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Fluminense x Flamengo: informações e palpite para o jogo Quando entrarem em campo, Fluminense e Flamengo já saberão o resultado de Vitória x São Paulo. Em caso de triunfo da equipe baiana, estará em disputa no Fla-Flu a vice-liderança da classificação. O Fluminense, assim como o São Paulo, tem 20 pontos, e o Flamengo, 17, mas passaria a ter vantagem no saldo de gols em caso de empate em pontos. O Flamengo disputou uma partida a menos do que o Fluminense e tem três pontos a menos na classificação, e mesmo considerando a diferença de um jogo entre eles, os desempenhos são próximos tanto no ataque (o Fluminense com 17 gols contra 16) quanto na defesa (11 contra 9 do Flamengo). O Fla tem saldo sete, contra seis do Flu. Com números tão próximos, grita o grande desequilíbrio entre as equipes: os contra-ataques. O Fluminense é a terceira equipe que mais fez dessas finalizações no Brasileirão consideradas as médias por partida. Foram 18, com média 1,8 por jogo. A equipe já fez dois gols em contragolpes no campeonato (quarta maior marca), fora de casa contra Palmeiras (derrota por 2 a 1) e em casa contra o Corinthians (vitória por 3 a 1). No ano, tem três gols assim: marcou também dessa forma o primeiro gol da vitória por 2 a 1 sobre o próprio Flamengo, na quarta rodada do Estadual, com times em início de temporada. No ano, o Flamengo sofreu nove gols em contragolpes, maior marca entre os 20 times. Na Série A, sofreu 18 finalizações (maior marca, com média 2,00) e sofreu quatro gols (maior marca, com média 0,44). No ataque, o Flamengo não só não fez gol assim nesta Série A (marcou um na temporada toda) como é a equipe que menos finalizações fez em contra-ataques no Brasileirão, apenas quatro (0,44 por jogo): foram duas finalizações em contra-ataques em três jogos sob o comando de Filipe Luís e duas finalizações em contragolpes sob o comando de Leonardo Jardim em seis jogos. E é aqui que está o maior ponto de conflito entre Leonardo Jardim e o Flamengo. 1 de 1
— Foto: Gato Mestre — Foto: Gato Mestre No ano passado, sob o comando do mesmo Leonardo Jardim, o Cruzeiro foi a quarta equipe que mais finalizou em contra-ataques na Série A (65 com média 1,71) e a terceira com mais gols marcados assim (12 com média 0,32). Apenas como comparação, no Brasileirão passado, o Flamengo foi campeão brasileiro como segunda equipe que menos fez finalizações em contragolpes (35 com média 0,92) e seis gols feitos assim (0,16), a metade do Cruzeiro. A média de idade dos times titulares nas 38 rodadas era semelhante, 29 anos. Neste início de trabalho do técnico Leonardo Jardim, o contra-ataque tem um peso que vai além do como fazer. Quem está acostumado a ver jogos do Flamengo já percebeu que desde a chegada ao clube do treinador português (e a nacionalidade não tem nada a ver com isso), a transição da defesa para o ataque está mais acelerada no Flamengo, que com os treinadores anteriores buscava a melhor oportunidade para entrar na área adversária, sendo inclusive criticada por "finalizar pouco". Leonardo Jardim tem essa característica de colocar velocidade em transições rápidas da defesa para o ataque e será interessante descobrir se o elenco se adaptará a isso ou se ele irá mudar sua concepção do jogo. Ao acelerar o jogo, o Flamengo está finalizando menos sob o comando de Jardim, de 17,3 por jogo nos sete jogos antes de sua chegada para 12,4. A queda é de 28%, mas contra o Santos já foram 18 finalizações. A defesa do Fluminense tem outro nível de qualidade e será um teste maior que o Maracanã. O primeiro embate no estádio será qual equipe ficará mais tempo com a bola, já que estarão em campo duas das quatro maiores posses do campeonato: o Fluminense tem a maior (58,1%), e o Flamengo, a quarta (54,6%). No agregado dos mandos, o Fluminense finalizou mais, com média de 15,0 conclusões por partida, terceira maior marca, contra 12,6 do Flamengo, nona marca, mas o Flamengo é mais eficaz nessas conclusões, com um gol a cada 7,1 tentativas contra um gol a cada 8,8 tentativas do Fluminense. Defensivamente, o Flamengo tem sido mais resistente, com um gol sofrido a cada 11,1 conclusões contrárias, sexta maior do Brasileirão, enquanto o Fluminense sofreu um gol a cada 10,3 conclusões contrárias, nona resistência. A média de finalizações sofridas é semelhante, o Flamengo com 11,1 por jogo, e o Fluminense com 11,3. As duas equipes sofreram mais gols aéreos do que rasteiros recentemente: o Fluminense sofreu oito dos últimos dez gols dessa forma e oito dos últimos oito, enquanto o Flamengo sofreu seis dos últimos dez gols dessa forma e três dos últimos quatro. As duas equipes usaram bolas altas para marcar quatro dos últimos dez gol, sem contar um gol de pênalti e um de falta do Flamengo. A diferença é que o Fluminense fez assim quatro dos últimos cinco gols. O Flamengo tem alternado gols aéreos e rasteiros entre os mais recentes. Vem predominando em ambos os times a troca de passes rasteiros. Saiba como funciona o cálculo por trás do percentual de chances da Série A *As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, MIllena Paes Leme (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.