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Flavia Saraiva é a maior chance de medalha do Brasil no Mundial de Ginástica 2025 Nos últimos anos, o Brasil tem se tornado uma referência mundial na ginástica artística, porém, este caminho começou a ser traçado no início do século XXI, especificamente em 2001, quando Daniele Hypolito conquistou a primeira medalha brasileira em um Mundial de ginástica artística. De lá para cá, vários brasileiros fizeram história nos pódios da competição. No total, já foram 25 medalhas . A delegação verde-amarela se manteve no pódio nas últimas cinco edições do torneio e alcançou um recorde de seis conquistas no Mundial de 2023. No Mundial de Jacarta, que esta sendo realizado em Jacarta, na Indonésia, o Brasil terá a chance de ampliar sua coleção, principalmente com Flávia Saraiva, na trave, já que Rebeca Andrade, a maior medalhista da história brasileira, optou por descansar das competições neste ano. A seguir, confira cada uma das 25 medalhas conquistadas pelo Brasil na história da competição Medalhas de ouro 🥇 1. Daiane dos Santos - Solo - Anaheim (EUA) - 2003 Após se mudar de Porto Alegre para Curitiba em 2003 para aprimorar seus treinos, Daiane brilhou no Mundial de Anaheim, marcando história ao conquistar a primeira medalha de ouro do Brasil na competição. Na mesma edição, a ginasta gaúcha apresentou ao mundo o movimento duplo twist carpado, criado em parceria com o técnico Oleg Ostapenko. O elemento foi oficialmente reconhecido pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) e batizado de "Dos Santos". Daiane se tornou a primeira ginasta brasileira a subir ao topo do pódio em um mundial, revolucionando a ginástica artística feminina do país e abrindo portas para gerações futuras. 1 de 5
Daiane dos Santos com a medalha de ouro no solo no Campeonato Mundial de 2003 — Foto: Brian Bahr/Getty Images Daiane dos Santos com a medalha de ouro no solo no Campeonato Mundial de 2003 — Foto: Brian Bahr/Getty Images 2. Diego Hypolito - Solo - Melbourne (AUS) - 2005 Diego Hypolito entrou para a história como o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha no Campeonato Mundial de Ginástica Artística. Em Melbourne, na Austrália, ele brilhou na prova de solo, garantindo o ouro com a nota de 9,675. Com uma apresentação impecável na final, Diego deixou o tablado da Rod Laver Arena comemorando o título inédito, enquanto o público aplaudia com entusiasmo, sem dúvidas sobre quem era o campeão. 3. Diego Hypolito - Solo - Stuttgart (ALE) - 2007 Dois anos depois, Diego repetiu o feito em Stuttgart, na Alemanha, e brilhou mais uma vez nas etapas da Copa do Mundo de Ginástica ao conquistar o ouro no solo. O brasileiro entregou uma apresentação impecável e garantiu a primeira colocação com a nota de 15.775, superando o romeno Dorin Razvan Selariu, que somou 15.575, e o grego Eleftherios Kosmidis, com 15.500, na final. Com uma performance praticamente impecável, ele reafirmou sua supremacia no solo e se tornou um dos grandes nomes da ginástica mundial, inspirando jovens atletas brasileiros. + Caio Souza revela que ligação para Zanetti foi chave para ir à final das argolas no Mundial: "Pedi dicas" + Antes e depois: veja evolução de Flávia Saraiva em dez anos de Mundial de ginástica 4. Arthur Zanetti - Argolas - Antuérpia (BEL) - 2013 O ano de 2013 confirmou o domínio de Arthur Zanetti nas argolas. Após se consagrar campeão mundial no mesmo ano, o ginasta encerrou a temporada com 100% de aproveitamento no aparelho que o consagrou como campeão olímpico nos Jogos de Londres 2012. O brasileiro somou 15.875 pontos, garantindo a primeira colocação com segurança. O japonês Koji Yamamuro ficou com a prata, com 15.625, enquanto o alemão Marcel Nguyen completou o pódio, faturando o bronze com 15.375. 5. Arthur Nory - Barra fixa - Stuttgart (ALE) - 2019 Em Stuttgart, Arthur Nory conquistou a medalha de ouro inédita para o Brasil na barra fixa, com nota de 14,900, superando o croata Tin Srbic (14,666) e o russo Artur Dalaloyan (14,533). Bronze no solo na Olimpíada do Rio, Nory brilhou em seu principal aparelho no Mundial. O brasileiro apresentou a série mais difícil da competição, aliando potência, precisão e controle absoluto. 2 de 5
