. No dia seguinte, o treinamento foi totalmente fechado para a imprensa, algo que não havia acontecido anteriormente durante a preparação. Em meio ao clima de preocupação, a comissão técnica apostou em uma estratégia para aliviar a tensão. Familiares dos jogadores foram convidados para assistir aos treinos e depois para almoçar com o grupo. O relato interno é de que a presença das crianças ajudou a tornar o ambiente mais leve após os dias de pressão. Continua após a publicidade Danilo destacou a importância desse contato com a família, mas também fez um alerta sobre a necessidade de equilíbrio para que o grupo não perca o foco na competição. A expectativa é que a combinação entre ajustes táticos e um ambiente mais tranquilo permita à seleção mostrar uma versão diferente da vista na estreia. Contra o Haiti, o Brasil tenta provar que o desempenho diante de Marrocos foi apenas um acidente de percurso e recuperar a confiança que ficou abalada nos corredores da concentração em Nova Jersey. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora México 1 x 0 Coreia do Sul | Melhores Momentos | Copa 2026 Fratura de Koné entra para a lista de lesões chocantes em Copas: relembre Gabriel Sá: 'Raphinha precisa de um choque de realidade e ir para o banco' A triste goleada do Canadá sobre o Qatar Mattos: 'Endrick volta muito para buscar jogo e Ancelotti não quer isso'