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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Como a Argentina rasgou a cartilha e fez 'tudo errado' por vaga na final Rafael Reis Colunista do UOL 15/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lisandro Martínez e Messi, dois símbolos da Argentina na Copa, trocam abraços Imagem: Steph Chambers - FIFA/FIFA via Getty Images Campeã mundial no Qatar-2022, a Argentina que enfrenta a Inglaterra, a partir das 16h (de Brasília), em Atlanta, busca alcançar sua segunda final consecutiva de Copa rasgando vários dos ensinamentos da cartilha de sucesso do futebol contemporâneo. Dizem os teóricos da bola que os zagueiros precisam ser obrigatoriamente altos (de preferência, com mais de 1,90 m) para cortar os cruzamentos que venham para sua área, e também para impedir que o time adversário ganhe as bolas por cima em lançamentos longos que podem se transformar em contra-ataques letais. Como Lionel Scaloni, o arquiteto da seleção albiceleste há oito anos, responde a essa "exigência"? Escala Lisandro Martínez, um defensor central de apenas 1,75 m, e faz dele um dos destaques individuais da Copa-2026. José Fucs O 'choque de gestão' proposto a Flávio Bolsonaro Sakamoto Senado ignora apelo pelo fim da 6x1 e vai descansar Marco Antonio Sabino Há sindicatos que envergonham os sindicatos Tony Marlon Rio acerta com proibição de anúncio de bets Também é febre entre os treinadores atuais o uso de atacantes de lado de campo que sejam leves, muito velozes e excelentes no "um contra um" (leia-se, dribladores) para explorar os campos abertos e também abrir espaço em defesas mais fechadas. Só que, desde a aposentadoria de Ángel Di María, a Argentina não tem mais um ponta genuíno, um jogador que realmente reúna todas essas características. Nos últimos jogos, a equipe tem sido escalada com quatro volantes, Lionel Messi e um centroavante, Julián Álvarez. Sim, Messi ainda é capaz de sair enfileirando adversários e normalmente serve como desafogo para o jogo argentino. Mas não é ponta (embora caia mais para a direita) e nem conta com nenhum parceiro que abra o campo pelo outro lado. Também está na moda a ideia de que um time vencedor tem que ser prioritariamente jovem. A baixa idade, explícita na formatação do Paris Saint-Germain, atual bicampeão europeu, é uma necessidade para se aguentar a intensidade do jogo atual e reduzir o desgaste físico. Mas a convocação argentina para a Copa-2026 tem nada menos que 17 remanescente da campanha de título do Qatar-2022. E, claro, todos eles estão três anos e meio mais velhos do que quando se sagraram campeões mundiais. O time-base dessa campanha de defesa de título não tem nenhum titular com menos de 25 anos. Em compensação, são cinco "trintões" na equipe ideal: Dibu Martínez, Nicolás Tagliafico, Leandro Paredes, Rodrigo de Paul e, claro, Messi. Continua após a publicidade Então, como dá certo? Peitando os preceitos do futebol moderno, a Argentina já sofreu bastante nesta Copa: teve de buscar uma virada histórica nos minutos finais contra o Egito e precisou da prorrogação para eliminar Cabo Verde e Suíça. Mesmo assim, sobreviveu até as semifinais e está a duas vitórias de colocar a quarta estrela em cima do seu distintivo. Se não tem tanta velocidade e intensidade quanto seus adversários, a Argentina busca uma compensação no lado técnico, faz questão de manter a posse de bola e troca um número elevado de passes. Também possui uma mentalidade vencedora de dar inveja, fruto da idade mais elevada dos seus jogadores e da trajetória cheia de títulos que eles construíram. Mesmo diante das situações mais adversas, os comandos de Scaloni não se dão por vencidos e continuam acreditando que resultado positivo é possível. Eles exalam confiança, e esse tem sido um dos seus maiores diferenciais em busca de mais uma decisão de Copa do Mundo , agora contra a Espanha. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rafael Reis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Dominada, França perdeu o jogo e a chance de ser lembrada para sempre Genial/Quaest: Aprovação do governo Lula supera numericamente desaprovação Por que a F1 não se importa em dividir o domingo com a final da Copa? Genial/Quaest: Lula mantém tendência de subida e abre 8 pontos sobre Flávio 08304: o que é o 'código' estampado na faixa que Yamal usou contra a França