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CBF anuncia novo calendário do futebol feminino para 2026 O Brasileirão Feminino de 2026 estreia nesta quinta-feira com aumento no valor da premiação, na quantidade de clubes, que subiu de 16 para 18, e no número de jogos, saltando de 134 para 167. A competição dará duas vagas à Libertadores de 2027 e rebaixará os dois piores colocados. Com a rodada começando às 21h desta quinta-feira, com Mixto-MT x Flamengo, o ge compartilha um guia com destaques e os favoritos para a disputa do campeonato. O Sportv transmite dois jogos da primeira rodada: Atlético-MG x Corinthians às 21h da sexta-feira e Inter x São Paulo às 20h30 da segunda-feira. + Veja a tabela do Campeonato Brasileiro Feminino 1 de 6
Guia do Brasileirão Feminino de 2026 — Foto: Arte / Infoesporte / Debora Deus Guia do Brasileirão Feminino de 2026 — Foto: Arte / Infoesporte / Debora Deus O ge elencou as 18 equipes em quatro categorias: candidato ao título, pode surpreender, coadjuvante e risco de queda. Para isso, atribuiu pontuações aos seguintes critérios: elenco, momento do time, finanças do clube (levando em conta o que é cedido ao futebol feminino), retrospecto no Brasileiro e o fator casa, considerando onde jogam e o impacto do local no desempenho da equipe. As pontuações são: máximo de 20 pontos para elenco, 10 para o momento, 10 para as finanças, 5 no retrospecto e 5 para o fator casa, somando até 50. Os clubes com mais de 40 pontos são candidatos a título, entre 35 e 40 os que podem surpreender, de 25 a 35 aqueles candidatos a coadjuvante e abaixo de 25 tem risco de queda. Veja a seleção do Brasileirão Feminino de 2025 Formato e aumento da premiação O Brasileirão manteve o formato: os times se enfrentam na primeira fase em turno único e os oito melhores avançam ao mata-mata. A segunda fase tem oitavas, quartas, semifinais e finais, todas com jogos de ida e volta, até 4 de outubro. Os finalistas se garantem na Libertadores de 2027. A CBF aumentou os valores de premiação: o campeão recebe R$ 2 milhões, e o vice fica com R$ 1 milhão. As cotas serão de R$ 720 mil pela participação, além de R$ 20 mil por cada jogo transmitido em rede nacional. 2 de 6
Troféu Taça Brasileiro Brasileirão Feminino — Foto: Staff Images/CBF Troféu Taça Brasileiro Brasileirão Feminino — Foto: Staff Images/CBF 3 de 6 Palmeiras – 45 pontos Elenco: 19 Momento: 9 Finanças: 10 Retrospecto: 4 Casa: 3 O Palmeiras chega como campeão da Copa do Brasil 2025 e da Supercopa 2026. Teve aumento de investimento e valorização, com a construção de um Centro de Excelência exclusivo, e montando um time competitivo. A chegada de Bia Zaneratto manteve o nível no ataque após a saída de Gutierres e pode ser o diferencial. Usa Barueri como casa e a distância da torcida pesa pelo estádio esvaziado. Palmeiras conquista Supercopa contra o Corinthians; veja como foi! Corinthians – 44 pontos Elenco: 19 Momento: 10 Finanças: 5 Retrospecto: 5 Casa: 5 O Corinthians é um dos favoritos ao título, mantendo a sequência de seis títulos seguidos. Contou com reforços pontuais, como a chegada de Ana Vitória, por exemplo, que podem somar para a sequência. O clube enfrenta um momento conturbado, com questões financeiras e políticas, mas tem o apoio da torcida e o fator casa como fatores fundamentais. 4 de 6 Cruzeiro – 39 pontos Elenco: 16 Momento: 8 Finanças: 8 Retrospecto: 4 Casa: 3 O Cruzeiro chega à temporada mais importante da sua história, ano em que disputa a Libertadores. Nos bastidores, o clube passa por mudanças na gestão. Em campo, perdeu dois nomes importantes: Isa Haas e Chagas. Ainda assim, manteve uma equipe competitiva, que tem como foco garantir vaga na Libertadores mais uma vez. Cruzeiro apresenta elenco para o Brasileirão Feminino 2026 Ferroviária – 38 pontos Elenco: 15 Momento: 8 Finanças: 6 Retrospecto: 4 Fator casa: 5 A tradicional Ferroviária mantém o título de ser uma equipe difícil de enfrentar, principalmente em casa e com sua torcida. Em 2026, começou a construção de um Centro de Treinamento exclusivo para as mulheres que tem previsão de estar pronto em um ano. As Guerreiras mantiveram a base da equipe e trouxeram nomes destaques como Maressa. São Paulo – 36 pontos Elenco: 15 Momento: 8 Finanças: 5 Retrospecto: 4 Fator casa: 4 O São Paulo perdeu nomes de peso, como a zagueira Kaká e a volante Maressa, e diminui seu favoritismo. Passa por problemas, com o afastamento do agora ex-presidente Julio Casares, que renunciou antes do impeachment ser votado pelos associados, e tem o desafio de evitar que isso impacte no feminino. Ao longo dos anos, a torcida foi comprando mais a ideia da equipe, mas ainda há um distanciamento. 5 de 6 Santos – 33 pontos Elenco: 14 Momento: 7 Finanças: 5 Retrospecto: 3 Casa: 4 As Sereias da Vila retornaram à elite do futebol feminino conquistando a Série A2 em 2025. A equipe trouxe alguns nomes de peso, como a argentina Larroquette, para tentar estruturar novamente o elenco. Com o time montado, o Santos pode brigar por classificação para o mata-mata, mas não é um dos favoritos. Bahia – 33 pontos Elenco: 14 Momento: 7 Finanças: 7 Retrospecto: 3 Casa: 2 O Bahia vem de uma temporada em que foi a surpresa. Conquistou a vaga nas quartas de final e foi concorrente duro para boa parte dos rivais. Neste ano, manteve o bom nível do elenco, mesmo perdendo sua maior joia: Raizza. O time conseguiu liberar um estádio em Salvador para mandar os jogos, o que pode ajudar na criação de identidade entre clube e torcida. Bragantino – 32 pontos Elenco: 13 Momento: 7 Finanças: 7 Retrospecto: 3 Casa: 2 O Bragantino acabou perdendo algumas atletas para os rivais, mas buscou reforços para manter o nível, como a meia Rafa Mineira. O clube tem investido mais no futebol feminino buscando firmar o nome na modalidade e oferecendo uma grande estrutura, mesmo contando com uma torcida menor. Flamengo – 31 pontos Elenco: 14 Momento: 6 Finanças: 6 Retrospecto: 3 Casa: 2 O Flamengo anunciou no ano passado um enxugamento no orçamento do futebol feminino. Manteve alguns nomes, como Djeni, e teve a saída de outros importantes, como Glaucia. No mercado, não teve atuação forte e está fora dos postulantes a grandes conquistas em 2026. Mantém o Luso Brasileiro como casa nesse começo de torneio apesar da pouca identificação da torcida com o estádio. Grêmio – 30 pontos Elenco: 13 Momento: 5 Finanças: 7 Retrospecto: 2 Casa: 3 A troca de gestão no clube acarretou em mudanças também no departamento feminino: João Hermínio e Fabrício Fontanella são os novos diretores, enquanto Bárbara Fonseca, ex-Cruzeiro, assumiu como executiva. Em campo, foram sete contratações, entre elas a da goleira Lucilene, ex-Ferroviária. O técnico Cyro Leães permanece por mais uma temporada. Com orçamento de R$ 20 milhões, o discurso da nova direção é de pé no chão, mas buscar "elevar o patamar" da equipe. Internacional – 28 pontos Elenco: 13 Momento: 5 Finanças: 5 Retrospecto: 2 Casa: 3 O Inter passou por grande reformulação após um 2025 aquém das expectativas. Treze jogadoras deixaram o clube, e dez chegaram a Porto Alegre. Destaque para três nomes conhecidos da torcida: a goleira Gabi Barbieri, a zagueira Sorriso e a atacante Soll retornaram. No comando, o clube optou por seguir com Maurício Salgado, que irá para a sétima temporada no time, contando as duas passagens. Fluminense – 28 pontos Elenco: 12 Momento: 6 Finanças: 6 Retrospecto: 2 Fator casa: 2 Assegurou contratações interessantes como Patricia Sochor e Kemelli, mas também não entra com força para grandes aspirações no Brasileiro de 2026. O que conta a favor é a utilização da estrutura em Xerém para treinos. Só que mantém jogos em Moça Bonita não tendo uma relação mais próxima com a torcida. Atlético-MG – 28 pontos Elenco: 12 Momento: 6 Finanças: 6 Retrospecto: 1 Casa: 3 As Vingadoras retornam à Série A1 nesta temporada. O clube manteve jogadoras importantes, como Amália, Laura Maria e a experiente goleira Mayke Maravilha. O Galo retomou os trabalhos do Sub-20, inclusive, visando ter novas atletas no futuro. Juventude – 27 pontos Elenco: 12 Momento: 6 Finanças: 5 Retrospecto: 2 Casa: 2 O Juventude manteve uma base importante do time que encerrou 2025 com o vice gaúcho, a começar pelo técnico: Luciano Brandalise vai para a quinta temporada no clube. Anunciou 10 reforços, como a lateral Limpia Fretes, ex-Cruzeiro, e as atacantes Martha Figueredo e Duda Calazans, ex-São Paulo, que chegam para ser titulares. Meta é buscar a permanência na elite e manter um time competitivo com metade do orçamento, reflexo do rebaixamento do masculino. 6 de 6 Botafogo – 23 pontos Elenco: 9 Momento: 6 Finanças: 4 Retrospecto: 1 Casa: 3 O Botafogo retorna à elite do futebol feminino e terá como missão principal se manter na primeira divisão em 2026. O grupo tem nomes como Shashá e manteve boa parte dos nomes da campanha do ano anterior. Pode ser a chance de testar também o grupo campeão do Brasileiro Sub-20. Um ponto positivo é adotar logo na estreia o Nilton Santos como local do jogo contra o Juventude. América-MG – 19 pontos Elenco: 9 Momento: 6 Finanças: 1 Retrospecto: 2 Casa: 1 O América vive um momento de incertezas. Com o clube em crise financeira, as Spartanas fizeram uma janela mais modesta e perderam atletas importantes como Rafa Levis e Ana Flávia. O time deve mandar seus jogos longe de BH, mesmo tendo estádio próprio, o que pode explicar o momento incerto em que vive. Vitória – 19 pontos Elenco: 8 Momento: 4 Finanças: 4 Retrospecto: 1 Casa: 2 O Vitória conquistou a vaga após desistências de clubes que estavam garantidos na A1. O clube volta à elite após seis temporadas longe, consequentemente em menores condições de brigar por grandes objetivos, e vai ser uma equipe a ser observada. Na Série A2 ficou nas quartas de final, mostrando um futebol de muita força física. Mixto-MT – 18 pontos Elenco: 8 Momento: 4 Finanças: 3 Retrospecto: 1 Casa: 2 O time do Mato Grosso conquistou a vaga na Série A1 após uma sequência de desistências. Ainda assim, entra com o time modesto, mas organizado. O destaque é para o orçamento que gira em torno de R$ 4 milhões e o local dos jogos. O time manda suas partidas no estádio Eurico Gaspar Dutra, que cabe nove mil pessoas. É uma parceria com a prefeitura para ter um bom local para jogos. Adilson Galdino é o técnico do Mixto na Série A1 do Brasileiro Feminino *Colaboraram para este guia: Alana Schneider, Camila Alves, Cintia Barlem, Danny Paiva, Esther Fischborn, Lavinia Aguiar e Tayna Fiori