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Futebol Sindicato dos jogadores pede mudanças na Fifa: 'Abuso de poder não acabou' Do UOL, em São Paulo 06/08/2026 19h51 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gianni Infantino, presidente da Fifa Imagem: Carl Recine/Getty Images A Federação Internacional de Associações de Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro) se manifestou nesta quinta-feira a respeito do escândalo da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa idealizada pela Fifa para vender fatias comerciais de eventos como a Copa do Mundo . O que aconteceu O sindicato global dos jogadores criticou a estrutura de poder da Fifa em nota oficial. De acordo com o texto, a retirada do plano de criação da FFE era inevitável, mas não apaga a gravidade do caso e expõe a necessidade de reformas de governança na entidade. Um plano capaz de alterar permanentemente a propriedade e a governança da Copa do Mundo da Fifa, além de comercializar competições construídas ao longo de gerações de jogadores, foi concebido em segredo, negociado a portas fechadas e levado à iminência de aprovação antes que o Conselho da Fifa, as Associações-Membro, os jogadores e as partes interessadas reconhecidas do futebol sequer soubessem de sua existência. Isso não é apenas uma falha de governança. É um profundo abuso do poder presidencial. Nota da FIFPro Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A FIFPro enviou uma carta à Fifa exigindo mudanças e compromissos. O principal pedido do documento é que a entidade reveja suas regras de governança para "impossibilitar que qualquer indivíduo volte a impor decisões unilaterais ao futebol", sem citar diretamente o presidente Gianni Infantino. Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play Outras ideias listadas pregam mais transparência na tomada de decisões. Entre elas, estão a concessão de direitos de voto no Conselho da Fifa, o reconhecimento formal do papel da FIFPro como representante global dos atletas e a abertura de diálogo para medidas de grande relevância — tais como a alteração do calendário internacional e a expansão dos torneios. A instituição também mostrou preocupação com uma reunião da cúpula da Fifa em Rabat, no Marrocos, nesta quarta-feira (5). Depois do encontro, a entidade divulgou uma nota rebatendo "ataques à sua integridade", apesar de admitir falhas na condução da proposta da FFE. O mais revelador é a insistência da própria Fifa de que, apesar dos 'erros' que admite, tudo foi feito 'em total conformidade com o marco regulatório da Fifa'. Se isso for verdade, isso não é uma defesa. É uma acusação ao atual sistema de governança. Nenhuma instituição pode restaurar a confiança em uma presidência que destruiu as próprias condições das quais essa confiança depende. Nota da FIFPro Por fim, a FIFPro fez uma defesa dos atletas diante da crise política. "Os jogadores não criaram esta crise. Eles insistirão para que o futebol saia dela com instituições mais fortes, salvaguardas mais robustas e uma liderança digna da confiança que o esporte exige", concluiu. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer