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Só para assinantes Assine UOL Opinião Com dez, Memphis e Bidon, o Corinthians pareceu ter 15 Juca Kfouri Colunista do UOL 20/08/2026 23h24 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Corinthians é um hospital com André Ramalho, André, Lingard, Zakaria e Yuri Alberto fora de jogo, além de Allan, suspenso. Aí, Pedro Raul tem de ser titular. Itaquera é um hospício com o bando de loucos disposto a trabalhar para suprir as deficiências técnicas e fazer o papel do 12º, 13º jogadores, com 47 mil torcedores. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O goleiro do Rosario Central, Ledesma, logo aos 13 minutos, frustrou a Fiel, em ótima defesa depois de arremate de Kaio César. Os argentinos não tinham a menor pressa e dissimulavam como se estivessem em São Paulo a passeio. Segurar a pressão inicial era a ordem do dia rosarina, cumprida à risca até a primeira parada para hidratação em jogo que não atava nem desatava, truncado, chato, pobre. Libertadores é assim, dirão os conformados acríticos. Mas não é, como Flamengo e Cruzeiro mostraram no Mineirão e no Maracanã. Preocupado em trancar, o Rosario contava menos com o maestro Di Maria, mais retraído, embora sempre digno de ser marcado, nem de longe exercendo o papel desempenhado no jogo de ida. Continua após a publicidade Aos 35, Raniele recebeu o primeiro amarelo do jogo. O poste Pedro Raul colaborava mais com a defesa argentina do que com o ataque brasileiro. Verdade que também colaborava para aliviar na primeira trave as seguidas cobranças de escanteio por Di Maria. Sobrava vontade, faltava futebol e embora o Rosario não tenha chutado uma bola sequer entre as traves, conseguiu cinco escanteios contra três e ficou 44% do tempo com a bola, o suficiente para impedir que os anfitriões imprimissem volume de jogo nos 47 minutos iniciais. Solução mesmo no banco o Corinthians não tinha, mas Memphis Depay concentrava todas as esperanças alvinegras, com previsão de jogar entre 20 e 30 minutos. Se Gui Negão, ao menos, ajudaria mais na marcação da saída de bola, é fato que gera menos expectativa de gol que Pedro Raul, para que se tenha uma ideia das dificuldades corintianas. Continua após a publicidade Digno de nota na primeira etapa só a defesa de Ledesma e o protesto da torcida contra a diretoria que desmanda no clube de Parque São Jorge. A cara de decisão por pênaltis estava dada, mas tudo era possível. O Estudiantes de La Plata esperava de camarote a definição de seu adversário nas quartas da Libertadores, ou mais um confronto com os brasileiros ou um clássico nacional. Ninguém mudou e o Rosario não tinha por que, pois mantinha o Corinthians devidamente encaixotado. Mais que tensão, o jogo entre as intermediárias causava irritação nos donos da casa, conforto para os visitantes e sono para quem via o jogo sem torcer para nenhum dos times, só secar. Para piorar, a catimba passou a imperar dos dois lados nas barbas submissas do assoprador de apito venezuelano. Continua após a publicidade E, aos 56, o VAR chamou para ele ver uma estupidez de Raniele que resultou na expulsão do desmiolado volante. Allan deixou o time na mão em Rosario e Raniele o imitou em Itaquera. Estava dada a senha para os argentinos vencerem? Memphis aquecia à beira do gramado enquanto o jogo passava de uma hora. O Corinthians tinha dez em campo, se contasse com Pedro Raul eram nove, e a entrada do holandês poderia significar ficar com oito — ao levar em conta o desempenho dele em 2026. Aos 66, ataque contra defesa, a sorte do Corinthians era a noite discreta de Di Maria. Continua após a publicidade Aos 70, Memphis em campo, Pedro Raul fora. O tradicional poropopó tomou conta do estádio, porque a esperança supera a experiência. Aos 73, Copetti ganhou de Gabriel Paulista no corpo e perdeu o gol mais feito do jogo, o único aliás, ao encobrir Hugo e o travessão. Bola pro mato era a tática de Fernando Diniz e não tinha outra alternativa. Aos 80, falta em Bidu, Memphis cobrou baixo pela esquerda e o mesmo Bidon cutucou para o fundo da rede: 1 a 0! Copetti estava condenado a pagar as penas do inferno, Memphis mostrava uma estrela para iluminar São Paulo e Amsterdã e Breno Bidon fazia história como na decisão da Supercopa do Brasil. Continua após a publicidade Aos 85, Tchoca no lugar de Bidon. Resistir era preciso porque a esperança prevalecia. Eram dez, mas pareciam 15 leões em campo. Charles no lugar de Kaio César para os seis minutos de acréscimos. Tudo que o jogo não mostrou até o gol apareceu em drama preto e branco. Meio de campo alugado pelos argentinos, os bravos corintianos se limitavam a rebater as bolas para onde estavam virados. Continua após a publicidade Felizmente, a pontaria dos hermanos estava descalibrada. Resumo da epopeia: Corinthians é Corinthians! Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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