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O diretor de futebol do Flamengo , José Boto, voltou a falar sobre a decisão de demitir Filipe Luís do comando da equipe no início deste ano. Em entrevista ao A Bola, de Portugal, o dirigente afirmou que os europeus tomam decisões de maneira mais racional que os brasileiros e, portanto, a saída foi o que sentia ser mais correto para o momento. Técnico do Flamengo, Leonardo Jardim encontra Jorge Jesus no Rio — Aqui no Brasil quase todos os dias são teste de fogo à gestão, porque há muitas questões emocionais a que não estamos habituados na Europa. Nós tomamos as decisões de uma maneira mais racional, não há essa emoção. Portanto, qualquer decisão aqui é sempre emocional, tem sempre uma repercussão grande, principalmente na imprensa e torcida. Agora, foi a decisão que achamos a mais correta na altura. Nada tem a ver com o valor do treinador, que o provou ganhando aquilo tudo. Só que, às vezes, para se continuar a ganhar, é preciso mudar. E foi isso que achamos. Se tivemos razão ou não, vamos ver no final da temporada. Quando tem de tomar decisões, nunca sabe a que vão levar. Mas por isso é que estamos nesta posição, é para tomarmos essas decisões e para depois também termos as consequências das mesmas - afirmou o dirigente. — Quem identifica o problema e dá a solução sou eu. Talvez por ser europeu não sinta tanto essa parte emocional que houve nesta casa com a despedida do Filipe. Mas, como também há aí em outros casos, de uma emoção muito grande, que não estou dizendo que é má… É boa, a paixão criada pelo futebol é boa, mas muitas vezes noto que dificulta as decisões que têm de ser tomadas. Enquanto na Europa já passámos essa fase e somos mais pragmáticos, tomamos as decisões que achamos as mais corretas, não pensamos no que as pessoas vão pensar ou qual vai ser a reação, aqui há mais esse cuidado. No meu caso, não noto tanto isso, porque não me afeta tanto ter de tomar uma decisão que é profissional. Não confundo essas decisões com o que é pessoal - completou. 1 de 1
Filipe luís e Boto comemoram título do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo Filipe luís e Boto comemoram título do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo O português elogiou o compatriota Leonardo Jardim, com quem tem boa relação. Ele analisou as qualidades do trabalho do treinador e pontuou as diferenças em relação a Filipe Luís. — Considero o Leonardo um treinador mais camaleônico, capaz de se adaptar a diferentes contextos. Se analisarmos o Monaco dele, nada tinha que ver com o Sporting que também treinou. Esse também foi um dos motivos que nos levou a escolha, sabermos que se iria adaptar bem com aquilo que tinha aqui para trabalhar. O mercado já estava fechado também e não podíamos mexer muito. E ele é um treinador muito bom para fazer isso. O perfil não acho que seja assim tão diferente. Ele consegue se adaptar ao que tem. Hoje, se calhar, temos uma maior diversidade na maneira de jogar do que tínhamos no ano passado. Flamengo busca meia; veja quais são os reforços que o clube quer na janela Boto também analisou a dificuldade de manter os jogadores jovens no futebol brasileiro. Ele afirmou ser mais fácil buscar reforços nos países sul-americanos. — Não é assim tão fácil porque não é uma questão de dinheiro, mas de projeto de carreira. Se duvidar é mais fácil trazermos o talento argentino ou uruguaio, porque veem o Brasil já como um patamar de chegada. Por isso temos tantos jogadores desses países. Aquilo que tentamos fazer desde a minha chegada foi trazer alguns brasileiros que têm currículo na Europa e que nos tragam uma mentalidade vencedora e de uma certa cultura de trabalho. Nomes como Danilo, Jorginho… Paquetá é um caso diferente, mas também traz essa cultura de trabalho vencedora. E foi isso que tentámos trazer para que isso seja incutido dentro do grupo e do próprio clube. Vencer é muito bonito, mas a forma de lá chegar às vezes é mais difícil e implica muita coisa que as pessoas nem imaginam… - finalizou. + Leia mais notícias do Flamengo 🎧 Ouça o podcast ge Flamengo 🎧 Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos