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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Base será mantida, mas Rodri está ameaçado: como será a Espanha da Copa-30 Rafael Reis Colunista do UOL 20/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Rodri foi eleito o melhor jogador da Copa-2026, mas é dúvida para 2030 Imagem: Catherine Ivill - AMA via Getty Images Com apenas um titular com mais de 30 anos, a Espanha não terá de promover uma reformulação para a defesa do título mundial conquistado ontem. Caso queira, poderá jogar a próxima Copa, daqui a quatro anos, com uma equipe bem semelhante à que derrotou a Argentina e lhe deu a segunda Copa de sua história. Jogador mais velho do time comandado por Luis de la Fuente, o zagueiro Aymeric Laporte, de 32 anos, é o único integrante do 11 ideal espanhol que dificilmente estará no Mundial-2030, que terá justamente os novos campeões mundiais como um dos países-sedes. O volante Rodri (30), o meia Fabián Ruiz (30) e o atacante Mikel Oyarzabal (29) têm boas chances de continuar no grupo por mais um ciclo. Porém, correm risco de perder espaço ao longo dos próximos anos devido à exigência física necessária para que o jogo de pressão intensa exercida pelos espanhóis funcione. Juca Kfouri A Espanha é bi em tarde lamentável da Argentina Yara Fantoni É inadmissível Rodri ser eleito melhor da Copa Arnaldo Ribeiro Paredes é um jogador medíocre, desleal Milly Lacombe As lágrimas de Messi e de Scaloni Contribui para isso também o fato de a Espanha ter bons nomes disponíveis para os setores que eles ocupam. As vagas de Rodri, eleito o melhor jogador da competição na América do Norte, e Fabián Ruiz podem ser ocupadas por Martín Zubimendi, campeão inglês com o Arsenal, e Pedri, do Barcelona, respectivamente. A dupla, aliás, fez parte do elenco campeão da Copa-2026 e entrou no decorrer da decisão. Já para o comando de ataque, quem desponta com mais força é Samu Aghehowa. O centroavante do Porto, aliás, já era forte candidato a disputar o Mundial deste ano, mas ficou de fora devido a uma grave lesão no joelho. Os espanhóis correm ainda o risco de ter de mexer na lateral esquerda, um dos pontos fortes da campanha de bicampeonato. Antes mesmo da decisão contra a Argentina, Marc Cucurella (Real Madrid) anunciou que se aposentaria da seleção em caso de título. Se ele cumprir a promessa, Alejandro Balde, do Barcelona, vira o favorito para herdar a posição. Existe ainda toda uma questão ligada ao gol da Espanha. Apesar de ter sido o goleiro menos vazado da Copa, Unai Simon (Athletic Bilbao) sempre teve a titularidade contestada pelos torcedores, que em sua maioria queriam David Raya (Arsenal) ou Joan García (Barcelona) vestindo a "camisa 1". Arqueiro mais jovem do trio (25) e com apenas um ano de Barça até o momento, García é quem tem maior margem de crescimento para tomar a vaga de Simon. Afinal, caso mantenha o desempenho da sua temporada de estreia no Camp Nou, pode ter ao seu lado todo o lobby de uma das maiores torcidas (e imprensa) da Espanha. Continua após a publicidade A continuidade de Dani Olmo como "camisa 10" também está longe de ser uma certeza, já que depende da evolução que Fermín López experimentará nas próximas temporadas. O jovem de 23 anos, que participou de 30 gols do Barcelona em 2025/26, é outro nome que, assim como Samu, perdeu a Copa por problemas físicos e que agora correrá atrás do tempo perdido. O lateral direito Pedro Porro, o zagueiro Pau Cubarsí e o craque Lamine Yamal tendem a manter a titularidade pelos próximos quatro anos. Nico Williams, que saiu do banco para ser decisivo na final da Copa, está bem cotado para voltar a ser dono da ponta esquerda da "Roja", embora estejam surgindo novos bons valores para sua posição, como Alberto Moleiro (Villarreal), Diego López (Valencia) e Jesús Rodríguez (Como). Como será a Copa-2030? O próximo Mundial terá ares comemorativos, já que marcará o aniversário de cem anos da competição de futebol mais importante do planeta. Pela primeira vez na história, a Copa terá jogos espalhados por seis países diferentes. A ideia original é que Argentina, Paraguai e Uruguai recebam uma partida cada (justamente a estreia das suas respectivas seleções) e que, depois, o torneio se concentre em Espanha, Portugal e Marrocos. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já admitiu que existe a chance de o Mundial do Centenário ter uma nova expansão no número de participantes e contar com 64 seleções. Caso a mudança não seja aprovada, serão 48 equipes em busca do título, modelo que estreou neste ano e que foi considerado um "sucesso" pela organização. Continua após a publicidade POSSÍVEL ESPANHA PARA 2030: Joan García; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Dean Huijsen e Marc Cucurella (Alejandro Balde); Martín Zubimendi, Pedri e Fermin López; Lamine Yamal, Samu Aghehowa e Nico Williams Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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