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Futebol Richarlison rebate advogado e mostra documentos da ilha: 'Tá aí a prova' Do UOL, em São Paulo 21/10/2026 10h41 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Richarlison compartilhou um vídeo nas redes sociais em que mostra trechos de documentos que o jogador do Tottenham comprou a mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ) . O advogado Willer Tomaz, em texto enviado ao UOL , havia desafiado o jogador a apresentar provas sobre a aquisição . Veja resultados da apuração das Eleições 2026 no UOL O que aconteceu "Tá aí a prova, Willer Tomaz. Você falou que se eu tivesse a prova que eu comprei a ilha, você ia devolver a ilha", disse Richarlison. A publicação foi feita no Instagram do jogador. O jogador mostrou trechos de documentos e também uma mensagem enviada a Flávio Bolsonaro (PL). O atleta negou que tenha se aproveitado da eleição para trazer o caso à tona. Bolsonaro concorre à eleição presidencial. Josias de Souza Guerra dos sigilos empurra o eleitor para o ceticismo João Paulo Charleaux Big techs têm papel desproporcional na eleição Juca Kfouri O Fluminense diante de desafio incomensurável Milly Lacombe Respeito não voltou ainda, Vasco. Mas pode voltar Eu quero a ilha de volta, com a casa reconstruída do mesmo jeito que estava antes de você demoli-la. Richarlison, em postagem no Instagram Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play Richarlison alega ter investido R$ 10 milhões para a aquisição da mansão em 2020. O atacante contou ter recebido, na época, ofertas pela ilha, sendo uma delas de Flávio Bolsonaro, mas não aceitou vendê-la. Posteriormente, porém, teria perdido o imóvel em uma manobra judicial feita pelo político e o advogado. Pesquisas eleitorais do segundo turno: veja os principais levantamentos Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Richarlison (@richarlison) O que dizem os documentos de Richarlison A documentação apresentada por Richarlison faz parte de vários processos que tramitaram na Justiça do Rio envolvendo a propriedade e o direito de posse do imóvel. A discussão envolve uma linha do tempo sobre quem era o dono verdadeiro do local até Richarlison e Willer aparecerem na história. No lado de Richarlison, os documentos começam em 2011, quando Maurício Figueiredo vende o imóvel para Celso de Souza Silva e Renato Pinto Cunha. A documentação enviada para a reportagem indica que Figueiredo estaria em processo de regularização de usucapião (quando alguém ganha a posse por tempo de uso e sem reivindicação dos antigos donos) da área, mas não há comprovação de que a União confirmou a posse. Continua após a publicidade Relacionadas O que se sabe sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz Advogado desafia Richarlison: 'Apresente um documento e ilha é sua' Richarlison x Flávio Bolsonaro: entenda a polêmica por ilha em Angra Em 2014, o imóvel ganha um terceiro sócio, Ricardo Horácio Campos. O grupo de Richarlison (que tem também o empresário Renato Velasco e o ex-presidente do América-MG Alencar da Silveira Júnior) compra a casa em 2020 e, em 2021, um acordo com todas as partes é assinado confirmando a posse. O ponto é que Willer apresentou um histórico diferente de donos, que começa em 1975 e tem confirmação da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Os documentos do lado do amigo de Flávio Bolsonaro começam com um processo administrativo iniciado em 15/04/1975, que tratava da regularização da área. Em 1975, o terreno era de Maria da Purificação e foi transferido para Sérgio Rego Monteiro e Luiz Fernando Schmidt Behring. Posteriormente, houve sucessivas transferências administrativas reconhecidas pela União até 1986, quando a empresa M Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda recebe a posse. Nessa linha possessória do imóvel, a próxima movimentação é em 2022, quando a SPU alterou o cadastro patrimonial de M Locadora para WT Administração de Imóveis e Bens S.A — empresa de Willer. O que Willer Tomaz disse "O advogado Willer Tomaz desafia Richarlison a apresentar, em 72 horas, um único documento anterior a julho de 2022 que o vincule ao imóvel de Angra dos Reis: escritura pública, contrato de compra e venda registrado ou inscrição em seu nome na SPU, junto com o comprovante dos R$ 10 milhões que diz ter pago a quem tinha direitos sobre o bem. Se forem válidos, Willer Tomaz transfere a ele os direitos sobre o imóvel sem cobrar um centavo. Continua após a publicidade Richarlison nunca foi parte em processo algum. A empresa ligada a ele e ao sócio Renato Velasco, a Sport 70, perdeu em todas as instâncias, inclusive no STJ, renunciou em juízo em 2025 e declarou nos próprios autos ter pago R$ 2,6 milhões a terceiros invasores, sem título, não à titular registrada do imóvel. O negócio já foi objeto de inquérito policial, arquivado por falta de qualquer indício de crime. Richarlison já é réu, em Brasília, pelas mentiras que repete desde julho, mesmo depois de notificado. E faz isso em plena campanha eleitoral, usando o nome de Flávio Bolsonaro que nunca foi parte em nada e só apareceu no processo como testemunha arrolada por Alencar, ex-deputado de esquerda e sócio do próprio Richarlison. A proposta está de pé. O prazo começa agora". A batalha judicial Hoje, o imóvel está sob posse da WT Administração de Imóveis, do advogado Willer Tomaz. Do lado do atacante, as partes no processo eram a Sport 70 Intermediação de Negócios, de Renato Velasco, ex-empresário do jogador, e a RR7011 Brasil Participações e Empreendimentos, empresa de Richarlison e do pai, Antonio Andrade. A ação tramitou por cerca de três anos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e chegou ao STJ. Após sentença em março de 2025 e recursos sem sucesso, a Sport 70 e Velasco desistiram do processo em agosto do ano passado. O timing para isso também se dá já depois da ruptura entre Renato Velasco e Richarlison. O jogador trocou de representante após perder a confiança nele, em episódios descritos pelo UOL em 2024. Continua após a publicidade Flávio Bolsonaro nega qualquer relação Flávio Bolsonaro não é parte do processo. Em 2022, o senador já tinha negado envolvimento no caso. "A defesa dele me arrolou como testemunha numa disputa de imóvel no RJ, sem eu ter absolutamente nada a ver com o tema. Parabéns ao craque Richarlison pelo golaço e pela 1ª vitória do Brasil na Copa do Mundo", publicou Flávio em novembro de 2022, quando o caso veio à tona. Em 2021, Flávio chegou a visitar a mansão com Willer Tomaz. Naquela ocasião, o advogado teria sido informado de que a propriedade tinha sido vendida à empresa de Richarlison. Procurada pelo UOL em julho deste ano, a assessoria do senador disse que ele "não comprou, vendeu, intermediou e nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão, tentar associá-lo é factualmente infundado e eleitoralmente motivado". O estafe acrescentou que Flávio "foi arrolado apenas como testemunha pela empresa do atleta que chegou a ter posse do imóvel. O processo entre proprietário e possuidor foi encerrado na Justiça e, nesse caso, cabe aos respectivos envolvidos qualquer manifestação". Continua após a publicidade Pessoas ligadas à WT dizem que Flávio nem chegou a dar depoimento, pois não houve audiência de instrução para isso. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Resumo da novela A Nobreza do Amor da semana: capítulos de 22/10 a 31/10 Campanha de Flávio ouve centrão e se divide sobre Marçal no debate da Globo Após aceitar condições de Flávio, Lula volta a cobrar abertura de sigilo Governo Trump anuncia uso de energia de Itaipu para abastecer empresas Palmeiras repete time, e Fluminense traz mudança no meio; veja escalações