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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte A vida sem Pep: Premier League começa ainda sob a influência de Guardiola Thiago Arantes Colunista do UOL 21/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Mikel Arteta começa a Premier League como campeão: espanhol foi auxiliar de Pep Guardiola Imagem: Laurence Griffiths/Getty Images Quando a bola rolar para Arsenal x Coventry City, às 16h (horário de Brasília) desta sexta-feira, a Premier League começará uma nova era. Depois de uma década, o Campeonato Inglês terá início sem a presença de Pep Guardiola, atualmente no mercado. Em dez anos à frente do Manchester City, o catalão conquistou seis vezes o título inglês, incluindo um inédito tetracampeonato seguido, entre 2021 e 2024. Foram ainda 11 títulos entres Copas (5 Copas da Liga e 3 Copas da Inglaterra) e Supercopas (3), além da Champions League, do Intercontinental e da Supercopa da Europa, todos em 2023. Na terra que se orgulha de ter criado e escrito as leis do jogo, Pep mudou regras que pareciam inerentes à forma com que os ingleses entendiam o futebol. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A começar pela saída de bola. No futebol que ficou conhecido pelo "kick and rush" — chutar e correr, em português —, Guardiola transformou, por exemplo, a forma como os goleiros participavam do jogo. Quando o catalão chegou à Premier League, na temporada 2016-17, 75% dos tiros de meta de todos os times tinham como alvo o campo do adversário. Em 2023-24, o número tinha caído para 40%, segundo dados da Opta. O brasileiro Éderson foi a cara desta revolução no Manchester City, mas o estilo de sair jogando com passes curtos virou moda em três quartos dos times da liga. Com passes mais curtos, a precisão também aumentou entre os goleiros: era de 58%, chegou a 73% em 2023-24. Na temporada passada, quando o City perdeu o título, a média geral caiu: 68%. A influência fica óbvia quando a mesma curva pode ser observada na Championship, a segunda divisão inglesa. Os 56% de precisão dos passes de goleiros em 2016-17 chegaram a 72% em 2023-24. O jogo mudou Para além da saída de bola, a Era Guardiola também viu a Premier League se transformar em uma liga de mais passes e com a maioria das equipes tentando controlar a posse de bola, dando menos chances de recuperação aos adversários. Continua após a publicidade Um dado que resume bem esse impacto é o número de posses de bola com mais de dez passes. Entre as temporadas 2011-12 e 2016-17, a primeira de Guardiola no City, a média dos clubes da Premier League era de 8,75 por equipe a cada partida. Entre 2017-18 e 2025-26, o número subiu para 11,03, um aumento de 26%. O Manchester City puxou a fila deste aumento, com uma média de 23,5 jogadas com mais de dez passes na década sob o comando do catalão; os dados são do DribLab. O número total de passes também cresceu: de 970 no último ano antes de Guardiola para 1.030, na temporada 2020-21. Recentemente, os números de passes e jogadas longas voltaram a cair, porque o próprio City passou a ser uma equipe de transição mais rápida, com passes mais verticais. A adaptação às novas demandas táticas do futebol fez o treinador mudar seu jeito — e os outros times também acompanharam a tendência. Os discípulos Os números dizem muito do que Guardiola simbolizou para a Premier League, mas eles são apenas uma parte da equação. Enquanto o treinador mudava o tamanho do Manchester City, ele também transformava a própria liga. Três dos candidatos ao título deste ano terão treinadores que tiveram influência direta do catalão em suas carreiras. Continua após a publicidade A começar pelo Arsenal, atual campeão inglês. Mikel Arteta foi auxiliar de Guardiola durante as três primeiras temporadas no Manchester City, até deixar o clube para assumir o Arsenal, no fim de 2019. O Chelsea, um dos times cujo estilo mais foi influenciado indiretamente por Pep, também recorreu ao espanhol Xabi Alonso, que trabalhou com o mestre nos tempos de jogador do Bayern de Munique. Como técnico, o basco já conquistou uma Bundesliga — em 2023-24, com o Bayer Leverkusen —, mas durou apenas meia temporada no Real Madrid. Por fim, o próprio Manchester City optou por um projeto "continuísta": o escolhido foi o italiano Enzo Maresca, auxiliar de Guardiola na temporada 2022-23, quando o clube conquistou a Champions League, a Premier e a Copa da Inglaterra. O conhecimento do clube e do estilo do seu antecessor foi um fator decisivo. A Premier League que começa nesta sexta será a primeira sem Guardiola em uma década; mas é impossível não ver sinais do treinador hexacampeão por todos os lados. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio