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Análise dos Times

Selecao Brasileira

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Motivo: O artigo foca na análise da identidade e dos planos da seleção brasileira para a Copa do Mundo, destacando as decisões táticas e as características da equipe sob o comando de Ancelotti.

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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte A um mês de estreia, Brasil não tem time ideal, mas tem identidade definida Danilo Lavieri Colunista do UOL 12/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, em amistoso contra a França Imagem: Maddie Meyer/Getty Images A praticamente um mês da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, Carlo Ancelotti já deixou claros alguns princípios que ajudam a entender o que o torcedor pode esperar da equipe no torneio. Ainda que ajustes pontuais aconteçam até o início da competição, a base construída pelo treinador italiano aponta para uma seleção mais equilibrada, solidária sem a bola e menos dependente de individualidades do que em ciclos anteriores. Um dos traços mais visíveis que será visto já no primeiro jogo, contra o Marrocos, no dia 13 de junho, está no comportamento dos laterais. Diferentemente de versões recentes da seleção brasileira, os jogadores das pontas da defesa não têm liberdade total para atacar o tempo inteiro. A prioridade é manter consistência defensiva e proteger os zagueiros. Até nesse sentido, os dois ideais de Ancelotti são mais zagueiros do que laterais. No plano ideal, Eder Militão estaria como o titular, mas sua lesão deve dar espaço para que Ibañez ou Danilo executem essa função. Na esquerda, a ideia é que Alex Sandro esteja por ali. Claro que os laterais também podem participar ofensivamente, mas de maneira mais controlada, quase sempre escolhendo melhor os momentos para subir. A ideia é evitar um time espaçado e vulnerável em transições rápidas e ajudar em um meio-campo com apenas dois jogadores. Milly Lacombe No lugar de Ancelotti, eu levaria Neymar Josias de Souza Eduardo Bolsonaro já enxerga o patíbulo Sakamoto Beber detergente expõe crise em país polarizado Mônica Bergamo Festa de posse de Nunes Marques obtém R$ 640 mil No centro dessa estrutura aparece Casemiro. Mais do que volante, ele virou o principal líder técnico e emocional da equipe. Ancelotti entende que a seleção precisa de um jogador capaz de organizar a pressão, controlar o ritmo sem a bola e dar estabilidade aos companheiros. O treinador já trabalhou com Casemiro no auge do Real Madrid e aposta novamente na experiência do volante como referência de competitividade e organização. Tanto que ele voltou a convocá-lo e colocou como peça central da equipe mesmo após os seus antecessores terem considerado como fora dos planos para fazer dupla com Bruno Guimarães. Outra peça importante é Matheus Cunha. O atacante ganhou status de coringa dentro do sistema montado por Ancelotti. Em muitos momentos, atua quase como um articulador, recuando para participar da construção das jogadas, mas também atacando a área como homem de definição como foi logo nas Eliminatórias contra o Paraguai. Sem a bola, ainda recompõe pelo lado esquerdo e ajuda na marcação para facilitar a função defensiva de Vini Jr. Essa mobilidade agrada ao treinador porque aumenta as possibilidades ofensivas sem comprometer o equilíbrio defensivo. A seleção também indica uma mudança importante no perfil do centroavante. Não existe hoje um camisa 9 clássico, daqueles que atuam de costas para o gol e funcionam como pivô o tempo inteiro. Igor Thiago tem mais essas características, mas, se convocado, estará no banco. Pedro chegou a ser pensado para essa posição, apesar de ter mais mobilidade do que um 9 clássico. A questão é saber se a sua arrancada será a suficiente. O ataque é pensado com mais movimentação, trocas de posição e jogadores atacando espaços. Em vez de um referência fixa na área, Ancelotti parece preferir um setor ofensivo mais dinâmico e difícil de marcar. Vini Jr já foi testado na função mais centralizada, mas deve atuar pela esquerda. Essa exigência coletiva aparece também nos atacantes de lado. Independentemente do talento ofensivo, todos têm obrigação de voltar para marcar os laterais adversários. O treinador considera esse comportamento indispensável para manter compactação e evitar inferioridade numérica pelos lados do campo. É um modelo que exige intensidade e comprometimento permanente sem a bola. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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