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Confira a coletiva de apresentação de Rony no Santos A estreia de Rony com a camisa do Santos ocorreu no fim de semana, em derrota para o São Paulo. Mas o atacante, apresentado no CT Rei Pelé nesta terça-feira, ainda tem um frio na barriga a encarar no clube: atuar ao lado do atacante Neymar. + Siga o canal ge Santos no WhatsApp! A primeira experiência pode ocorrer nesta quarta-feira, às 20h (de Brasília), no clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Brasileirão . Recuperado de uma artroscopia no joelho esquerdo, Neymar está perto de voltar ao time. – Se o professor me colocar para jogar com o Neymar, que honra. Que honra e privilégio em jogar ao lado dele. Um cara sensacional. Só de estar ao lado dele você consegue ter alegria para jogar. Pensar coisas que você não pensaria. A forma como conduz a bola, como ele vai te achar num passe. Se isso acontecer, eu não vou nem dormir – disse. Mais sobre o Santos: + Marcelo Teixeira é alvo de protestos na Vila e no CT + Santos anuncia renovação de patrocínio com empresa até 2027 + Tudo sobre Neymar: veja a biografia do craque 1 de 2
Rony vai vestir a camisa 11 e foi apresentado com Giovanni e Manoel Maria — Foto: Bruno Gutierrez Rony vai vestir a camisa 11 e foi apresentado com Giovanni e Manoel Maria — Foto: Bruno Gutierrez + Clique aqui e saiba tudo sobre o Santos O São Paulo é justamente o mesmo adversário do Peixe no fim de semana passada, na estreia de Rony, pelo Paulistão. O atacante prevê um desafio tão complicado quanto o primeiro jogo na Vila Belmiro com a camisa alvinegra, mas também uma oportunidade de "virada de chave" no clube. –Clássico não se joga, se ganha. Nosso pensamento é vencer. Independente se jogar bem ou mal. Precisamos vencer, somar pontos e virar a chavinha. – Será uma virada de chave para que os torcedores possam acreditar em nós e ver que estamos empenhados para mudar a situação. Será um jogo muito difícil, mas precisamos somar pontos e o pensamento de cada atleta e jogador. Vamos trabalhar para fazer um grande jogo – completou. A vitória sobre o São Paulo amenizaria a pressão sobre elenco, comissão técnica e diretoria. Marcelo Teixeira e a gestão receberam críticas de torcedores, em protesto realizado no CT Rei Pelé e na Vila Belmiro. 2 de 2
Rony posa ao lado de Giovanni e Manoel Maria — Foto: Divulgação/Santos FC Rony posa ao lado de Giovanni e Manoel Maria — Foto: Divulgação/Santos FC Rony afirmou que a mudança do panorama do clube deve partir do próprio elenco de jogadores. – No fim de semana não tivemos um bom resultado. Um clássico e perder da forma como foi, foi difícil. Um baque para nós e para os torcedores. Como o Gabriel falou, temos que mudar a postura. Cheguei há pouco tempo, mas me incluo nisso – comentou o atacante durante a entrevista coletiva. – Pela experiência que tenho, nós temos que mudar a forma de competir, de lutar na partida. Temos que nos unir mais ainda. Acredito que cada atleta ali tem seu valor, tem condição de competir e o treinador acredita em cada um. Mudando a postura e o modo de pensar, acredito que consigamos sair dessa situação. Os torcedores podem acreditar – encerrou. Confira mais respostas de Rony: Como é receber a camisa de Manoel Maria e Giovanni? – É um privilégio. Não poderia ser entregue essa camisa pelos grandes craques paraenses que fizeram história no Santos. Outros jogadores passaram aqui como o Ganso. Esses dois ídolos fizeram história no clube e espero ser o próximo paraense a construir a história no Santos. – Privilégio e honra vestir essa camisa. Da mesma forma que eles e o Ganso fizeram história aqui, o meu pensamento é o mesmo. Honrar a camisa do Santos e os paraenses que são santistas. Ansioso pelo primeiro gol? – Estou ansioso. Não para fazer o primeiro gol. Mas para encontrar a torcida. Joguei contra e vi o carinho da torcida para com os atletas. Estou ansioso para encontrá-los na Vila. Espero que amanhã seja um grande dia e que façamos um grande jogo. Que eles possam sair felizes. Se Deus permitir e eu fizer o gol, ficarei feliz. O que é importante para sair dessa situação? – Podem cobrar poque estão em total direito. O clássico não se joga, se ganha. No último não jogamos e nem