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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Parabéns, Corinthians, em nome da minha família, e muito obrigado por tudo Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 01/09/2026 11h58 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Virei titular no Corinthians em 1982 Imagem: Arquivo pessoal Com 5 anos, vi pela primeira vez reações de felicidade e amor pelo clube de futebol da minha vida. Foi no dia 6 de março de 1968, quando o Corinthians quebrou o tabu de anos sem vitória contra o Santos de Pelé. Obviamente estou falando do Sport Club Corinthians Paulista e as reações de felicidade foram de meu pai e de meus tios corintianos roxos (como se dizia na época). Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Pensei: "O que está acontecendo?" Dois anos depois, em 1970, eu entendi na prática de onde vem tanta paixão, tanta emoção por um time de futebol. Meu pai me levou ao Parque São Jorge (que eu amo) lotado para assistir a Corinthians 1 a 1 Ponte Preta. Corinthians não foi só futebol para mim Imagem: Arquivo pessoal Foi a minha primeira experiência e fui em um dia especial, porque nele voltavam Ado e Rivellino depois de serem tricampeões do mundo no México — e foi inesquecível. Continua após a publicidade Desse dia em diante, tudo para mim era Corinthians. Meu pai começou a me levar aos jogos e presenciei diversas manifestações incríveis da torcida corintiana, tanto no Morumbi como no Pacaembu. Não sei se era o meu sonho ser jogador de futebol com cinco anos de idade, mas, se eu fosse jogador de futebol no futuro, tinha que ser lá, no Corinthians. Com 11 anos de idade, desci do ônibus em frente ao Terrão (que eram três campos de terra) e me inscrevi para fazer a peneira do Dente de Leite do Corinthians em 1975. Entre cerca de cem garotos, passei já na primeira lista. Fui sozinho e só falei para meu pai dois meses depois. Ele teve um ataque de felicidade de que me lembro até hoje. O senhor Walter era um corintiano para quem o Corinthians nunca perdia, porque sempre tinha uma justificativa — e, na maioria das vezes, era a arbitragem. Continua após a publicidade Disputei todas as categorias de base e, em 1982, virei titular do time profissional. Em minha estreia, fiz quatro gols, aos 18 anos. Nesse primeiro ano surgiu a Democracia Corinthiana. Fomos semifinalistas do Campeonato Brasileiro, campeões paulistas, e ainda fui artilheiro com 28 gols e o terceiro artilheiro do Brasil, com 39 gols no ano. Esses momentos foram os mais importantes para mim e para minha família, e talvez os momentos de grande orgulho do meu pai, vendo seu filho jogar com a camisa do time que amava e fazendo história. Se o tempo voltasse, eu faria tudo de novo Imagem: Arquivo pessoal Mas o Corinthians não foi só futebol para mim, porque cresci dentro do Parque São Jorge e ali passei momentos incríveis brincando no parquinho, jogando futebol de salão, basquete, vôlei, e era incrível quando andava pelas alamedas do clube e cruzava com os jogadores profissionais. Tenho uma recordação pessoal difícil: sentado dentro de um vagão de bonde que fica no parquinho infantil do Parque São Jorge, dois dias após a morte da minha irmã, em 1979. Ao tocar "The Logical Song", da banda inglesa de rock progressivo Supertramp, caíram as minhas primeiras lágrimas, como agora, pelo luto e pela sensação de perda de uma pessoa muito querida. Continua após a publicidade O Corinthians me acolheu como um filho — e talvez o seja mesmo, porque ali fui criança, adolescente, adulto, cresci e amadureci. Ter vestido a camisa do Corinthians pela primeira vez aos 11 anos de idade foi uma das coisas mais marcantes da minha vida. Uma das coisas de que mais me orgulho é ter sido formado como torcedor corintiano na época dos 23 anos sem títulos, porque isso me ensinou a saber sofrer, a ter esperança e a correr atrás dos objetivos que tive e tenho em minha vida. Fiz este resumo para dizer: parabéns ao Sport Club Corinthians Paulista! Feliz aniversário e obrigado por tudo que fez por mim. Se o tempo voltasse, eu faria tudo de novo só para sentir novamente a sensação indescritível de vestir a camisa do Corinthians ainda menino. Continua após a publicidade "Ser corintiano é ir além de ser ou não ser o primeiro, Ser corintiano é ser também um pouco mais brasileiro" Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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