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George Russell vence o GP da Áustria | Melhores momentos | Fórmula 1 2026 A crise na Aston Martin atingiu níveis altíssimos na F1 2026, com a equipe por vezes um segundo atrás da novata Cadillac. Cotada a possível surpresa antes da temporada, a equipe soma apenas um ponto na competição – e o chefe de equipe Adrian Newey abriu o jogo sobre os problemas enfrentados pela escuderia neste ano, em entrevista ao próprio site do time. O britânico, reconhecido na Fórmula 1 como um dos maiores projetistas da história da categoria, explicou os motivos para a enorme decepção nesta temporada, confirmou que enfrentou um problema de saúde, planeja uma grande atualização no carro da Aston Martin para o GP da Hungria, no fim de julho, e disse que espera manter o bicampeão Fernando Alonso no time por mais um ano. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google 1 de 4
Adrian Newey, chefe de equipe da Aston Martin — Foto: Lars Baron/Getty Images Adrian Newey, chefe de equipe da Aston Martin — Foto: Lars Baron/Getty Images A Aston Martin iniciou o ano cercada de expectativa com a contratação de Newey, além do alto investimento em estrutura. No entanto, conviveu com quebras desde os testes de pré-temporada e com vibrações no motor Honda. Antes do GP da Austrália, o chefe de equipe chegou a dizer que os tremores poderiam danificar os nervos das mãos de Alonso e Lance Stroll. Já era de conhecimento público que a Aston Martin teve quatro meses de atraso no desenvolvimento do carro deste ano , mas Newey deu outras razões para a péssima fase da equipe de Silverstone, como processos antiquados e um carro acima do peso. – O tempo foi uma enorme parte disso, mas não a única. Temos um grupo muito talentoso de pessoas, mas não estávamos trabalhando tão bem quanto gostaríamos como organização e operando como uma unidade coesa. As expectativas estavam no teto, mas a realidade de onde estávamos não alcançou isso – iniciou. – Sobre o chassis, estamos bem acima do peso. Parte disso vem de integrar a unidade de potência e lidar com problemas de vibração que tivemos que trabalhar com a Honda, mas também não fizemos um trabalho tão bom quanto deveríamos em reduzir o peso. Quando você desenha com pressa, o peso é a primeira coisa que sofre porque não há tempo para otimizar tudo. Aerodinamicamente, também seguimos uma direção ousada – muito influenciada por mim – sem o luxo de explorar múltiplos conceitos em profundidade, porque o tempo estava contra nós. Não diria que a direção que tomamos é fundamentalmente errada, mas trouxe desafios que não antecipamos – admitiu. 2 de 4
Fernando Alonso olha seu Aston Martin parado na pista durante os testes da F1 no Bahrein — Foto: Reprodução Fernando Alonso olha seu Aston Martin parado na pista durante os testes da F1 no Bahrein — Foto: Reprodução Newey também disse que, embora a equipe esteja investindo em tecnologia e processos, algumas das ferramentas utilizadas datam do início da equipe Jordan, que competiu na Fórmula 1 entre 1991 e 2005 e está na árvore genealógica da Aston Martin. – Dependíamos de ferramentas e processos que vinham sendo remendados e adaptados de forma improvisada há anos; alguns deles remontavam aos primórdios da equipe Jordan, sediada aqui em Silverstone, muito antes de a Aston Martin retornar ao grid. Chega um momento em que um sistema baseado apenas em remendos sucessivos deixa de atender às necessidades. Era exatamente essa a nossa situação. – O resultado foi um processo de construção do carro extremamente frustrante. As peças não eram encomendadas no momento certo, não porque as pessoas não estivessem fazendo o seu trabalho, mas porque o sistema de base estava falhando com elas. Até o momento, a Aston Martin tem optado por uma estratégia diferente das demais equipes da Fórmula 1. Enquanto as escuderias têm levado muitas atualizações de tempos em tempos, como ocorreu no GP da Áustria de domingo, o time inglês tem feito apenas correções pontuais e quer introduzir um grande pacote de mudanças de uma vez só. 3 de 4
Valtteri Bottas (Cadillac) e Fernando Alonso (Aston Martin) no GP do Japão da F1 2026 — Foto: Andy Hone/LAT Images Valtteri Bottas (Cadillac) e Fernando Alonso (Aston Martin) no GP do Japão da F1 2026 — Foto: Andy Hone/LAT Images De acordo com Newey, a ideia da equipe é levar as mudanças à pista no GP da Hungria, marcado para o dia 26 de julho. Além de reduzir o peso do chassi e da caixa de câmbio, a Aston Martin também vai remodelar outras áreas do AMR26, carro deste ano. – A suspensão dianteira permanece inalterada. A suspensão traseira passou por pequenas revisões. Desenvolvemos um novo bico e revisamos substancialmente as superfícies aerodinâmicas. Portanto, embora a estrutura básica seja semelhante, trata-se de um grande pacote aerodinâmico aliado a uma redução significativa de peso. O objetivo é chegar muito perto do limite de peso – explicou. Alonso fica? Uma das grandes questões para o futuro da Aston Martin é a permanência ou não de Fernando Alonso. Prestes a completar 45 anos de idade, o espanhol está na fase final da carreira na Fórmula 1 e aguarda as atualizações do carro na Hungria para tomar uma decisão sobre o futuro. Recentemente, rumores na imprensa internacional mostram a Alpine como possível interessada no Príncipe das Astúrias. 4 de 4
Fernando Alonso no GP de Miami da F1 em 2026 — Foto: Chris Arjoon/Icon Sportswire via Getty Images Fernando Alonso no GP de Miami da F1 em 2026 — Foto: Chris Arjoon/Icon Sportswire via Getty Images Alonso disse que vai decidir se fica ou não na equipe – ou até mesmo na Fórmula 1 – durante a pausa de meio de ano da categoria , justamente após o GP da Hungria. Newey espera manter o espanhol e classificou o piloto como um "grande ativo" do time. – É muito importante. O Fernando está realmente ansioso pela atualização e, se ela apresentar bom desempenho, esperamos que ele continue no cockpit por mais uma temporada. Dada a sua experiência, a sensibilidade em relação ao carro e a capacidade de orientar o desenvolvimento, ele é um ativo valioso. Mas ele quer ver um progresso claro e tangível. Se conseguirmos demonstrar que estamos avançando de forma decisiva na direção certa, ele estará totalmente comprometido em assumir o volante. Outro tópico abordado por Adrian Newey na entrevista foi o problema de saúde enfrentado por ele. Em maio, o jornal britânico " Daily Mail " afirmou que o gestor foi internado e perdeu o GP de Miami por este motivo. Embora não tenha dado detalhes sobre o problema pessoal, o chefe da Aston Martin confirmou o problema. – Estou bem agora, mas foi um período difícil. Como eu disse antes, quando chove, é um temporal. Na verdade, não estava 100% no ano passado. Tive que equilibrar saúde e trabalho com muito mais cuidado. A equipe lidou com isso de forma incrível. Mantive um ótimo relacionamento com os engenheiros e não sinto que isso tenha causado grandes transtornos. Isso prova o quanto todos aqui são adaptáveis e solidários – disse.