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Futebol Copa do Mundo 2026 adota megalomania e estilo bélico 'made in USA' Rodrigo Mattos Do UOL no Rio de Janeiro 10/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Donald Trump, presidente dos EUA, e Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante sorteio da Copa do Mundo de 2026 Imagem: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP O plano do governo dos EUA é realizar 78 Superbolws na organização da Copa do Mundo 2026. A ideia - expressa pelo chefe da força tarefa do governo para o Mundial, Andrew Giuliani - traduz tanto a megalomania quanto o excesso de preocupação com segurança que os norte-americanos adotam no Mundial. Sendo justo, a Copa de 2026 já seria a maior da história. A Fifa (Federação Internacional de Futebol) aumentou de 32 para 48 seleções, o que elevou para 104 o número total de jogos. Um aumento de 47% em relação às 64 partidas do Qatar. Juca Kfouri A capa de jornal que os Estados Unidos merecem Ricardo Kotscho Agora réu julga juiz, e Vorcaro inocenta Moraes Sakamoto Aberta temporada eleitoral da melancia no pescoço João Paulo Charleaux O esporte como arma nas mãos de Trump Para completar, essas partidas serão realizadas no maior território já usado no Mundial por conta da sede tripla: EUA, Canadá e México. São 21 milhões de quilômetros quadrados, mais do que a Rússia em 2018. Optou-se por 16 sedes, número que só é inferior à Copa de Coreia do Sul e do Japão, na qual eram 20 estádios. Mas, ali, as distâncias eram bem menores. A esse gigantismo territorial, some-se a potência da economia dos EUA. Não por acaso a Fifa viu no país norte-americano a possibilidade de lucrar como nunca em uma Copa. A previsão é de que a entidade arrecade US$ 13 bilhões (R$ 67 bilhões) no ciclo da Copa do Mundo (2023 a 2026), a maior parte deste valor com o próprio evento. O montante representa um crescimento de 72% em relação ao ciclo anterior do Qatar. A política de preços exorbitantes cobrados pelos ingressos teve grande impacto nesta receita, algo que só foi possível porque o mercado norte-americano permite a revenda por preços sem limites de entradas. Satisfeito com as cifras, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que se tornou aliado próximo de Donalp Trump, presidente dos EUA, fez concessões aos americanos em relação à organização do Mundial. Continua após a publicidade A política diplomática e de migração dos EUA passou por cima da regra da federação internacional de garantir vistos a pessoas credenciadas. O acordo de país-sede, assinado pelo governo americano, previa que teria de haver facilidade para permitir a entrada de credenciados. Mas pessoal técnico do Irã e do Iraque foi barrado de entrar no país, assim como o árbitro somali Omar Artan. A AIPS (Associação Internacional de Jornalistas) relata ainda bloqueio de diversos repórteres iranianos e africanos credenciados de acesso aos EUA. A Fifa aceitou sem reclamar e informou que as leis do país se sobrepunham às suas regras. A delegação iraniana vai ter de ficar em Tijuana, México, e viajar para os EUA 36 horas antes de seus jogos. A medida descumpre o regulamento que previa a possibilidade de reconhecer o campo com antecedência e realizar amistosos no país de seus jogos. "Para o time nacional (do Irã), todos os 31 jogadores, 26 e mais cinco vão poder entrar no país no dia anterior do seu jogo Copa de Tijuana, que é 25 minutos de voo para Los Angeles, um voo rápido", afirmou Giuliani, nesta terça-feira. "O presidente (Trump) e (Marc) Rubio - secretário de Estado - deram múltiplas declarações que queria, ter certeza de que eles possam competir em um campo em igualdade." Questionado pelo UOL sobre as regras para o Irã, o Departamento de Estado dos EUA informou que os jogadores tinham visto. Mas foi duro sobre as condições para outros. "Nós não vamos permitir que o time iraniano abuse do sistema para introduzir terroristas nos EUA sob falsas alegações". Continua após a publicidade O excesso de segurança não é apenas para a entrada do país. O conceito de 78 Superbowls é também de realizar um esquema forte para acesso aos estádios. A justificativa é o fato de os EUA estarem em guerra, no caso, contra o Irã. Segundo Giuliani, haverá múltiplas checagens de pessoas antes de se chegar ao estádio. Apesar dessa preocupação excessiva, o governo dos EUA afirma que está aberto a receber visitantes para seu grande evento. São previstos 6,5 milhões de turistas. A ideia é fazer da Copa do Mundo uma grande oportunidade para mostrar os EUA para uma audiência global de 2 bilhões de pessoas. Resta saber se o que o público vai gostar do que vai ver. O jogo de abertura do Mundial ocorre nesta quinta, dia 11, entre México e África do Sul, na Cidade do México. Estados Unidos e Canadá estreiam no dia seguinte: os americanos enfrentam o Paraguai em Inglewood, região de Los Angeles, enquanto os canadenses duelam contra a Bósnia em Toronto. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora STJ absolve homem de 18 anos que tem relação e filho com menina de 13 no PR A capa de jornal que os Estados Unidos merecem Inmet emite alerta de tempestade com ventos de até 100 km/h em 4 estados Filha perde a mãe no dia do casamento em SP: 'Era o amor da minha vida' Mega-Sena acumula, e prêmio vai a R$ 8 milhões; veja as dezenas sorteadas