ganhamos. Precisamos competir mais. Já joguei vários clássicos e sei que perder é doído. Nossos torcedores merecem ser mais representados dentro de campo. – Acredito que pela conversa que tivemos após o clássico, nós vamos mudar a postura de jogar e de competir. Precisamos vencer. Acho que amanhã vocês verão uma postura diferente. Vestir a camisa do Santos e atuar com Neymar – Por se tratar de um clube que tem muita tradição mundial, só de vestir a camisa se sente o quanto você carrega o peso dela. Quando aceitei vir, eu achei interessante porque gosto de competir. O projeto que o Santos me ofereceu teve a oportunidade de competir. Estou aqui por isso, porque gosto de competir. – Além de jogar do lado nosso Príncipe, de jogadores que tem história como profissional, como Gabigol e outros atletas que jogaram comigo. Gabriel Menino, Mayke, Zé (Rafael). É um privilégio voltar a jogar com eles. Tenho certeza de que temos muito o que conquistar no Santos. – Aceitei o projeto porque era maravilhoso, para fazer história, para competir. Isso requer um pouco de tempo, mas tenho certeza de que será um ano abençoado para nós. Temos condições de dar a volta por cima, competir de verdade. Tenho confiança de tudo que o treinador e o Mattos falaram. Será um grande ano. Conversa com Vojvoda – A primeira vez que conversei com ele falamos sobre posição. Disse que, independentemente de qualquer coisa, se for jogar no Santos com ele, ele poderia ter certeza de que estaria disposto a ajudar. Pela confiança que ele tem no meu trabalho, acho que posso ajudar do meio para frente. – Não conversamos sobre a posição, só me falou que eu poderia ajudar em algumas funções. Muitas vezes não é só jogar na posição, é função tática. Estou disposto a ajudar e fazer com que o Santos vença. Esse é meu pensamento. Isso foi o que fez que eu viesse para cá. Como substituir Guilherme? – O Guilherme construiu a história dele aqui. O futebol, muitas vezes, são ciclos. Eu já tive os meus nos clubes anteriores. Ele fez a história dele aqui. Temos um pouco de características parecidas. A partir de amanhã vou começar a construir a minha. – Contra o São Paulo não foi do jeito que queria. Amanhã começo a construir minha história diante do nosso torcedor. Espero que seja um dia abençoado e eu possa fazer minha grande estreia. Com certeza será um jogo abençoado para nunca esquecer da estreia no Santos. Vou te definir o Rony em uma palavra (risos). Raça. Muita raça. Negociação com Santos e com Corinthians – Nunca fiquei tão falado em alguns meses. Fico feliz de ter a procura de alguns clubes. Isso mostra o quanto eu me dedico ao trabalho, como faço por merecer ser visto. Houve especulação de outros clubes. Já conversávamos com o Santos desde dezembro, mas não dependia só de mim. Dependia do clube onde estava. – Com a conversa do Santos foi bem intensa há duas semanas. O Mattos nos apresentou o projeto e vi que o interesse dele era muito grande. Ele foi em Belém conversar com meu pai e vi que o projeto era de Deus. Deus proporciona muitas coisas para a gente e só entendemos depois de algum tempo. – As coisas aconteceram naturalmente. Quando isso ocorre, é que lá na frente serão coisas maravilhosas para tua vida, para tua carreira. É um projeto muito bom. – É um clube que acreditou no meu trabalho e espero retribuir com raça, determinação, luta e fazer com que os torcedores saiam todos os jogos felizes. Sabendo que eu lutei para que eles pudessem sair felizes e alegres. Essa é minha meta, meu intuito. Foi o que eu vim fazer no Santos. Ajudar meus companheiros a fazer o Santos ganhar títulos. – Todos os torcedores sabem da grandeza do Santos. Somos cobrados porque sabem pelo que o Santos pode gritar. Somos cobrados para ganhar. Somos um clube grande e brigamos por coisas grandes. Válido quando o torcedor cobra porque eles sabem onde podemos chegar. Esse é meu pensamento. Como pode contribuir com o elenco? – Acredito que cada ano que passa eu aprendo coisas novas. Surgem novas funções onde eu nem sabia que poderia fazer, e eu acabo fazendo. Sei que tudo gera uma confiança. Tem que ter confiança para fazer as coisas. Tenho experiência suficiente para entender que tem que ter a cabeça boa quando as coisas não funcionam. – Quando as coisas