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Futebol Rival do Corinthians, Estudiantes foi odiado na Argentina pela violência Renan Liskai Do UOL, em São Paulo 09/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Piovi, do Estudiantes, durante jogo contra o Flamengo na Libertadores Imagem: Marcelo Endelli/Getty Images Rival do Corinthians nas quartas de final da Libertadores, o Estudiantes já foi um dos times mais odiados da Argentina e um dos principais responsáveis pela catimba no futebol sul-americano. O confronto de hoje começa às 21h30 (de Brasília), no estádio UNO, em Buenos Aires. Estilo incômodo O Estudiantes era um time sem expressão na Argentina até o final da década de 60. Após a chegada do técnico Osvaldo Zubeldía, em 1965, o clube combinou jovens talentos da base com poucas contratações e deu início a uma era vencedora, mas muito marcada pelo jogo pegado e não muito vistoso. A prioridade era defender bem — às vezes entrando pesado até demais — para depois pensar em atacar. Um dos símbolos do time era Carlos Bilardo, meio-campista que levava alfinetes no meião para espetar rivais em campo. Anos mais tarde, ele viraria técnico da seleção argentina e iria eliminar o Brasil na Copa de 1990 com direito ao episódio da água batizada bebida por Branco. Matheus Pichonelli Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Aquele time, que também tinha Juan Ramon Verón, pai de Juan Sebastián Verón, fugia aos padrões da época — o futebol era muito ofensivo. O Estudiantes apostava no jogo mais travado, parado, de "alma copeira". A equipe, segundo relatos, ensaiava muito as jogadas de bola parada e usava a linha de impedimento como uma arma para se defender e destruir ataques rivais. Quando era necessário, as faltas eram feitas sem problema algum. Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play Juan Ramon Verón (esq), Osvaldo Zubeldía (centro) e Carlos Bilard (dir) com taça da Libertadores vencida pelo Estudiantes Imagem: El Grafico/Getty Images Jogar com o Estudiantes era algo que muitos rivais detestavam. Ainda que impopular, a estratégia deu muito resultado: a equipe conquistou a Libertadores três vezes (1968, 1969 e 1970), um Campeonato Argentino (1967) e uma Copa Intercontinental (1968) entre o final da década de 60 e o início da de 70. O estilo, que antes era tão odiado, hoje é um símbolo da Copa Libertadores. Raras são as vezes em que um time argentino deixa o campo sem fazer catimba. Fundado por membros do rival O Estudiantes leva este nome por um motivo que parece óbvio: foi fundado, em 1905, por estudantes universitários. O que é mais curioso nesta história é que eles eram membros do Gimnasia y Esgrima La Plata, principal rival do clube na atualidade. Continua após a publicidade O grupo de estudantes era sócio do Gimnasia e queria mais espaço para o futebol. Diante de negativas, eles decidiram se afastar e fundar seu próprio clube. Hoje, o Estudiantes tem muito mais títulos e projeção internacional, diferentemente do rival, que nunca foi campeão continental. E o Estudiantes atual? O Estudiantes vem mal no segundo turno do Campeonato Argentino. A equipe é apenas a 13ª colocada do seu grupo, com duas vitórias, um empate e cinco derrotas. A equipe tem dois artilheiros na temporada. São eles: o uruguaio Tiago Palacios e o argentino Guido Carrillo, ambos com oito gols. O elenco tem vários rostos conhecidos do futebol brasileiro. Eros Mancuso (ex-Fortaleza), Miguel Monsalve (Grêmio), Gabriel Neves (ex-São Paulo), Joaquín Correa (ex-Botafogo) e Lucas Alario (ex-Inter) passaram por aqui. O técnico Alexander "Cacique" Medina passou pelo comando do Inter. Fernando Muslera, goleiro do Estudiantes, durante jogo na Argentina Imagem: Joaquín Camiletti/Getty Images Uma das peças mais conhecidas do elenco é o goleiro Fernando Muslera. Com vasta experiência pela seleção uruguaia — mas vilão na Copa do Mundo deste ano — o arqueiro é titular na meta do Estudiantes. Continua após a publicidade O Estudiantes passou em segundo no Grupo A da Libertadores, com nove pontos, atrás do Flamengo — foram duas vitórias, três empates e uma derrota. Nas oitavas, empatou com a Universidad Católica (CHI) por 1 a 1, em casa, mas venceu por 3 a 0 na volta, em território chileno, e avançou. Boa memória recente Cássio, então goleiro do Corinthians, celebra durante jogo contra o Estudiantes Imagem: Luis ROBAYO / AFP O Corinthians já passou pelo Estudiantes recentemente, mas na Sul-Americana. Em 2023, o Timão venceu o jogo de ida por 1 a 0, em São Paulo, perdeu por 1 a 0 na Argentina, mas passou nos pênaltis. O jogo da volta teve seis bolas na trave. Foram quatro chutes do Estudiantes que pararam no poste com bola rolando e dois nas penalidades. Aquele time dos argentinos tinha Rollheiser — hoje no Santos — e Guido Carrillo, que é um dos artilheiros do elenco atual e fez o gol no jogo da volta daquele ano com um minuto de bola rolando. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Trump cumpre ameaça e restringe acesso de jornalistas à Casa Branca Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar