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Futebol Quem terá a bola? França e Espanha têm embate de exuberância e paciência Rodrigo Mattos e Thiago Rabelo Enviados do UOL, em Dallas (EUA) 14/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Mbappé, da França, e Lamine Yamal, da Espanha, durante jogos das suas seleções pela Copa do Mundo Imagem: Montagem UOL A Espanha é o time que mais toca a bola na Copa de 2026, o que melhor se defende, o que tem maior senso coletivo. A França é a equipe que mais conclui na direção do gol no Mundial, a que mais dá assistência, quem tem maiores talentos ofensivos. A semifinal hoje em Dallas, a partir das 16h (horário de Brasília), tem um confronto de estilos que já se conhecem e se estudam há anos na Europa. Cada um vai tentar impor seu modelo e, principalmente, ter a bola. Sakamoto Não é o Porsche que mata, mas a bolha de ostentação Chico Barney O erro da CazéTV foi amar demais (a Argentina) Alicia Klein Mbappé tem a aura dessa Copa do Mundo PVC Os franceses chegaram ao Texas para a semi da Copa "Temos estudado muito a França. Não só desse campeonato, como de outros. Jogadores de dimensão excepcional. O tema é tentar impor o seu estilo ao outro. E tentar minimizar as potências que tem o rival. Esse é o jogo de futebol. Quem estiver mais equilibrado nestes aspectos estará mais perto de ganhar", afirmou o técnico espanhol, Luis De La Fuente. Seu time teve um total de 4.075 passes em toda a Copa: uma média de 679 toques por jogo. Está atrás teoricamente da Argentina, mas isso porque a formação liderada por Scaloni jogou mais prorrogações, isto é, mais tempo em campo. Com a posse de bola, o time espanhol não deixa de ser ofensivo: arrematou 110 vezes no Mundial - só fica atrás da Bélgica, com 112. Mas sua principal qualidade é defensiva. Só concedeu um gol, contra os mesmos belgas. Nos rankings da Fifa (Federação Internacional de Futebol), há quatro defensores espanhóis entre os 10 melhores: Rodri, Laporte, Cubarsí e Pedro Porro. Já o objetivo da França é pressionar o rival para tomar a bola e atacar em transição, com toda sua potência e qualidade técnica. O quarteto de ataque impressiona, com Mbappé, Dembélé, Doue (pode ser Barcola) e Olise. Dois deles estão entre os 10 melhores atacantes: Mbappé em primeiro, Dembelé, em sexto. Olise é o jogador mais criativo da Copa, pelos dados da Fifa. Esse time perdeu da Espanha na Euro e na Liga das Nações, mas hoje é uma equipe diferente. Continua após a publicidade "Não há lições. Nem todos os jogadores são os mesmos. Não foi o mesmo nível. Sabemos a qualidade dos jogadores espanhóis. Eles gostam de pressionar. Se eles concederam só um gol, o opositor tem dificuldade de ter a bola", analisou o técnico francês, Didier Deschamps. "Vamos ver quem tem a bola e quem fará o jogo mais difícil para o rival. Essa vai ser uma briga no campo. Não há vingança. O passado está no passado", completou. A França conseguiu 47 conclusões na direção do gol (de um total de 110 finalizações, curiosamente, o mesmo número da Espanha). Dessas, 14 delas viraram gol. Mbappé disputa palmo a palmo a artilharia com Messi. A Espanha transformou o seu jogo de passes com variações, com dois pontas na Euro e com um Dani Olmo fazendo o seu papel de camisa 10. A França revolucionou o seu jogo com base em seu talento, como se fosse uma força da natureza. Em Dallas, vai se ver qual filosofia prospera no principal palco do futebol, a Copa do Mundo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Bolão do Guarujá (SP) acerta Quina e leva prêmio de R$ 1,4 milhão; confira Trump deve atacar urnas digitais em pronunciamento à nação, diz agência Justiça acata ação do Fla sobre entrega da Taça das Bolinhas ao São Paulo Trump diz que EUA investigam relatos de drones iranianos em Cuba Resumo da novela 'Quem Ama Cuida' da semana: capítulos de 14/7 a 18/7