acontecem também tem que ter cabeça boa, pés no chão. O futebol são fases. Tenho experiência para entender que isso pode ajudar ou prejudicar como profissional. – Para os meninos da base vou buscar passar a experiência, o que vivi, o que ganhei. Espero que possa ajudar muito eles com uma palavra, dentro de campo, dando dicas. Vou ajudar da melhor maneira possível. – O mais importante é fazer com que a equipe vença, fique mais forte. Vou fazer com que isso possa acontecer. Estou muito feliz de fazer parte desse grupo, de estar na casa de um rei e de um príncipe. Não tenho palavras para descrever. – Vinha na van pensando o quanto eu sou privilegiado de fazer parte disso. Muitas das vezes vemos atletas lutando para ter oportunidade, chance de estar em um clube. Giovanni e Manoel sabem o quanto é difícil sair do Pará. – Eu sou privilegiado de sair do interior, ganhar tudo que ganhei. Só a gente que passa sabe o quanto é difícil chegar num clube como o Santos. Me sinto privilegiado por isso. O que falaria para o Rony do início da carreira – Eu falaria para ele que não foi fácil passar por tudo que passei. Posso dizer hoje que sou um vencedor. Eu posso afirmar que sou um grande vencedor. Quem conhece minha história, me conhece sabe o que passei. As pessoas, muitas vezes, quando elas perguntam o que eu passei para chegar até aqui. Eu faço a pergunta: será que você conseguiria passar por tudo que passei? Sacrificar o que eu sacrifiquei para chegar aqui hoje? – É difícil, mas fiz o que Deus me permitiu. Muitas das vezes não comer para ir treinar. Não gastar o dinheiro para pagar a passagem. Muitas vezes deixar de comer treinar. Giovanni pode dizer melhor que eu o quanto era difícil para ir treinar no Paysandu, no Remo. – O quanto a base era difícil. Passa um filme na cabeça. Você assiste televisão, os jogos. Você só pensava em estar ali jogando um dia, ter oportunidade de jogar uma Série A. Eu cheguei a jogar a Série D pelo Remo. Meu pensamento era eu vou jogar uma Série A. Faz sete ou oito anos que jogo a Série A. – Quando penso em tudo que enfrentei, isso não é nem um terço do que enfrentei. Por isso que tiro de letra. Lembro do que passei e vejo que isso é fichinha para mim. Amadureci como jogador e pessoa e me sinto preparado para os desafios que virão. Disputar a Sul-Americana – Sobre a Sul-Americana, acho que os torcedores cobram porque o Santos disputa grandes competições. Entra nelas para vencer, independente de qual seja. A Sul-Americana é competitiva e difícil. Jogamos ano passado, achávamos que estava ganho e vimos que não é assim. Perdemos nos pênaltis. O outro time que a gente acha que "não quer" ganhar e nos enganamos. – É um campeonato longo pelas paradas. Vamos nos preparar ao máximo para brigar por ela. Passo a passo vamos construir nossa identidade. Vamos primeiro pensar no jogo de amanhã, em somar pontos no Brasileiro. A Sul-Americana começa em abril. Vamos planejar para brigar por ela. Reencontro com ex-companheiros como Mayke, Zé Rafael e Gabriel Menino – Sobre meus companheiros de longa data, o Gabriel Menino me enchia o saco toda noite. Liguei para o Mayke, conversei com o Zé Rafael também sobre como era. Eles me deram feedback, me passaram informações. – Quando não sei, pergunto ao Gabriel quem é cada um. Eles tiveram parcela na minha vinda e é uma honra voltar a jogar com eles. Esperamos fazer história no Santos. O Gabriel já tem esse pensamento porque ele me falou. Espero poder contribuir para isso possa acontecer. O que faltou no Atlético-MG? – Como eu falei, muitas vezes planejamos algo, mas não sai do jeito que você planeja. Cheguei no Atlético e planejei fazer com que o time ganhasse títulos. Eu ganhei um. Depois disso, infelizmente, não foi do jeito que planejei. Deus te proporciona outra coisa. Não consegui mais ganhar títulos pelo Atlético. – Perdemos a Sul-Americana e poderia ser um título inédito para o clube. Infelizmente não conseguimos. Faz parte do futebol. Na conversa com o Mattos o projeto foi maravilhoso. Um projeto baseado em conquistas, do Santos voltar a um patamar onde não deveria ter saído. Quero fazer parte dessa história. Fazer com que meu nome seja lembrado assim como esses dois grandes ídolos. 🎧 Ouça o podcast ge Santos🎧 50 vídeos