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Análise dos Times

Motivo: O artigo foca na jornada da seleção, destacando suas conquistas e a proximidade com a Copa, com tom positivo e de torcida.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: A menção ao Brasil é contextual e histórica, focada no confronto de 1974, sem demonstrar viés favorável ou contrário.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: A Jamaica é mencionada apenas como adversária na repescagem, sem análise ou tom que sugira viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Brasil Copa do Mundo Jamaica Rivellino Bakambu República Democrática do Congo Patrice Lumumba Zaire Mobutu Sese Seko Ilunga Mwepu Mazembe

Conteúdo Original

Copa do Mundo RD Congo se vê a um passo da Copa após 52 anos, mas agora com outro nome Renan Liskai Do UOL, em São Paulo 31/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Bakambu comemora gol marcado pela República Democrática do Congo Imagem: Visionhaus/Visionhaus/Getty Images A República Democrática do Congo está a um jogo de distância da Copa do Mundo. Talvez você não saiba, mas este país africano já disputou uma edição de Mundial e encarou o Brasil, só que com outro nome: Zaire. Hoje, como RD Congo, a seleção encara a Jamaica valendo uma vaga na Copa. A bola rola às 18h (de Brasília), no México. Quem vencer, estará no Grupo K, ao lado de Portugal, Uzbequistão e Colômbia. Passado distante O Zaire jogou a Copa do Mundo de 1974 e terminou como a pior seleção . O time africano perdeu para Escócia (2 a 0), Iugoslávia (9 a 0) e Brasil (3 a 0). Josias de Souza Caiado se apresenta como Frankenstein ideológico Milly Lacombe Ancelotti manda recados com convocação de Danilo Mauro Cezar Vencer a Croácia está longe de ser relevante Felipe Salto Os impactos da guerra na economia brasileira A participação do país na Copa ficou marcada pela atitude de um jogador na partida contra o Brasil . A seleção brasileira vencia por 2 a 0, e Rivellino tinha falta para cobrar na beira da área. Eis que Ilunga Mwepu saiu da barreira correndo e deu um chutão na bola antes da batida. O desespero foi explicado por ele anos depois . À revista FourFourTwo , ele contou que os jogadores e suas famílias foram ameaçados pelo governo ditatorial de Mobutu Sese Seko, que tomou o poder por meio de golpe anos depois da independência da Bélgica. A seleção não poderia perder por quatro ou mais gols de diferença para o Brasil. Marinho Chagas em ação na partida da seleção brasileira contra Zaire, na Copa de 1974 Imagem: VI-Images via Getty Images Quando o Rivellino se preparou para cobrar uma falta e já estava 2 a 0 para o Brasil, entrei em pânico e dei uma bicuda na bola antes de ele cobrar a infração. A maioria dos jogadores do Brasil e os torcedores nas arquibancadas pensaram que aquilo tudo foi hilário, coisa de amador. Eu só consegui gritar 'seus malditos!' para todos eles, porque ninguém ali sabia a pressão que nós estávamos vivendo. Mesmo não perdendo por mais de três gols para o Brasil, quando chegamos em casa nossos contratos foram rasgados e os empregos para treinar algum time depois da aposentadoria nunca apareceram. Ilunga Mwepu A RD Congo deixou de se chamar Zaire em 1997, após a morte de Mobutu . Foi aí que a nação passou a ter o nome que tem hoje de vez. Continua após a publicidade No futebol, o ponto alto a nível internacional de seleção é agora . A RD Congo brigou por uma vaga direta na Copa até a última rodada contra Senegal, mas acabou em segundo no seu grupo. Na repescagem africana, passou por Camarões e Nigéria, gigantes do continente, e se classificou para a repescagem mundial. Na África, os Leopardos já conquistaram a Copa Africana de Nações duas vezes (1968 e 1974). O caminho na repescagem mundial é menor . Por ser uma das duas seleções classificadas para esta etapa mais bem classificadas no ranking da Fifa, a RD Congo "pulou" a semifinal e jogará apenas a final valendo a vaga na Copa do Mundo. A seleção tem se fortalecido com algumas naturalizações . Ao longo do ciclo, nomes como os laterais Wan-Bissaka (Inglaterra) e Masuaku (França), o zagueiro Tuanzebe (Inglaterra), o meia Sadiki (Bélgica) e os atacantes Bakambu e Wissa (ambos França) receberam convite e se naturalizaram por terem ascendência congolesa. No cenário de clubes, o Brasil já conheceu um time de lá: o Mazembe . Em 2010, a equipe congolesa eliminou o Internacional na semifinal do Mundial de Clubes e fez a final contra a Inter de Milão, quando foi derrotada. Torcedor símbolo A RD Congo tem um torcedor símbolo que viralizou durante a última Copa Africana de Nações . Kuka Muladinga assistiu a todos os jogos da seleção na competição vestido com as cores da bandeira do país, com braço direito levantado e imóvel como uma estátua. Ainda não se sabe se ele estará no México para a repescagem. Continua após a publicidade Kuka Muladinga, torcedor da RD Congo, imita Patrice Lumumba durante jogo da Copa Africana de Nações Imagem: Anadolu/Anadolu via Getty Images A "estátua" é uma homenagem a um dos maiores nomes da história do país: Patrice Lumumba . Ele foi uma voz forte na luta do povo congolês pela independência, fundou o Movimento Nacional Congolês (MNC) e foi eleito primeiro-ministro em 1960, mesmo ano em que a nação conseguiu a independência da Bélgica. Lumumba durou pouco como líder político . Um movimento separatista nacional, liderado por Moise Tshombe, contou com apoio do governo belga e de outras nações europeias. A ONU enviou tropas à RD Congo, mas elas se aliaram ao discurso contra Lumumba, que sofreu um golpe de Estado — liderado pelo coronel Mobutu, ditador que transformou a RD Congo em Zaire. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora PM que matou a esposa em clínica de Santos vai a júri popular Caiado se apresenta ao eleitor como Frankenstein ideológico Trump diz que Reino Unido tem que lutar sozinho em Hormuz: 'Criem coragem' Sem Sincerão, BBB vira 'Porta da Esperança' e impede novos conflitos Silvia Abravanel defende Ratinho após fala contra Erika Hilton: Não é crime