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Futebol MP abre inquérito para investigar patrocínio da Fatal Fans ao Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 13/08/2026 18h39 Deixe seu comentário Material de anúncio da Fatal Fans com o Corinthians Imagem: Reprodução Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar se o patrocínio da Fatal Fans ao Corinthians pode representar algum risco ou violação aos direitos de crianças e adolescentes. O promotor Santiago Miguel Nakano Perez, da Promotoria da Infância e Juventude da Capital, assinou o documento na última quarta-feira. Corinthians e FF Tecnologia Ltda., responsável pela plataforma Fatal Fans, são os alvos da investigação. O UOL teve acesso ao documento que formaliza o procedimento e procurou o clube e a empresa para que se manifestassem, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso haja posicionamento. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O que aconteceu Uma das principais medidas determinadas pelo Ministério Público é uma análise técnica da Fatal Fans. O trabalho foi considerado urgente e prioritário e servirá para verificar como a plataforma funciona e quais mecanismos existem para impedir o acesso de crianças e adolescentes. Técnicos do Centro de Apoio à Execução (Caex) deverão entrar na área restrita da plataforma, preservar informações digitais e elaborar um relatório sobre o que encontrarem. O trabalho também vai analisar o site e as principais redes sociais do Corinthians para verificar de que forma a publicidade da Fatal Fans aparece nos canais do clube. O Ministério Público também vai pedir a participação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A entidade deverá avaliar a plataforma e informar se a Fatal Fans ou a empresa responsável por sua operação já é alvo de alguma fiscalização, auditoria ou processo relacionado ao tratamento de dados. O objetivo, neste momento, é reunir informações, verificar os riscos para crianças e adolescentes e analisar se as medidas adotadas pela empresa e pelo Corinthians são suficientes. O controle da idade de quem acessa a Fatal Fans é um dos principais pontos que serão analisados pelo Ministério Público. Segundo o documento obtido pelo UOL , as informações reunidas até agora indicam que a plataforma pediria apenas que o usuário reconheça ou declare ter mais de 18 anos. Continua após a publicidade Para o MP, ainda não ficou demonstrado que exista uma ferramenta própria e segura capaz de confirmar a idade dos usuários. Por isso, a empresa terá de explicar como tenta impedir que menores de idade entrem na plataforma. A Fatal Fans também terá de apresentar documentos sobre avaliações de segurança, análises de possíveis riscos e medidas adotadas para proteger crianças e adolescentes. O Ministério Público pediu ainda o contrato completo de patrocínio com o Corinthians, incluindo anexos, alterações, plano de mídia, calendário de ações publicitárias e regras de proteção. A empresa já havia sido procurada pelo MP anteriormente, mas não respondeu dentro do prazo estabelecido. Agora, terá 15 dias corridos, a partir do momento em que for comunicada oficialmente, para prestar os esclarecimentos pedidos. O Corinthians também pediu acesso a todos os documentos da investigação e mais tempo para responder. Segundo a documentação consultada pelo UOL , o pedido foi aceito. O clube terá mais dez dias, a partir da liberação dos documentos, para apresentar sua resposta e entregar as informações solicitadas. Corinthians já havia discutido riscos da parceria A possibilidade de exposição de crianças e adolescentes à Fatal Fans já havia sido discutida internamente pelo Corinthians antes da assinatura do contrato . Durante as negociações, o UOL mostrou que o clube avaliou possíveis riscos jurídicos, institucionais e de imagem da parceria, que enfrentou resistência interna justamente pela relação da plataforma com conteúdo adulto. Continua após a publicidade Para reduzir esses riscos, o Corinthians estabeleceu algumas restrições no acordo. A marca não poderia aparecer nas categorias de base, os jogadores não poderiam ser associados diretamente à plataforma e o clube manteria controle sobre as peças publicitárias. Essas medidas também são citadas pelo Ministério Público. A Promotoria, porém, quer verificar por meio de documentos se as restrições são suficientes e se estão sendo efetivamente cumpridas. O contrato foi oficializado em 28 de junho e prevê R$ 22 milhões ao Corinthians até dezembro de 2027 . Caso seja estendido, o acordo pode chegar a R$ 31 milhões. A Fatal Fans tem sua marca exposta atualmente no futebol masculino, no basquete e no futsal do Corinthians. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo