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Esporte Futebol São Paulo sofre com eliminação, mas evita sentimento de terra arrasada Gabriel Sá Colaboração para o UOL 02/03/2026 11h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Resumo Hernán Crespo, técnico do São Paulo, durante clássico contra o Palmeiras Imagem: Marcello Zambrana/AGIF O clima no vestiário do São Paulo após a eliminação para o Palmeiras foi de tristeza e frustração pelo resultado, mas também de orgulho pela evolução apresentada pelo grupo ao longo da competição. Internamente, o discurso foi de reconhecer os erros e evitar que a queda contaminasse o trabalho desenvolvido até aqui. Fontes ouvidas pelo UOL relatam que o grupo queria muito a conquista do estadual como forma de "dar uma resposta" a tudo que enfrentou nas últimas semanas. Entre problemas extracampo e projeções que colocavam o São Paulo como possível rebaixado no Paulistão, a leitura interna é que os jogadores transformaram o cenário de desconfiança em campanha competitiva, tornando a disputa pelo título uma possibilidade concreta. Um dos principais líderes do vestiário, o atacante Lucas Moura apontou a superação como o principal saldo da equipe na disputa do Paulistão: Aline Sordili IA está no centro do ataque dos EUA e Israel ao Irã Daniela Lima EUA terão dificuldade em ditar sucessão no Irã Igor Gielow Hezbollah amplia guerra pelo Oriente Médio Juca Kfouri Palmeiras é o favorito e vai poder se vingar dos 4 a 0 "A gente terminou o ano de uma maneira muito conturbada e começou o ano também de maneira turbulenta ali, com tudo que aconteceu e a gente oscilando bastante. No jogo contra o Primavera, a gente tava brigando pra classificar e pra não cair, e todo mundo apontando a gente como possível rebaixado. A gente conseguiu superar e conseguiu classificar. Ganhamos um jogo dificílimo contra o Bragantino fora de casa, que a gente não vencia desde 2019. Chegamos numa semifinal com muita superação, então acho que é isso que a gente tira de positivo. Chegamos numa semifinal, enfrentamos um grande adversário, jogamos de igual pra igual, não conseguimos… agora é batalhar mais, trabalhar mais. Acho que o time vem numa sequência boa no Campeonato Brasileiro, tem muita coisa pela frente. É continuar trabalhando pra que a gente possa conquistar coisas grandes", afirmou o camisa 7. Diretoria respaldou elenco Executivo de futebol do São Paulo, Rui Costa falou após a partida e destacou que a invencibilidade de oito jogos interrompida na derrota era circunstancial, e que o foco deve estar na continuidade do trabalho dentro do grupo: "A invencibilidade um dia terminaria. Terminou hoje, de uma maneira dura, contra um adversário que nós sempre queremos muito superar, numa competição, repito, que nós queríamos muito vencer em nome do nosso torcedor. A invencibilidade é um dado de realidade que não pode servir para que nós baixemos a guarda ou diminuamos o nosso empenho, compromisso, e foi isso que nós falamos no vestiário agora quando fechamos. Todos nós falamos. O presidente falou, o Hernán falou, os atletas falaram, eu falei, porque é exatamente neste momento de dor, neste momento de frustração absoluta nossa, que nós temos que reconhecer aquilo que tá sendo feito de forma correta e aquilo que precisa evoluir. Nós erramos em alguns momentos do jogo, e neste tipo de jogo esses erros são fatais. Mas o trabalho que vem sendo desenvolvido, o comprometimento dos atletas, daqueles que estão aqui, aqueles que estão chegando e que rapidamente se integram ao processo de desenvolvimento tático que o Hernán vem propondo a eles, isso tem sido feito de forma muito competente. E é isso que faz com que nós acreditemos que a dor de hoje pode nos colocar num caminho de conquistar algo importante esse ano pro nosso torcedor e pra todos nós", disse Rui. Crespo elogiou o grupo Na entrevista coletiva, o técnico Hernán Crespo reforçou o discurso de virada de chave, valorizou a trajetória na competição e evitou falar de erros individuais: Continua após a publicidade "É valorizar o que fizemos até aqui. Estamos tristes, ninguém gosta de perder. Essa competição me deu um grupo muito unido e recuperamos jogadores como Calleri, Lucas, Enzo, André Silva. O caminho é muito positivo. Todos sabem o que o São Paulo vai fazer e brigar. O resultado não é legal, mas o percurso feito foi legal. Vamos ter 12 dias para recuperar forças, para curar a ferida e continuar. Temos Chapecoense, Atlético-MG, Bragantino e Palmeiras. No Brasileirão estamos bem e temos que continuar. Acreditar no trabalho que fazemos todos os dias. Tentar fazer passar essa tristeza, sabendo que fizemos um trabalho muito importante e recuperamos jogadores", disse o treinador. A mensagem interna, portanto, é de absorver a dor da eliminação, corrigir as falhas apontadas no clássico e manter o nível de competitividade para a sequência da temporada. Evitando o sentimento de terra arrasada no vestiário, diretoria e comissão técnica do São Paulo buscam transformar a eliminação em combustível para o grupo, com esperança de uma temporada mais tranquila superando o caos extracampo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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