Arthur Nory campeão mundial barras fixas — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters Arthur Nory campeão mundial barras fixas — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters 6. Rebeca Andrade - Salto - Kitakyushu (JAP) - 2021 Esta conquista marcou a primeira medalha de Rebeca em Mundiais - apenas dois meses e meio após seu brilhante desempenho nas Olimpíadas de Tóquio. Poucas horas depois, ela voltou ao pódio e garantiu a prata nas barras assimétricas. Com essas conquistas, Rebeca entrou para a história: nenhum ginasta brasileiro havia conquistado duas medalhas em um mesmo Mundial. Foi um dia histórico em Kitakyushu. 7. Rebeca Andrade - Individual geral - Liverpool (ING) - 2022 Em Liverpool, Rebeca Andrade fez história ao conquistar o ouro no individual geral, tornando-se a primeira brasileira a alcançar tal feito em um mundial. Sua vitória foi celebrada como um marco para o esporte feminino no país, refletindo talento, consistência e determinação. O Baile de Favela ecoou na coroação de Rebeca Andrade. Com a conquista, a ginasta, que tinha 23 anos na época, tornou-se a número 1 do mundo e celebrou com a bandeira do Brasil no solo da arena de Liverpool. 8. Rebeca Andrade - Salto - Antuérpia (BEL)- 2023 Rebeca Andrade conquistou mais um ouro na final do salto, mais uma vez com a presença de Simone Biles. Ela conseguiu executar os dois saltos quase cravados, teve média 14,750 pontos e foi coroada bicampeã mundial. Maior medalhista de mundiais da história, Biles repetiu o elemento de maior pontuação na ginástica homologado no Mundial da Antuérpia, o Biles II, mas desta vez não conseguiu completar o movimento, caiu e terminou com a prata, com somatório de 14,549 pontos. O bronze ficou com a sul-coreana Yeo Seojeong, com 14,416 pontos. 3 de 5
Rebeca Andrade é ouro no Mundial de ginástica — Foto: Ricardo Bufolin/CBG Rebeca Andrade é ouro no Mundial de ginástica — Foto: Ricardo Bufolin/CBG Medalhas de prata 🥈 A trajetória de destaque da ginástica artística brasileira começou a ganhar projeção internacional em 2001, quando Daniele Hypolito subiu ao pódio no solo em Ghent, na Bélgica - esta foi a primeira vez que o país medalhou em um Mundial de Ginástica Artística. Cinco anos depois, em Aarhus, na Dinamarca, Diego Hypólito fez história ao conquistar a primeira medalha de um brasileiro em um Mundial masculino, também no solo. Na década seguinte, Arthur Zanetti se tornou sinônimo de excelência nas argolas. O ginasta brasileiro conquistou a prata no Campeonato Mundial de Tóquio, em 2011, repetiu o feito em Nanning, na China, em 2014, e novamente em Doha, no Catar, em 2018. Com essas vitórias, Zanetti consolidou-se como uma referência internacional na prova. 4 de 5
Brasil conquista prata inédita por equipes no Mundial de ginástica — Foto: Reuters Brasil conquista prata inédita por equipes no Mundial de ginástica — Foto: Reuters Nos últimos anos, Rebeca Andrade e a equipe feminina deram novos capítulos à história do país. Em 2021, Rebeca brilhou nas barras assimétricas em Kitakyushu, Japão. Em 2023, em Antuérpia, Bélgica, o Brasil alcançou um marco histórico: a equipe feminina conquistou medalha coletiva, Rebeca garantiu o ouro no individual geral e ainda se destacou no solo. Essas conquistas não apenas reforçam o talento brasileiro, mas consolidam o país como potência crescente na ginástica artística mundial. Medalhas de prata da ginástica brasileira em Mundiais Atleta Prova Local/Ano Daniele Hypólito Solo Ghent (BEL) - 2001 Diego Hypólito Solo Aarhus (DIN) - 2006 Arthur Zanetti Argolas Tóquio (JAP) - 2011 Arthur Zanetti Argolas Nanning (CHN) - 2014 Arthur Zanetti Argolas Doha (QAT) - 2018 Rebeca Andrade Barras assimétricas Kitakyushu (JAP) - 2021 Equipe feminina Equipe Antuérpia (BEL) - 2023 Rebeca Andrade Individual geral Antuérpia (BEL) - 2023 Rebeca Andrade Solo Antuérpia (BEL) - 2023 deslize para ver o conteúdo Medalhas de bronze 🥉 O Brasil também construiu seu legado nos Mundiais de ginástica artística com importantes conquistas de bronze. Jade Barbosa garantiu medalha no individual geral em Stuttgart, Alemanha, em 2007, e repetiu o feito em 2010, desta vez no salto, em Roterdã, Holanda. Entre os homens, Diego Hypolito ampliou o histórico brasileiro, conquistando medalha de bronze no solo em Tóquio, Japão, em 2011, e novamente em Nanning, China, em 2014. Mais recentemente, Arthur Nory subiu ao pódio na barra fixa em Liverpool, Inglaterra, em 2022, demonstrando a força da ginástica masculina nacional. 5 de 5
Jade Barbosa com as outras medalhistas do Mundial de 2007 — Foto: Thomas Niedermueller/Bongarts/Getty Images Jade Barbosa com as outras medalhistas do Mundial de 2007 — Foto: Thomas Niedermueller/Bongarts/Getty Images Rebeca Andrade brilhou em Liverpool, garantindo bronze no solo em 2022, e voltou a subir ao pódio em 2023, desta vez na trave em Antuérpia, Bélgica. Flávia Saraiva também se destacou, conquistando bronze no solo na mesma edição do Mundial. Essas medalhas reforçam a presença do Brasil entre as potências da ginástica artística mundial, tanto no masculino quanto no feminino. Medalhas de bronze da ginástica brasileira em Mundiais Atleta Prova Local/Ano Jade Barbosa Individual geral Stuttgart (ALE) - 2007 Jade Barbosa Salto Roterdã (HOL) - 2010 Diego Hypólito Solo Tóquio (JAP) - 2011 Diego Hypólito Solo Nanning (CHN) - 2014 Arthur Nory Barra fixa Liverpool (ING) - 2022 Rebeca Andrade Solo Liverpool (ING) - 2022 Rebeca Andrade Trave Antuérpia (BEL) - 2023 Flávia Saraiva Solo Antuérpia (BEL) - 2023 deslize para ver o conteúdo