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Esporte Futebol Projeto quer revogar torcida única em São Paulo entre 30 e 90 dias Alexandre Araújo e Fábio Lázaro Do UOL, no Rio e em em São Paulo 01/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Palmeiras terá torcida única no clássico contra o São Paulo, neste domingo Imagem: Gilson Lobo/AGIF Palmeiras e São Paulo se enfrentam neste domingo, às 20h30 (de Brasília), pela semifinal do Campeonato Paulista, na Arena Barueri. A partida terá torcida única palmeirense, em razão da melhor campanha do Verdão na competição. Mas, se depender de um grupo liderado pelo advogado Renan Bohus, pela Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg) — representada pelo presidente Claudinho — e por Alex Minduin, ex-diretor de direito e defesa do torcedor no Ministério do Esporte, o Estado de São Paulo pode voltar a ter clássicos com duas torcidas no estádio em breve. Desde 2016, são realizados com torcida única. O grupo articula, junto a órgãos públicos e entidades do futebol, a revogação da portaria que instituiu a torcida única nos clássicos paulistas, em vigor desde 2016, após recomendação do Ministério Público e adoção pela Federação Paulista de Futebol. Juca Kfouri Novorizontino castiga nova má atuação do Corinthians Vinicius Torres Freire Terror e negociata são os objetivos de Trump Josias de Souza Língua de Haddad assume candidatura Amanda Cotrim Reforma trabalhista na Argentina aprofunda crise Mudança pode ocorrer em até 90 dias Segundo Renan Bohus, a expectativa é que o debate institucional avance rapidamente. Assista a todos os jogos do Paulistão 2026 na HBO Max. Assine pelo UOL Play a partir de R$ 22,90/mês. Num cenário ideal, isso pode acontecer entre 30 e 60 dias. Em um cenário mais conservador, no máximo em 90 dias. Renan Bohus, em entrevista ao UOL Ele explica que o cronograma depende do andamento das reuniões com os órgãos públicos envolvidos, já que a medida é tratada como política pública. Não é algo que se resolve da noite para o dia. Estamos falando de segurança, planejamento, reciprocidade entre os clubes e definição de jogos-testes Renan Bohus O projeto não prevê o retorno imediato do modelo meio a meio de torcidas. A proposta é gradual e avaliação contínua. Continua após a publicidade Rastreabilidade e controle individual O UOL teve acesso ao documento elaborado pelo grupo, que engloba estudos científicos e dados estatísticos sobre violência no futebol. O texto sustenta que houve evolução expressiva no controle das torcidas e na atuação das forças de segurança, o que permitiria a revisão da regra atual. Entre as medidas propostas estão: Vinculação obrigatória do ingresso ao CPF do torcedor; Rastreabilidade total das entradas; Venda de ingressos do visitante restrita a sócios-torcedores; Modelo semelhante ao já utilizado em jogos recentes de Corinthians, Flamengo e em partidas realizadas em Brasília. Hoje é possível identificar e responsabilizar individualmente quem comete atos de violência. Não faz mais sentido punir todo o torcedor de forma coletiva. Renan Bohus Grupo se reuniu com a Drade e aguarda próximos encontros Antes mesmo dos contatos mais recentes, o grupo deu início às tratativas institucionais na última segunda-feira, com uma reunião na Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade). O encontro marcou a primeira rodada formal de diálogo com autoridades públicas sobre a retomada gradual da torcida visitante nos estádios paulistas. Continua após a publicidade O delegado César Saad (titular da Drade) foi extremamente receptivo, demonstrou visão institucional e contribuiu tanto no diálogo quanto nas ideias. Renan Bohus A reunião contou ainda com a participação do delegado Luís Alberto Guerra e serviu para apresentar o projeto construído em conjunto com a Anatorg. Outras autoridades também já receberam o programa. O Batalhão de Choque solicitou formalmente o estudo e recebeu o material para análise técnica. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também avalia o conteúdo e deve dar um retorno nos próximos dias. O Ministério Público de São Paulo tem adotado postura colaborativa desde o início. O grupo aguarda também o retorno da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Procuradoria do Ministério Público. Torcedor como sujeito de direitos Um dos pilares do documento é a defesa do torcedor como parte ativa do processo. Para Bohus, decisões sobre o futebol não podem ser tomadas sem ouvir quem frequenta os estádios. Continua após a publicidade O torcedor é um sujeito de direitos. Ele não pode ser apenas comunicado. Precisa ter voz, por meio de representantes da sociedade civil organizada. O projeto não se limita às torcidas organizadas, mas abrange torcedores comuns, famílias, idosos, crianças e diferentes perfis de público. Renan Bohus Embora a recomendação que sustenta a torcida única seja estadual, o movimento também discute desdobramentos em âmbito nacional, além de pautas paralelas, como retorno de bandeiras e liberação de bebidas alcoólicas nos estádios — temas que devem ser debatidos futuramente na Assembleia Legislativa de São Paulo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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