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Só para assinantes Assine UOL Opinião Endrick: o banco que pesou mais que o jogo Yara Fantoni Colunista do UOL 13/06/2026 22h06 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Endrick no banco de reservas no jogo Brasil x Marrocos Imagem: Marc Atkins/Getty Images O apito final soou, o placar entrou para a estatística e os protagonistas deixaram o gramado. Mas, para muitos torcedores brasileiros, havia um personagem que sequer participou da partida: Endrick. Sentado no banco, o jovem atacante assistiu ao jogo como milhões de espectadores. A diferença é que ele vestia o uniforme, aquecia à beira do campo e carregava a expectativa de um país inteiro. Não entrou. E, às vezes, não entrar dói mais do que entrar e errar. O futebol tem dessas ironias. Há pouco tempo, Endrick era o menino prodígio que encantava estádios, quebrava recordes e parecia destinado a atravessar qualquer obstáculo com a facilidade de quem nasceu para brilhar. Rodrigo Mattos A incompreensível opção de Ancelotti por Igor Thiago Milly Lacombe Que jogo horroroso e covarde fez o Brasil Mauro Cezar Vini salva Brasil e participa de sete gols em Copas Alicia Klein Brasil precisa comemorar empate com Marrocos Mas o futebol profissional não respeita roteiros. Ele exige paciência, maturidade e uma capacidade rara de esperar pela oportunidade quando todos acreditam que ela deveria chegar imediatamente. Enquanto a partida acontecia, cada substituição anunciada aumentava a expectativa. A torcida olhava para o banco. Os comentaristas especulavam. As redes sociais perguntavam a mesma coisa: "E o Endrick?". A resposta nunca veio. O cronômetro avançou, os minutos escaparam e a oportunidade ficou para outra ocasião. Talvez a imagem mais marcante da noite não tenha sido um gol, uma defesa ou uma jogada genial. Continua após a publicidade Talvez tenha sido justamente a de um garoto observando em silêncio, tentando transformar a frustração em combustível. Porque grandes carreiras também são construídas nesses momentos invisíveis, quando ninguém aplaude e nada acontece. O banco de reservas pode parecer um lugar de espera. Mas, para quem sonha alto, pode ser uma sala de preparação. E Endrick sabe disso. Afinal, algumas histórias não são escritas nos 90 minutos de um jogo. São escritas nos dias em que o jogador precisa continuar acreditando, mesmo quando o técnico não chama seu nome. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Lavieri: 'Fiquei muito decepcionado com o Casemiro. Arranque de balsa' Com 7 participações em gols nas Copas, Vini Jr. salva Brasil ante Marrocos Vini se recusa falar espanhol em entrevista da seleção: 'Estou com Brasil' Técnico de Marrocos vê elenco chateado após empate com o Brasil na Copa Ancelotti, após empate do Brasil: 'A Copa não se ganha no primeiro jogo'