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Na corda bamba da Libertadores, o Fluminense encara o peso da história e tenta novamente a classificação heroica de 2011, quando o amor pela camisa parecia suficiente para vencer o impossível. Nesta quarta-feira, o Flu enfrenta o La Guaira no Maracanã, último round do grupo C, e precisa vencer para avançar, contando com um tropeço do Bolívar no jogo paralelo [ ]. O zagueiro e ídolo Gum relembra a luta de 2011 e aponta paralelos com o cenário atual: altitude, Argentinos Juniors, Independiente Rivadavia e o desafio de manter a fé quando tudo parece contra. “Tem que entrar com o algo a mais, o coração, e entender que o Fluminense é, historicamente, capaz de surpreender”, afirmou Gum, reforçando o espírito de guerreiro em campo [ ]. Em 2011, Enderson Moreira comandava o time que começou devagar e terminou em uma última rodada com os cinco pontos, precisando vencer Argentinos Juniors por dois gols fora de casa e torcer por tropeços do Nacional. O Flu garantiu a classificação heroica no confronto final, em Buenos Aires, ainda sob o contexto da ausência de Emerson Sheik por indisciplina momentos antes do jogo [ ]. Os gols de Argentinos Juniors 2 x 4 Fluminense pela Libertadores de 2011 ainda ecoam na memória: a dianteira de Rafael Moura, o tento de Fred em momentos decisivos e a resposta de Gum, Diguinho, e companhia — tudo sob a gestão de Enderson Moreira. O relato também registra a evolução do grupo, que naquela época era rotulado como grupo “3” e, hoje, como grupo “C” (as coincidências se repetem até os detalhes da classificação e o peso da pressão no fim) [ ]. O palco, esse Maracanã, presenciou em 2011 uma virada que ficou gravada na história: gols de Julio Cesar abrindo o placar, um pênalti de Wilmar Roldán que trouxe tensão, e, no segundo tempo, a virada que empurrou o Flu rumo à próxima fase. Hoje, a narrativa se repete com Rafael Moura e Fred buscando o caminho da vitória, enquanto Oberman precisou ser contido pela defesa — tudo em uma tarde que parece pedir o mesmo esforço: força, qualidade e uma pitada de fé, como lembrou Gum: “quando parece impossível, o Flu surpreende” [ ]. Os cenários de classificação aparecem como um roteiro de drama esportivo: vitória do Flu sobre o La Guaira aliada a tropeços do Bolívar diante do Independiente Rivadavia, ou ainda, combinação que permita empate com vitória do Flu e apoio de resultados paralelos. A faixa de leitura permanece a mesma: cabeça erguida, espírito de guerreiro e a esperança de que a história, mais uma vez, possa se repetir, com o Flu buscando a vaga na última hora, exatamente como há 15 anos [ ].