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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O Bahia busca caminhos criativos para falar sobre violência contra mulheres Milly Lacombe Colunista do UOL 01/09/2026 12h32 Deixe seu comentário Ação-manifesto na Fonte Nova alerta para o aumento da violência contra a mulher em dias de jogos Imagem: Esporte Clube Bahia Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O estudo 'Futebol e Violência contra a Mulher', do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2026, apontou que os registros de ameaça contra mulheres aumentam quase 28% em dias de jogos e os casos de lesão corporal por violência doméstica crescem quase 30%. A mesma pesquisa mostra que entre jovens de 15 a 29 anos os registros de ameaça e lesão corporal aumentam 44% em dias de jogos. São números de uma guerra que indicam que a masculinidade não está preparada para lidar com frustrações e precisa ser corrigida. Diante desse cenário, o Bahia, o Fundo de População da ONU e a Propeg criaram uma ação-manifesto que levou o nome de 'Terceiro Tempo'. A ação transformou o estádio em um espaço de protesto nos seguintes termos: logo depois da partida contra o Inter, realizada no dia 30 de agosto, algumas mulheres ficaram na Fonte Nova depois que o jogo acabou. O grupo foi formado por influenciadoras, torcedoras, funcionárias do Bahia e convidadas. Enquanto elas protestavam o telão mostrava a frase: "Ficar no estádio é mais seguro do que em casa", chamando a atenção para os crimes que em sua maioria são cometidos dentro dos lares. O recurso de ligar para o 180 e relatar as agressões também foi divulgado. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A ideia é boa e convoca a torcida a repensar suas ações. Mas ela sozinha não faz verão. Precisamos que os clubes se envolvam no letramento desde a base. O futebol não pode ser espaço de reprodução de violências, não pode tolerar comportamentos inadequados, não pode fingir que não vê e não pode acreditar que a solução está dentro de seus departamentos de marketing. O Bahia sai na frente e os demais precisam seguir os mesmos passos. É importante divulgar que em caso de violência doméstica precisamos ligar para o 180, mas todas as mulheres também que, em uma situação de violência, pegar o celular e pedir ajuda raramente é opção. Seria preciso envolver mulheres na idealização de ações que possam não apenas trabalhar com punição mas também com prevenção e educação. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer