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Futebol Pais de astros da Noruega ajudam a construir legado com freguesia do Brasil Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 02/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Haaland tem mais gols que jogos e é maior artilheiro da história da Noruega Imagem: Getty Images A freguesia do Brasil em relação a Noruega e o reencontro pelas oitavas de final da Copa do Mundo têm um componente hereditário. Se Erling Haaland e Alexander Sørloth compõem o ataque do adversário da equipe de Carlo Ancelotti, os pais dos dois jogadores ajudaram a construir o retrospecto positivo para o lado norueguês. Gøran Sørloth jogava no Rosenborg e era um dos principais atacantes da Noruega em 1988, quando o Brasil enfrentou a seleção nórdica pela primeira vez. Não foi dele o gol, mas Sørloth pai estava em campo no empate por 1 a 1, em Oslo. PVC Existe um abismo entre Brasil e França Casagrande Futebol dá alegrias, mas também tristezas imensas Josias de Souza Michelle aprisiona Flávio no interior de agenda negativa Tony Marlon Trabalho de psicóloga é trunfo do Brasil na Copa Já Alf-Inge Haaland foi o lateral-direito da Noruega em um amistoso em 1997, no qual o Brasil levou 4 a 2, também na capital norueguesa. O Haaland pai jogava no Nottingham Forest na época e, individualmente, construiu sua carreira na Premier League nos anos seguintes. Até por isso, Haaland, o filho, nasceu em Leeds, em 2000. Outro pai de jogador que ajudou a construir esse legado é o goleiro Erik Thorstvedt, que jogou em 1988 e tem o filho, Kristian Thorstvedt, na seleção atual. Alf-Inge Haaland, pai do atacante Erling Haaland Imagem: Magi Haroun/EMPICS via Getty Images Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Mas o que aconteceu nesses jogos? Das seleções que o Brasil enfrentou ao longo de 1071 jogos oficiais, a Noruega é a única que pode dizer que não foi derrotada. A chance de um acerto de contas será domingo. Ao todo, o Brasil já encarou os noruegueses quatro vezes. Empatou duas e perdeu outras duas — sendo o jogo mais pesado o duelo pela Copa 1998. Continua após a publicidade Três dos quatro jogos foram em Oslo, capital norueguesa. O único em solo neutro foi justamente a derrota na Copa da França. Então, apesar da disparidade técnica, os noruegueses tiveram a vantagem do campo na maioria dos confrontos. Taffarel foi o goleiro da seleção em três jogos. Atual preparador da seleção de Carlo Ancelotti, o reencontro nas oitavas da Copa, de certo modo, tem um acerto de contas individual também. Preparação olímpica: do outro lado, um Sørloth O histórico de Brasil x Noruega, além de restrito, é relativamente recente. O primeiro duelo foi em julho de 1988, em Oslo, capital norueguesa. A seleção vivia uma fase instável. Olhando em retrospectiva, o jogo foi o 16º dos 19 que o Brasil teve sob o comando do técnico Carlos Alberto Silva. O jogo contra o pai de Sørloth também foi usado como preparatório para a disputa dos Jogos Olímpicos de Seul. Então, a seleção não tinha força máxima. Aquele time tinha Romário, ainda no Vasco, como craque principal. Continua após a publicidade O gol da Noruega saiu no segundo tempo, com Jan Åge Fjørtoft. A jogada nasceu de um balão mal dado pelo zagueiro Aloísio, então no Internacional. Fjørtoft recebeu cruzamento rasteiro e bateu de primeira, no canto de Taffarel. O empate brasileiro veio após escanteio. A bola foi escorada e sobrou para o centroavante Edmar, que jogava no Corinthians. O Brasil jogou com Taffarel, Jorginho, Aloísio, Ricardo Gomes e Nelsinho (Luís Carlos Winck); Andrade, Geovani (Milton), Valdo e Edu Manga (Careca); Edmar e Romário. O pai de Haaland levou a melhor O segundo encontro entre Brasil e Noruega aconteceu em 1997, a cerca de um ano para a Copa. A seleção disputaria o Torneio da França, aquele no qual Roberto Carlos fez um golaço de falta que desafiou as leis da física. No jogo anterior, lá foi o Brasil para Oslo. Levou 4 a 2. Romário e Djalminha fizeram os gols brasileiros. Mas a Noruega sempre esteve à frente do placar e controlou o jogo. Tore Andre Flo fez dois dos quatro gols noruegueses — um prenúncio do que aconteceria na Copa do Mundo. Continua após a publicidade Os demais foram de Petter Rudi e Egil Østenstad, em uma jornada em que a defesa do Brasil cometeu muitas falhas — especialmente a dupla Célio Silva e Márcio Santos. O Brasil jogou com Taffarel, Cafu, Célio Silva, Márcio Santos e Roberto Carlos; Mauro Silva, Dunga, Djalminha e Leonardo; Ronaldo e Romário. Sim, aquela foi a primeira das únicas duas derrotas da dupla Ro-Ro no ataque da seleção. E com o pai de Erling Haaland no time. O pênalti de Júnior Baiano No jogo mais famoso e importante da história do Brasil x Noruega, uma virada nos minutos finais deu a vitória aos noruegueses na última rodada da fase de grupos da Copa 1998. Bebeto colocou o Brasil na frente, mas Tore Andre Flo e Kjetil Rekdal, aos 39 e 44 do segundo tempo, concretizaram o 2 a 1. No lance capital para a virada, o zagueiro Júnior Baiano cometeu pênalti. O lance não ficou tão claro na transmissão da época. Só no dia seguinte apareceu um ângulo de uma TV sueca mostrando com clareza o puxão na camisa visto pelo árbitro. Continua após a publicidade Tore Andre Flo encara a marcação de Júnior Baiano durante a partida entre Noruega e Brasil na Copa de 1998 Imagem: Folhapress Pelo menos isso não atrapalhou os planos de classificação do Brasil, que avançou em primeiro do grupo e só perderia para a França, na final. O Brasil jogou com: Taffarel, Cafu, Júnior Baiano, Gonçalves e Roberto Carlos; Dunga, Leonardo, Denílson e Rivaldo; Bebeto e Ronaldo. A estreia do técnico Dunga A Noruega apareceu no caminho do Brasil no início da reformulação após a Copa 2006, como primeiro ato da Era Dunga como técnico. Em Oslo, o Brasil saiu perdendo, depois de uma falha defensiva. Ninguém cortou o cruzamento de Pedersen em uma falta lateral, e aí saiu o 1 a 0. O empate veio com Daniel Carvalho, ex-Inter e CSKA. Continua após a publicidade "Estreamos contra a Noruega. Sabíamos que nunca tínhamos vencido e empatamos também. Foi um jogo difícil, fechado. Era um time veloz no contra-ataque. Foi quando a gente assumiu logo depois da Copa", lembra Jorginho, que era auxiliar de Dunga entre 2006 e 2010 e estava em campo em 1988. O Brasil jogou com: Gomes, Cicinho (Maicon), Lúcio, Juan (Alex) e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson (Dudu Cearense), Elano (Júlio Baptista) e Daniel Carvalho (Vagner Love); Robinho e Fred. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. 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