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Análise dos Times

Sao Paulo

Principal

Motivo: Memórias nostálgicas e afetuosas: 'virou minha família', saudades, título da Copinha com gesto humano marcante

Viés da Menção (Score: 0.5)

Motivo: Clube onde 'abriu as portas' e evoluiu com Jorge Jesus; tom de gratidão e reconhecimento

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: Jogador 'continua crescendo' e 'não sentiu o peso da camisa'; avaliação positiva do momento atual

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: 'Morato se destacou' no clube ao lado de outros brasileiros; relato elogioso da passagem

Viés da Menção (Score: 0.5)

Motivo: Menção neutra à base e ao futsal da Lusa na trajetória de formação do jogador

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

sao paulo rodrigo nestor selecao brasileira portuguesa premier league cristiano ronaldo jorge jesus benfica carlo ancelotti nottingham forest west ham copinha welington morato larissa

Conteúdo Original

O zagueiro Morato, do West Ham , saiu da base da Portuguesa para atuar entre os jovens do São Paulo e buscar uma oportunidade difícil na realidade do futebol nacional: virar um atleta de elite e se manter com a profissão. O jogador cresceu no município de Francisco Morato, na Zona Oeste de São Paulo, nome que lhe rendeu o apelido utilizado até hoje. Desde cedo, brincava na rua jogando bola e logo passou a compor um projeto da prefeitura, onde foi visto até chegar ao futsal da Lusa e, posteriormente, ao futebol de campo. Sua passagem pelo Tricolor aconteceu entre 2015 e 2019, permanecendo por cerca de três meses no profissional até ser transferido ao Benfica . O momento no elenco paulista ainda é lembrado positivamente pelo defensor, revelou em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br . “Os moleques viraram literalmente a minha família, porque a gente ficava junto a semana toda”, disse o atleta. “A gente viajava junto, fazia tudo junto. Almoçava, treinava, ia pra escola. Então acaba virando uma família. Depois a minha saída foi muito rápida. É claro que isso deixa sempre muitas saudades”. Morato citou Rodrigo Nestor, do Bahia , e Welington, do Southampton (ING), como exemplos de atletas que ainda guarda as amizades com carinho. “O Nestor é muito meu amigo. O Welington, tem muitos. O futebol é muito louco. Porque a gente estava todo mundo ali e não são todos que viram (profissionais). É a realidade, é muito difícil”. Em 2019, uma situação ficou gravada na memória do zagueiro: o São Paulo conquistou a Copinha e, antes da final, os campeões posaram para foto com a torcedora Larissa, aos 6 anos na época. Na ocasião, todos rasparam a cabeça em homenagem à jovem, que enfrentava um câncer no cérebro. “A gente se reuniu ali e decidimos fazer aquela homenagem pra Lari. Acho que foi um momento que… Com o título também, deu uma enaltecida, mas acho que esse momento vou levar pra sempre”, explicou. Foi justamente a torcedora mirim, hoje aos 14 anos, quem cortou o cabelo de Morato naquele dia. O defensor fez seu primeiro jogo pelo Benfica na reta final de 2019 e, até o final de sua passagem pelo clube português, conviveu com vários jogadores brasileiros. Mesmo em Portugal, teve dificuldades para se adaptar ao sotaque dos europeus. “Ter esse acolhimento de brasileiro é muito bom. Até porque quando eu cheguei em Portugal, eu não entendia nada do que eles falavam. Foi com o tempo ali que eu comecei a entender. Ficava naquela, tipo: 'o quê?', 'hã?'”, contou. E foi com o tempo também que passou a receber espaço entre os titulares do clube português, com ajuda do técnico Jorge Jesus. “Tive que esperar muito o meu momento e estar preparado”. “Os primeiros jogos que eu faço com o Jorge Jesus são assim: alguém machuca, alguém é expulso… Acho que é acreditar”. O brasileiro demonstra carinho pelo português, como alguém que “abriu as portas” para o seu futebol. Recentemente, o treinador se envolveu em polêmica com Cristiano Ronaldo na seleção de Portugal - após entrevista coletiva em que Jesus impôs ser quem comanda o time, o craque da equipe decidiu sair ainda durante a Data Fifa. Apesar disso, Morato explicou que o “Mister” é dessa forma nos gramados, mas fora dele é outra pessoa. “Ele é bastante intenso dentro do campo. Fora do campo, já não. Já conversa, já dá risada. É aquele vôzão. Foi um cara que eu evoluí bastante, um cara que me abriu as portas profissionalmente, que acreditou em mim. Tenho um carinho enorme por ele”, explicou. Morato se destacou no Nottingham Forest , ao lado de outros brasileiros como Murillo e Igor Jesus , e agora continua crescendo no West Ham, onde não sentiu o peso da camisa que busca o acesso para voltar à disputa da Premier League . Para ele, o objetivo maior na carreira é atuar bem para se tornar um jogador de Seleção Brasileira . “Acho que a Seleção é o topo para todos nós”, afirmou. “Ainda mais com esse novo ciclo, acho que muitos jogadores vão ter oportunidade. Representar o seu país é o orgulho de todo jogador. Claro que chegar lá talvez seja mais fácil do que se manter. E eu espero que quando eu for, eu use essa frase e consiga me manter lá”, explicou o atleta. O defensor ainda “mandou recado” para Carlo Ancelotti, afirmando que quando precisar, estará à disposição: “Para mim, cabe fazer o meu trabalho igual eu venho fazendo todos os anos. E quando a Seleção quiser, eu estarei sempre de portas abertas”. Para os duelos desta Data Fifa, contra Austrália e Índia, o italiano convocou os veteranos Marquinhos e Gabriel Magalhães , de PSG e Arsenal , respectivamente, além dos jovens Artur Dias ( Athletico-PR ), Vitor Reis ( Manchester City ) e Jair Cunha (Nottingham Forest). Mesmo sem compromissos com o futebol durante os embates de seleções, Morato afirmou que não consegue ficar longe do esporte: “Para mim é impossível. Eu estava nessa semana assistindo Inglaterra e Espanha . Depois assisti o Brasil também. Claro que a gente acompanha”. O atleta revelou ainda ter acompanhado a Seleção na Copa do Mundo, mas segue esperançoso pelos novos quatro anos. “Ficou o sentimento de frustração, mas isso já passou. Agora é um novo ciclo e todos nós brasileiros que queremos ajudar temos que pensar nisso agora”.