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Brasil fechou a primeira semana da VNL feminina com quatro vitórias em quatro jogos A temporada de 2026 da seleção masculina chega com a promessa de muitas emoções em quadra. Reunida em Brasília, a equipe se prepara para disputar a Liga das Nações, já de olho no maior desafio do ano: o Campeonato Sul-Americano. Tentando lapidar jovens talentos e mesclar com a experiência de veteranos, o técnico Bernardinho vê na VNL a oportunidade de dar ritmo ao elenco antes da briga pela vaga olímpica. A caminhada brasileira começa, na próxima quarta-feira (10), no Ginásio Nilson Nelson, às 20h, contra o Irã. O jogo terá transmissão ao vivo pelo sportv2 e ge tv e acompanhamento em tempo real pelo ge.globo. 1 de 6 Bernardinho vê VNL como teste de fogo para seleção masculina — Foto: Alexandre Durão Bernardinho vê VNL como teste de fogo para seleção masculina — Foto: Alexandre Durão + Confira a tabela da Liga das Nações Masculina de vôlei Campeã em 2021 e presente nas sete edições da Liga das Nações, a seleção masculina só retornou ao pódio da competição em 2025, ao levar o bronze em cima da Eslovênia . Apesar da medalha conquistada na competição, no mês seguinte, a equipe foi eliminada na primeira fase do Mundial das Filipinas, amargando a pior campanha da história. - Foi uma coisa muito boa acabar a fase classificatória da Liga das Nações na primeira colocação (em 2025). É algo que ninguém esperava. Saímos do Mundial prematuramente, acho que não soubemos lidar com responsabilidades e isso acontece eventualmente. A equipe jogou solta e jogou muito bem. Não foi uma temporada ruim. O final delas deixou um gosto muito amargo. Nós somos os terceiros do mundo hoje. Mas por que a gente está lá? Porque a gente conquistou coisas, entende? Eu vou estar sempre insatisfeito, sempre achando ruim, que é a minha natureza - desabafou Bernardo. 2 de 6 Brasil é eliminado pela Sérvia no Mundial de Vôlei Masculino — Foto: Divulgação/FIVB Brasil é eliminado pela Sérvia no Mundial de Vôlei Masculino — Foto: Divulgação/FIVB + Oppenkoski pede dispensa dos treinos da seleção para a Liga das Nações (VNL) + Bernardinho convoca 8º maior pontuador da Superliga para treinos com a seleção Às vésperas de iniciar oficialmente a temporada, o técnico vê a Liga das Nações como uma oportunidade para moldar o planejamento do Sul-Americano e fazer a nova geração amadurecer diante do primeiro desafio do ciclo para Los Angeles 2028. - É muito difícil focar só em setembro. Esse é o meu receio com um time que vai jogar sob pressão. Aconteceu isso no último Sul-Americano, no nordeste. Toda a tensão será grande porque não é só um Sul-Americano importante. É um Sul-Americano que classifica para a Olimpíada. Tem que ter um time qualificado e espírito de jogo. A gente já passou por situações como essa - lembrou o treinador. 3 de 6 Brasil vence a Eslovênia e fica com bronze da Liga das Nações — Foto: sportv Brasil vence a Eslovênia e fica com bronze da Liga das Nações — Foto: sportv Disputado no Maracanãzinho, de 8 a 20 de setembro, o Sul-Americano valerá como passaporte direto para as Olimpíadas de Los Angeles 2028, já que o campeão da competição, tanto no masculino como no feminino, estará automaticamente classificado para os Jogos. De olho no torneio mais importante do ano, Bernardinho quer aproveitar a VNL para buscar o entrosamento da equipe em quadra e dar tempo em quadra para os jogadores. - A gente precisa dar rodagem para eles. Mas você corre riscos, porque não conta com a experiência. Em uma geração como essa, com jogadores que estão chegando no nível internacional, a uma seleção brasileira, à VNL, tudo tem importância. Porque se classificar para as finais é importante para que eles joguem jogos de alto nível, para que eles sintam pressão para jogar em nível internacional. Então, toda a etapa é importante - reforçou o técnico. Sequência de rivais de peso na VNL O Brasil terá pela frente quatro rivais importantes já no início da fase de grupos da Liga das Nações. A partir da próxima quarta-feira (10), a equipe vai encarar Irã, Bélgica, Sérvia e Argentina, em sequência. Bernardinho contou que o foco estará na preparação para os embates mais perigosos, como o último da etapa de Brasília, que será contra a Argentina - algoz da seleção masculina no último Sul-Americano, em 2023, em Recife. - A Argentina sempre foi uma grande rival. Talvez nós também sejamos o grande rival deles, porque ganharam o Sul-Americano e, mais do que isso, estão em um ótimo nível. Contam com uma equipe já com experiência, rodagem, embora jovem, e com alguns veteranos como o De Cecco - analisou. 4 de 6 Luciano De Cecco levanta bola para Bruno Lima na vitória diante da Sérvia — Foto: FIVB Luciano De Cecco levanta bola para Bruno Lima na vitória diante da Sérvia — Foto: FIVB Apesar da presença confirmada do levantador Luciano De Cecco na etapa de Brasília da VNL, os hermanos estarão desfalcados de um de seus maiores craques: o central Agustín Loser. Ainda assim, para Bernardinho, a equipe rival vai contar com o diferencial de ser comandada por Horacio Dileo, técnico que levou o Campinas ao vice-campeonato da Superliga Masculina nesta temporada. - O cara que conhece muito o nosso voleibol está hoje comandando a seleção deles, então, é um adversário extremamente perigoso e complicado. Talvez esteja um pouco até na nossa frente, se a gente parar e olhar no passado recente das competições - alertou o técnico brasileiro. 5 de 6 Horacio Dileo e comissão técnica com o troféu de vice da Superliga — Foto: Pedro Teixeira/ Vôlei Campinas Horacio Dileo e comissão técnica com o troféu de vice da Superliga — Foto: Pedro Teixeira/ Vôlei Campinas Após a fase de estreia, em Brasília, a seleção seguirá para Ljubljana, na Eslovênia, onde vai encarar Ucrânia, Itália, a dona da casa, Eslovênia, e Canadá. Já na terceira semana da VNL, a equipe segue para Chicago, nos Estados Unidos, para enfrentar França, EUA, Polônia e China. - A primeira semana da VNL tem Irã, sempre perigoso, a Bélgica, que foi muito bem no Mundial e tem um grande time, a Sérvia, que nos tirou do Mundial, e a Argentina. Então, queremos dar experiência e usar os mais experientes, porque classificar para a final é o objetivo - afirmou. Agenda vazia de amistosos desafia a seleção Geograficamente distante de grandes potências do vôlei, a falta de amistosos contra esses países é uma queixa frequente, tanto na seleção masculina quanto na feminina. Bernardinho só conseguiu marcar dois testes fechados contra o Irã, primeiro adversário do Brasil na Liga das Nações. Com isso, o técnico vê na VNL uma oportunidade para entender como os jogadores lidam sob pressão, sem conhecer bem o adversário. 6 de 6 Brasil x Irã Liga das Nações de 2025 — Foto: Maurício Val/FV Imagem/CBV Brasil x Irã Liga das Nações de 2025 — Foto: Maurício Val/FV Imagem/CBV - Os dois amistosos que vamos fazer, fechados, são contra o Irã. Nem era o nosso adversário ideal, porque é uma estreia contra eles, mas é o que nós conseguimos. Não conseguimos mais ninguém para vir ao Brasil. Ir para a Europa para voltar para cá, na primeira etapa, é muito complicado - explicou Bernardinho.