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Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Noah Lyles Venezuela Japao MLB World Series Houston Astros Milwaukee Brewers Tampa Bay Rays William Contreras Oakland Athletics Fukuoka SoftBank Hawks Toronto Blue Jays Yomiuri Giants Jackson Chourio

Conteúdo Original

As ligas esportivas norte-americanas se notabilizam pela paridade técnica e econômica entre as equipes. Ter mais torcida ou ser de uma cidade mais rica e populosa não significa que um clube terá mais condições de contratar as principais estrelas e ganhar a maioria dos títulos. A exceção é o beisebol , que tem hierarquia econômica semelhante à do futebol pelo mundo: há os grandes e ricos e os pequenos e pobres. Por isso, ver o Milwaukee Brewers - um dos "pequenos e pobres" - conquistar a World Series da maneira como conquistou deveria servir de caso de estudo. Tudo bem, um time de beisebol buscando formas de contornar a limitação financeira para continuar competindo no topo não é novidade. O Oakland Athletics começou a fazer isso já na década de 1990, virando o livro - depois filme - " Moneyball " e inspirando outras equipes pelos EUA e pelo mundo. Mas, naquele momento, o diferencial era como interpretar ou até criar estatísticas para avaliar jogadores de maneira mais profunda, descobrindo talentos que estão ignorados pelo mercado. Hoje, essa prática se universalizou. Todo clube de alto nível se alimenta de estatísticas para analisar jogadores antes de uma negociação. Por isso, apenas contar com os números deixa de ser um diferencial tão grande. Claro, cada equipe vai ter a sua maneira de usar a estatísticas, e algumas trarão resultados melhores que outras, mas é mais difícil se destacar. O que os Brewers fizeram foi estabelecer uma cultura de gestão e de jogo que potencializasse os ganhou do trabalho de campo. Alguns pontos a se destacar: - Estabelecer um estilo de jogo próprio (e que cause contraste com os ricos). Tendo uma forma de jogar já definida, o departamento de análise e a comissão técnica se especializam em avaliar jogadores com certas características, além de aumentar a chance de eles se integrarem bem ao grupo; - Na base, se especializar em jogadores de posições valorizadas. No caso, os Brewers são referência no desenvolvimento de arremessadores. Um pitcher de alto nível custa caro, e um time precisa de vários - e com diferentes características - para competir no topo. Assim, vale mais a pena desenvolver na base - ou buscar nomes baratos em outros clubes e potencializá-los - a contratar esses jogadores. - Não "tankar". É muito comum nos esportes americanos uma franquia sucatear o próprio elenco por alguns anos (o que eles chamam de " tanking ") para economizar dinheiro e acumular boas escolhas de draft e reconstruir o elenco. Os Brewers não fazem isso. Há uma rotatividade natural no elenco, mas a direção está sempre pensando em competir. Isso permite que os jogadores acumulem experiência em campanhas vitoriosas e participações em playoffs , levando isso para a temporada seguinte. - Manter uma base. É um complemento do item anterior. Ainda que seja inevitável perder alguns grandes jogadores para os times mais ricos, a base do elenco não roda tanto. - O elenco precisa estar feliz fora de campo. O Toronto Blue Jays já chamou a atenção disso na campanha da temporada passada, agora foi a vez de Brewers e Tampa Bay Rays. Muitos jogadores, por motivos óbvios, preferem defender clubes dos grandes mercados. Lá há mais dinheiro, fama e glamour . Mas o investimento em infraestrutura para esposas, namoradas e filhos dos jogadores se integrarem à rotina nos jogos em casa, a fazerem com que as famílias sejam próximas entre si, ajuda a tornar o ambiente mais leve e deixar os atletas a estarem mais satisfeitos, mesmo sem o glamour de Nova York, Los Angeles ou Boston. As estatísticas que os Brewers utilizaram são específicas do beisebol, servem para eles e para as outras equipes da liga. As receitas no futebol, no basquete, no futebol americano, no vôlei, no hóquei, no rugby, no handebol e no críquete são outras. Mas os conceitos acima são aplicáveis a qualquer modalidade. E, por isso, o título do Milwaukee Brewers merece ser estudado de perto. O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta (vez ou outra atrasa para o sábado) uma nova edição. Esta é a última de 2026. Voltamos na próxima temporada, mas fiquem atentos ao www.espn.com.br/mlb para novidades sobre a liga durante a intertemporada 1) " World champions of what ?" Para a satisfação do corredor Noah Lyles, que contesta (com razão) os campeões das ligas norte-americanas por se proclamarem "campeões do mundo", quatro jogadores campeões da "World" Series podem se dizer realmente campeões mundiais de beisebol em 2026. O catcher William Contreras, o defensor externo Jackson Chourio e os arremessadores Antonio Senzatela e Ángel Zerpa estavam na seleção da Venezuela que conquistou o World Baseball Classic (a Copa do Mundo de beisebol) em março deste ano. Antes do quarteto, apenas Alex Bregman e Luke Gregerson tinham conquistado WBC e MLB no mesmo ano. No caso, por Estados Unidos e Houston Astros em 2017. 2) O Japão também conheceu seu campeão nesta semana. O Fukuoka Softbank Hawks varreu o Yokohama DeNA BayStars na decisão e conquistou seu 13º título da NPB. É a segunda Japan Series seguida dos Hawks, a 8ª nos últimos 13 anos. Agora, o time de Fukuoka igualou o Saitama Seibu Lions como o 2º maior campeão japonês, atrás apenas do Yomiuri Giants, com 22. 3) As ligas profissionais da América Latina (Colômbia, Cuba, México, Nicarágua, Panamá, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela) já estão em andamento. Algumas delas têm transmissão gratuita pela internet . Se houver locaute na MLB, é possível que várias estrelas latinas das grandes ligas decidam defender times de seus países 1º de novembro Início dos anúncios dos prêmios de melhores da temporada 2026. A sequência vai até o dia 17, com o anúncio dos MVPs 2 de novembro Abertura da janela de mercado para jogadores que se tornaram agentes livres 10 de novembro Início do General Manager Meetings , evento que reúne os general managers dos times. É possível que muitas negociações avancem no período, além de algumas novidades (boas? más?) em relação à renovação do acordo trabalhista. Final no dia 12 17 de novembro Início das reuniões entre os donos das franquias. Mais notícias são esperadas sobre a renovação do acordo trabalhista. Final no dia 19 1º de dezembro Fim do atual acordo trabalhista. Se um novo não for assinado, a liga provavelmente anunciará um locaute (greve patronal) a partir do dia seguinte 7 de dezembro Início do Winter Meetings , evento que reúne dirigentes, jogadores e empresários da liga para negociar transferências e realizar conversas sobre a situação da liga. Final no dia 10. Só será realizado se não houver locaute Última semana de janeiro/2027 Fim das ligas profissionais caribenhas 1º de fevereiro Início da Série do Caribe (uma espécie de Copa Libertadores do Beisebol) em Hermosillo, México. Final no dia 7 9 de fevereiro Início da Série das Américas (uma espécie de Copa Sul-Americana do beisebol) em Caracas, Venezuela. Final no dia 15 19 de fevereiro Início da pré-temporada 2027 da MLB (se não houver locaute ou se um novo acordo trabalhista for assinado antes dessa data) 24 de março Início da temporada 2027 da MLB (se não houver locaute ou se um novo acordo trabalhista for assinado antes dessa data)