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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Messi é o gênio do futebol do século 21 Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 15/07/2026 20h38 Atualizada em 15/07/2026 21h05 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lionel Messi comemora gol da Argentina contra a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo Imagem: THOMAS COEX / AFP Cada partida vencida pela seleção argentina deixa cada vez mais claro como estamos distantes das nossas raízes futebolísticas. Os jogadores argentinos são vibrantes, raçudos, guerreiros e não se abalam com nenhum resultado adverso, sem contar que eles têm um camisa 10 de verdade, e não hipotético. Lionel Messi acabou com a seleção inglesa, colocando o jogo debaixo do braço com o suporte aguerrido de todos os seus companheiros. Casagrande Messi é o gênio do futebol no século 21 Mauro Cezar Argentina é tudo o que você queria no seu time Juca Kfouri Scaloni transforma a armada inglesa em peneira Tatiana Farah Michelle escapou do cancelamento na direita Depois que a Inglaterra marcou seu gol com Anthony Gordon, a posse de bola foi de 88% para a Argentina e de 12% para os ingleses. Ou seja, os adversários não viram a cor da bola. Tomaram duas bolas na trave, o goleiro Jordan Pickford fez umas três defesas difíceis, fora os dois gols marcados por Enzo Fernández e Lautaro Martínez. Portanto, a Argentina poderia ter aplicado uma goleada histórica. O treinador alemão da seleção inglesa, Thomas Tuchel, foi covarde e recuou todo o seu time, o que proporcionou todo o domínio argentino e aquela posse de bola "patética" para uma seleção semifinalista de Copa do Mundo. Por outro lado, Lionel Scaloni fez tudo perfeito nas alterações, mudando o posicionamento de Messi para a ponta direita e, com isso, alargou a defesa inglesa. Daí em diante, o jogo teve um dono com nome e sobrenome: Lionel Messi. Um gênio da bola, e ninguém chega perto de seu talento técnico, da sua inteligência futebolística, da sua criatividade no século 21. Continua após a publicidade O que ele fez nessa semifinal ficará para a história das Copas do Mundo como uma das mais brilhantes atuações individuais numa partida de Copa do Mundo. Gênio, fantástico, brilhante, espetacular são alguns dos adjetivos que podemos usar para defini-lo. Foi campeão do mundo no Catar em 2022, pode ser bicampeão consecutivo agora em 2026 nos Estados Unidos e pode levar a Argentina ao seu tetracampeonato mundial. Lionel Messi está fazendo pela seleção argentina o que o rei Pelé fez pela seleção brasileira. Sinto-me um privilegiado por ter visto do estádio essa apresentação magnífica de Messi contra a Inglaterra, assim como vi Zidane contra o Brasil em 2006 e também Ronaldo na final da Copa do Mundo de 2002 contra a Alemanha, no nosso último título mundial. Voltando de metrô para o hotel após o jogo, me deparei com torcedores argentinos só cantando músicas sobre o Maradona. A estação toda estava cantando sobre ele, é incrível ver essa idolatria. Continua após a publicidade Perguntamos se dava para comparar Maradona e Messi, mas a resposta foi que o Maradona é cultural, é uma outra coisa, mas no futebol era possível comparar os dois. Os números de Messi impressionam. Ele jogou seis Copas do Mundo. Esta, contra a Espanha, será sua terceira final de Copa. Perdeu em 2014 para a Alemanha, mas ganhou em 2022 da França nos pênaltis, e desta vez terá a Espanha pela frente, país no qual o craque cresceu, futebolisticamente falando, nas categorias de base do Barcelona. Foi na Catalunha que esse gênio amadureceu e ganhou tudo com o Barcelona e centenas de prêmios individuais. Nesta Copa já bateu vários recordes e pode terminar como artilheiro e ainda ganhar a Bola de Ouro como melhor jogador da Copa do Mundo, como já ocorreu em 2014 e 2022. Estamos vendo a história de uma seleção argentina e de seu gênio Lionel Messi sendo escrita desde 2021, quando venceram a Copa América no Brasil contra a seleção brasileira por 1 a 0, com gol de Di María. Continua após a publicidade Daí em diante, não perderam mais nada que disputaram. Como sul-americano apaixonado pelo nosso continente que sou, torcerei para a Argentina ser campeã no domingo (19) em Nova Jersey, e quem não gostar, paciência. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. 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