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Esporte Futebol Copa do Mundo Muito mais 1994 que 2002, como Ancelotti tenta replicar o Brasil do tetra? Paulo Vinicius Coelho (PVC) e Thiago Rabelo Do UOL, em Nova Jersey (EUA) 13/06/2026 12h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Romário e Bebeto se abraçam na Copa do Mundo de 1994 Imagem: Antônio Gaudério/Folhapress A Copa do Mundo de 1994 se tornou um exemplo para o técnico Carlo Ancelotti. Assim como três décadas atrás, a seleção brasileira amarga um jejum de 24 anos sem título e busca quebrar a marca novamente nos Estados Unidos. Além das coincidências do tempo, o treinador também aposta que a dupla Vinicius Junior e Raphinha possa repetir o sucesso de Bebeto e Romário. Porém, os dois grandes nomes do ataque de 1994 não acreditam que Vinicius Junior e Raphinha possam fazer a diferença como eles fizeram na conquista do tetracampeonato. "Acho maneiro o Ancelotti ter como referência a seleção de 94 e a dupla de ataque que formei com Bebeto, mas, na boa, não dá pra comparar. Tínhamos características bastante diferentes de Vini e Raphinha. Rolava um entrosamento e um encaixe com a gente que não vejo em nenhuma dupla da atualidade", disse Romário ao Uol . Yara Fantoni Hoje não é apenas a estreia do Brasil Juca Kfouri As estreias de que me lembro da seleção Rodrigo Ratier Se a Copa não dá lucro, por que querem sediá-la? Sakamoto Escravidão de jovens lembra lado ruim do futebol PVC Já Bebeto relembrou os números ao lado de Romário. Foram 22 jogos, com 16 vitórias e 6 empates, com os títulos da Copa do Mundo de 1994 e da Copa América de 1989. Na campanha do tetra, eles marcaram 8 dos 11 gols da equipe. Já Vinicius Junior e Raphinha fizeram apenas três dos 26 gols nos 12 jogos da era Ancelotti. "Primeiramente, cada um tem a sua história. E a minha com Romario é bem fora da curva. Foram anos jogando juntos e nunca perdemos uma partida. Nosso entrosamento era coisa de Deus. Mas eu torço para que eles possam juntos ajudar o Brasil a conquistar o hexacampeonato. São dois grandes jogadores com qualidade para fazer a história deles", disse Bebeto. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Desde que foi contratado, em maio de 2025, Carlo Ancelotti tem repetido que gostaria de ver a seleção brasileira com quatro atacantes. Porém, diante de atuações ruins contra a França, em março, e o Panamá, penúltimo amistoso antes da Copa do Mundo, ele reformulou a equipe, com a entrada do meia Lucas Paquetá no lugar de um dos homens de frente. Companheiro de Romário e Bebeto em 1994, Zinho revelou uma conversa que teve com Ancelotti, mas entende que a dupla que faria mais sentido era Matheus Cunha com Vinicius Junior. "Eu encontrei o Ancelotti e ele falou que admira nossa seleção de 1994, que nós somos uma inspiração para a equipe dele. Acho que ele pensa em um time parecido, mas acho que faz mais sentido o Matheus Cunha na frente e o Raphinha mais recuado, fazendo um pouco o que eu fazia em 1994", explicou Zinho. Continua após a publicidade Além das questões temporais e de posicionamento, o Brasil de Carlo Ancelotti aposta em uma equipe que já sofreu o gosto amargo de perder uma Copa do Mundo. Em 1994, eram dez remanescentes de 1990. Agora, em 2026, são 15 dos 26 que disputaram o Mundial de 2022. Romário e Bebeto eram dois dos dez atletas que perderam em 1990 e foram para 1994 conquistar o tetracampeonato, mas o camisa 11 não vê a derrota como um aprendizado. "'Muitos dizem que a derrota ensina algo, mas não ensina porra nenhuma. Derrota é derrota. Mas aquilo mostrou pra gente que perder é muito ruim", afirmou Romário ao UOL . "Nós tínhamos a última oportunidade para ganhar a Copa. Tinha uns nove atletas (na verdade eram dez) que perderam em 1990. Nós sofremos. Nós sabíamos o que era perder em 1990. A gente não queria sentir isso de novo. Perder é ruim pra caralho. Mas nós sabíamos que muitos não voltariam mais a jogar uma Copa. Tinha a idade e várias outras coisas. A gente sabia disso. Nós não éramos a melhor seleção. Tinha muita desconfiança do povo em cima da seleção. A nossa classificação só veio no último jogo, isso nunca tinha acontecido na história da seleção. Existia muita dúvida da imprensa e da torcida. Mas a gente sabia que se trabalhasse, se tivesse o objetivo de ser campeão, dava para ganhar", garantiu Romário. A seleção estreia na Copa hoje, às 19h (horário de Brasília), contra Marrocos. O Placar UOL Esporte acompanha o jogo . Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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