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Esporte Futebol Copa do Mundo EUA não são os únicos: Brasil já fez manobra para evitar suspensão na Copa Do UOL, em São Paulo 06/07/2026 16h00 Deixe seu comentário Folarin Balogun, dos EUA, recebe cartão vermelho do árbitro Raphael Claus Imagem: Phil Noble Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A decisão da Fifa de suspender a punição aplicada ao atacante Folarin Balogun, dos EUA, na Copa do Mundo de 2026 provocou críticas e levantou suspeitas de interferência política. Embora o caso seja tratado como inédito pelo mecanismo utilizado, ele não é a primeira vez que uma seleção foi beneficiada pela reversão de uma punição antes de uma partida decisiva do Mundial. Garrincha escapou de punição antes da final em 62 O Brasil viveu situação semelhante há 64 anos. Na Copa do Mundo de 1962, Garrincha também ficou ameaçado de perder a decisão do torneio após ser expulso na semifinal contra o Chile. O atacante acabou liberado pela Fifa e disputou a final contra a Tchecoslováquia, vencida pelos brasileiros por 3 a 1, resultado que garantiu o bicampeonato mundial. A expulsão ocorreu após um revide em campo. Garrincha foi o principal nome da vitória por 4 a 2 sobre o Chile, marcando dois gols na semifinal. Já aos 38 minutos do segundo tempo, perdeu a paciência com a forte marcação dos anfitriões e deu um pontapé em Eládio Rojas. PVC Principal problema do Brasil não é falta de jogador Mauro Cezar Espanha avança e joga melhor do que no início João Paulo Charleaux Trump vira a mesa e dá um golpe no futebol Helton Gomes Altman e Trump arquitetam dividir riqueza da IA Mané Garrincha corre para abraçar Amarildo após gol durante jogo na Copa de 1962, no Chile Imagem: Acervo UH/Folhapress A expulsão foi registrada de forma diferente das atuais. Como ainda não existiam cartões vermelho e amarelo, o árbitro peruano Arturo Yamazaki retirou Garrincha de campo após ser informado pelo bandeirinha uruguaio Esteban Marino, que presenciou a agressão. A regra era diferente da atual. Em 1962, uma expulsão não gerava suspensão automática. Cabia ao tribunal disciplinar da Fifa analisar o episódio e decidir se o jogador seria punido ou poderia atuar normalmente na partida seguinte. A defesa brasileira explorou falhas no processo. Os dirigentes da seleção argumentaram que a agressão não havia sido registrada pelo árbitro na súmula da partida. Além disso, Esteban Marino, que havia comunicado o lance ao árbitro, não compareceu ao julgamento nem assinou a súmula, reduzindo as provas disponíveis para sustentar uma punição. A Fifa absolveu Garrincha. O tribunal disciplinar decidiu, por cinco votos a dois, aplicar apenas uma advertência ao atacante, que foi liberado para disputar a final. Garrincha não marcou gol na decisão, mas viu Amarildo, Zito e Vavá balançarem as redes. Copa 26 1/5 Continua após a publicidade Caso Balogun teve fundamento diferente A decisão sobre Balogun seguiu outro caminho jurídico. O atacante dos Estados Unidos foi expulso após revisão do VAR na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina, nas oitavas de final da Copa de 2026. Pela regra atual, o cartão vermelho gera suspensão automática para o jogo seguinte. A Fifa não anulou a expulsão. Diferentemente do caso de Garrincha, a entidade manteve o cartão vermelho aplicado ao atacante. O que mudou foi a execução da punição: com base no artigo 27 do Código Disciplinar, a Comissão Disciplinar suspendeu a aplicação da suspensão automática por um período probatório de um ano, liberando Balogun para enfrentar a Bélgica. * Com informações de reportagens publicadas em 11/11/2022 e 05/07/2026 . Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Eliminação gera recorde negativo para CR7 em último jogo na Copa Aposta do Rio acerta Lotofácil e leva sozinha prêmio de R$ 1,9 milhão; veja CR7 confirma despedida em Copas e faz comparação com Euro: 'Mesma dimensão' Exército entrega 6 armas de Bolsonaro à PF, mas diz que faltam 2 Suspeito de atacar tenente da Rota entra em lista restrita da Interpol