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Futebol Martinelli, o meia que só Ancelotti viu, evita trauma de pior eliminação Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 29/06/2026 16h22 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gabriel Martinelli é ponta no Arsenal. Ponta reserva, em grande parte da última temporada. Mas, na seleção brasileira de Carlo Ancelotti, joga como meia — é o vértice ofensivo do losango que o técnico italiano desenhou para arrumar o time na Copa. Nesta segunda-feira, contra o Japão, Martinelli entrou no lugar de Matheus Cunha para fazer outra função: terceiro homem de meio-campo. Fez muito mais: estava na área, como um atacante, para receber o passe de Bruno de Guimarães (líder de assistências da Copa do Mundo, com 4), para bater de chapa e fazer o 2 a 1, superando o goleiro Suzuki. Juca Kfouri Japão assusta, mas leva virada do Brasil PVC Brasil vira em mata-mata pela 1ª vez desde penta Josias de Souza Com pai preso, Flávio ataca quem perde e grita 'fraude' Carla Araújo Flávio comete indelicadeza com o povo venezuelano O gol foi de Martinelli, mas também é de Ancelotti, o único que viu no jogador do Arsenal potencial para jogar numa posição que tem requisitos totalmente diferentes da ponta, onde se acostumou a atuar. O técnico enxergou nele uma capacidade de atacar espaços, pressionar sem a bola e chegar à área. Foi um gol de alívio imediato, nesta segunda-feira. Mas também um gol que evitou um vexame histórico: se perdesse, a seleção brasileira estaria pela primeira vez fora dos 16 primeiros colocados de uma Copa do Mundo. Seria a pior participação do único país a estar em todos os Mundiais. Na tarde em que Vinícius, Endrick e Matheus Cunha pararam na defesa, no goleiro e na trave, em que Neymar ficou no banco de reservas, Ancelotti apostou em Martinelli. O técnico italiano costuma dizer que cada jogador poderá ajudar o time em partidas e contextos específicos. Hoje, quem resolveu foi Martinelli. Um jogador contestado, às vezes esquecido, colocado como último da fila de atacantes. Mas que para Ancelotti, foi o primeiro na fila de meias ofensivos. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Primeira virada com Ancelotti foi no melhor momento possível para o Brasil Imprensa gringa compara Brasil ao Real Madrid após virada contra o Japão Brasil liga o alerta para dois titulares pendurados nas oitavas da Copa De pior a melhor em campo: como Casemiro ajudou na virada contra o Japão Ancelotti: 'Merecemos ganhar. A equipe não perdeu a paciência'