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Futebol Fifa rebate Uefa e acusa europeus de 'campanha difamatória' contra Infantino São Paulo 03/09/2026 20h19 Deixe seu comentário Gianni Infantino, presidente da Fifa, tem perdido apoio de países europeus Imagem: Luisa Gonzales/Reuters A Fifa acusa a Uefa de protagonizar uma "campanha difamatória" contra Gianni Infantino, presidente da entidade global de futebol. A manifestação foi feita em processo que corre na Justiça dos Estados Unidos. A ação foi movida pela Uefa, na tentativa de obter documentos sobre a origem, a estruturação e a avaliação da Fifa Forward Enterprise (FFE). Idealizada por Infantino, a empresa subsidiária ficaria com as operações comerciais de eventos como a Copa do Mundo e venderia 20% de suas ações a investidores para captar US$ 20 bilhões (R$ 103 bilhões, na cotação atual). A ideia da entidade europeia é, a partir do acesso a essa documentação, ingressar com uma ação criminal contra Infantino na Suíça. A Fifa, no entanto, vê a iniciativa com outros olhos. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo "Embora essas petições sejam formatadas como alegações legais com títulos e números de processo, elas são pouco mais do que comunicados de imprensa em apoio à campanha difamatória da Uefa contra a Fifa e sua liderança", disseram representantes da Fifa ao Tribunal de Nova York, segundo noticiou o jornal The Times. A entidade argumenta que a Uefa não tem autoridade para iniciar a ação que pretende na Suíça. Segundo os advogados, o órgão poderia apenas comunicar alguma conduta irregular às autoridades, "que são as únicas a decidir se investigam, quem investigam e se apresentam queixa." Além disso, a Fifa mantém uma tese que sustenta também fora dos bastidores: a de que a FFE era apenas uma proposta e que precisava de aprovação das associações e do Conselho. "A motivação econômica da Uefa era impedir que países menores tivessem a força financeira necessária para competir com a elite europeia", afirmou a Fifa em documento. "Se o futebol for fortalecido no mundo em desenvolvimento, a competição global aumenta, o que, em última análise, reduz o poder de mercado da Uefa e proporciona mais concorrência para seus principais torneios", completou. Essa também tende a ser uma das argumentações políticas de Infantino na busca por sua reeleição. As candidaturas serão oficializadas em novembro, quatro meses antes do Congresso da Fifa, em março, quando ocorre o pleito. Cada uma das associações tem direito a um voto, com o mesmo peso. Se a eleição presidencial da Fifa tiver dois postulantes, é necessária maioria simples (50% + 1) entre os votos válidos, ou seja, 106. Continua após a publicidade No caso de três ou mais candidatos, é preciso obter dois terços dos votos válidos (140) em um primeiro turno. Caso contrário, quem tiver o menor percentual de votos é eliminado até que restem dois, que disputam por maioria simples. Por enquanto, Infantino já teve apoio explícito da Confederação Africana (54 votos) e da Conmebol (10). Embora AFC (Ásia) e Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) tenham se juntado à Uefa, as confederações enfrentam dissidências. O atual presidente soma, por ora, cerca de 75 votos. Um foco de busca por apoio está no Caribe: há 25 associações com direito a voto na região, o que pode aproximar Infantino dos 100 votos. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer