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Futebol Ancelotti desmontou Brasil ao ceder a apelo popular com Neymar e Endrick Danilo Lavieri , Pedro Lopes , Paulo Vinicius Coelho (PVC) e Luiza Oliveira Do UOL, em Nova Jersey 06/07/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Brasil ainda empatava com a Noruega e fazia um jogo sólido e equilibrado ontem quando o técnico Carlo Ancelotti promoveu duas mudanças que fizeram a torcida se levantar no MetLife Stadium: primeiro, Endrick entrou na vaga de Matheus Cunha. Nove minutos depois, Neymar substituiu Martinelli. Os dois jogadores foram foco de clamor popular durante toda a Copa do Mundo. Endrick virou xodó da torcida e tema de questões frequentes da crônica esportiva depois de ser decisivo na data Fifa de março e nos amistosos preparatórios. Torcida e boa parte da imprensa especializada o queriam titular. Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Neymar, por sua vez, apareceu na lista final de convocados de maneira dramática, se apresentou à seleção em maio com uma lesão bem mais grave do que a que tinha sido divulgada e só teve condições de jogo na partida contra a Escócia, a última da fase de grupos. Ainda assim, teve seu nome gritado em diferentes níveis de intensidade nos dois amistosos preparatórios e em todas as partidas do Mundial. O UOL publicou reportagem no início da Copa explicando que a relutância de Carlo Ancelotti em dar mais minutos a Endrick devia-se a restrições quanto à sua disciplina tática e recomposição sem a bola. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Neymar também sempre foi visto pela comissão técnica como um jogador que, nesta fase da carreira, precisava ser liberado de obrigações defensivas quando fosse a campo. Ainda assim, quando empatava com a Noruega, Ancelotti lançou mão de ambos ao mesmo tempo. Mudou a formação da seleção brasileira para um não testado 4-3-3. Neymar centralizado, de falso 9, Endrick pela direita, e Vinicius Júnior, o terceiro jogador brasileiro acostumado a atuar sem obrigações defensivas, aberto pela esquerda. Ao invés de ganhar volume, o Brasil perdeu. Sem a proteção de Rayan e Martinelli, Bruno Guimarães, Casemiro e Danilo Santos se espalharam em campo, e a Noruega começou a achar espaços no meio. Continua após a publicidade Ancelotti tentou corrigir o problema com a entrada de Ederson - o volante que nem sequer estava na lista original dos 26 e foi convocado após a lesão de Wesley. Dentro de campo, um time inédito, com peças que não participaram da preparação, um meio que não jogou junto e três atacantes acostumados a atuarem sem responsabilidades defensivas sem a bola. Endrick falhou na marcação pela direita, a cobertura não aconteceu, a Noruega cruzou na área e Haaland marcou o primeiro. Depois, com espaço, bateu da entrada da área para marcar o segundo. Foram 30 minutos que indicaram que a relutância de Ancelotti em convocar Neymar enquanto ele lutava contra lesões e para entrar em forma, sem nunca parecer ao longo de um ano e meio uma sombra do jogador que foi um dia, tinha fundamento. Igualmente, indicaram o mesmo sobre a relutância em utilizar Endrick nas funções que eram exercidas por Raphinha e depois Rayan, e que exigiam um papel fundamental de recomposição e pressão sem a bola. Em algum momento ao longo da Copa, Ancelotti decidiu que seria razoável apostar em um Neymar que passou 28 dos 41 dias em que a seleção esteve reunida sem condições de jogo e que tinha atuado por 15 minutos no Mundial para mudar um jogo decisivo e equilibrado. E que, com o camisa 10 em campo como último homem do ataque, Endrick e Vini Jr. seriam capazes de carregar as responsabilidades para suportar o sistema, ou, ao menos, compensar o desequilíbrio com o poder de decisão na frente. Continua após a publicidade Seja por mudança nas suas convicções iniciais, seja por ter sido atingido pelo clamor popular em torno dos dois jogadores, não deu certo. Eliminada da Copa do Mundo, a seleção retorna ao Brasil na terça-feira, em voo fretado com horário ainda a ser definido. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 9 trocas simples na dieta que ajudam a baixar o colesterol Ligação de Trump e advogados: o esforço coordenado dos EUA no caso Balogun 'Vida virou um inferno', diz moradora de Pinheiros sobre barulho de bares Mauro Cezar: Eliminação era esperada; trabalho de Ancelotti é ruim Vini Jr. deveria ter batido pênalti contra a Noruega? Colunistas debatem