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Só para assinantes Assine UOL Opinião A Argentina que nunca deixa de acreditar Yara Fantoni Colunista do UOL 15/07/2026 18h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Argentina foi protagonista do início ao fim. Até saiu atrás do placar, mas assumiu o controle da semifinal. Os hermanos tomaram conta da posse de bola e empurraram a Inglaterra para o próprio campo. Era um ataque contra defesa. A bola rondava a área inglesa, as oportunidades apareciam, mas o gol insistia em não sair. Bola na trave e grandes defesas. Do outro lado, a Inglaterra abriu mão de jogar. Depois de sair na frente, se acovardou. Recuou suas linhas, passou a defender a própria área e apostou que o relógio seria seu maior aliado. Tentou sobreviver diante da pressão de uma seleção que jamais aceitou a derrota. Mas deixar a Argentina viva é um risco que poucos conseguem suportar. Juca Kfouri Messi recusa o último tango e rege a virada argentina Narrativas em Disputa Bolsonaristas alegam perseguição após Quaest Tatiana Farah Michelle escapou do cancelamento na direita José Paulo Kupfer O novo gargalo do petróleo não é mais Hormuz O tempo passava, a pressão aumentava e a insistence argentina parecia não ter fim. Até que Enzo Fernández apareceu. Com personalidade, qualidade e coragem, deu novo fôlego à equipe e recolocou a esperança em campo, depois de um passe de Messi, que não cansa de marcar presença naquela que talvez seja a maior Copa de sua carreira. Faltava o golpe final. E ele veio dos pés de quem transforma grandes jogos em obras de arte. De novo o camisa 10 foi o protagonista. Com duas assistências, mostrou por que segue sendo o jogador capaz de decidir uma Copa do Mundo. Primeiro, iniciou a reação. Depois, já nos minutos finais, encontrou Lautaro Martínez, que havia acabado de entrar. Com um passe perfeito, daqueles que apenas os gênios enxergam, deixou o camisa 9 diante do gol. Lautaro fez o resto e colocou a Argentina em mais uma final. Messi talvez esteja disputando a maior Copa do Mundo de sua carreira. Não apenas pelos números, mas pela influência que exerce em cada partida. Lidera com a bola nos pés, faz o jogo acontecer e aparece quando a história exige um protagonista. No fim, venceu a seleção que nunca deixou de atacar, que nunca abriu mão de ser protagonista e que se recusou a aceitar a derrota. O que o Brasil deveria ter feito e acabou se acuando. A Argentina virou mais uma vez, assim como fez com o Egito. Buscou até o final e mostrou, outra vez, que sua maior qualidade não é apenas o talento, mas a convicção de que o jogo só termina quando o árbitro apita. E é por isso que está, de novo, em uma final de Copa do Mundo. Porque sua força está na genialidade de Messi, na personalidade de seus jogadores e na alma de uma equipe que corre até o último segundo. A Argentina virou de novo. E, mais uma vez, é finalista do mundo. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Teremos coragem de reconhecer o que sentimos pela seleção argentina? Justiça manda filho de advogada que se casou com Brennand morar com o pai 'Malvinas são argentinas': atletas provocam Inglaterra em faixa após virada Infantino é denunciado no COI por violar neutralidade em relação com Trump Inglaterra se acovardou diante de Messi e pagou com uma queda merecida