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Presidente do Conselho Deliberativo do Avaí dá o resultado da votação dos sócios da venda da SAF O Avaí inicia os primeiros passos para a transferência da gestão do clube à empresa Kactus Capital . Há duas semanas, o Conselho Deliberativo foi a favor da venda de 90% da SAF do clube, e, nesta terça-feira, os sócios repetiram o resultado e deram aval para iniciar esse processo histórico. Aprovado o processo, Bernardo Pessi, presidente do Avaí, explica em pronunciamento nas redes sociais do clube, que a sequência da operação não acontecerá do dia para noite. — A gente passou por um processo de votação importante. Processo que foi participativo, cuidadoso, que deu um norte para o clube. Não é momento de comemorar, pelo contrário, é momento de muito trabalho, dedicação e compromisso para der esse destino ao clube. Vamos, com muito amor ao clube, encontrar esse cenário de melhores marés. — Passamos por um período de 60 dias de diligências para avaliação contratual, documental e estruturação burocrática de todo o processo . A gente já tá buscando a estruturação dos R$ 2,5 milhões , decorrentes da aprovação da votação, e, imediatamente, já temos trocado informações em relação ao departamento de futebol para sairmos dessa situação o mais rápido possível e passemos a olhar para novos objetivos. 📱Receba as notícias do Avaí no canal do ge no WhatsApp 1 de 3
Sócios do Avaí aprovam a venda da SAF do clube — Foto: Fabiano Rateke/AFC Sócios do Avaí aprovam a venda da SAF do clube — Foto: Fabiano Rateke/AFC + Chico Lins: Allan Aal fez o simples e Avaí volta a vencer na Série B Os R$ 2,5 milhões citados por Pessi são a segunda metade do aporte de caráter emergencial que a Kactus Capital fez ao Avaí. O primeiro foi investido após a votação do Conselho Deliberativo, no dia 30 de junho, para colocar parte das contas em dia. — A gente tá preocupado com a permanência do Avaí na Série B. Nossos esforços estão muito voltados nesse sentido, por isso houve uma antecipação de crédito de caráter emergencial para que pudesse melhorar a situação de atleta, de comissão, de todo mundo — disse Rafael Matheus , sócio e co-fundador da Kactus Capital, ao ge . Ainda de acordo com Rafael, no primeiro momento, a Kactus Capital vai avaliar os profissionais da casa e não pretende realizar grandes mudanças no quadro de funcionários. — Pretendemos implantar um suporte maior em alguns setores, principalmente, scout e departamento de saúde e performance. Mas, a gente pensa que a continuidade das peças que estão, com o salário em dia, seja o melhor caminho para evitar mudar muita gente . Óbvio que, naturalmente, vão ser avaliados e uma substituição, seja de CEO, de diretor-executivo etc. pode ser feita, mas não é esse o nosso objetivo no primeiro momento. Rodriguinho, ex-Corinthians e Cruzeiro, é o pilar do futebol da Kactus. Contudo, ele é sócio-investidor, ou seja, não necessariamente ele vai assumir o departamento de futebol do Avaí. — Ele vai decidir o que quer fazer, conforme aprovado entre os membros. Rodrigo é um cara que agrega, conhece o futebol moderno e tem muito a acrescentar, seja no dia a dia, estando presente no elenco, dando conselho para o garoto da base, para o diretor executivo de futebol. Além disso, ele acessa muitos clubes e muitos telefones. Às vezes, o relacionamento conta muito. É algo que o dinheiro não compra. Então o Rodrigo também vem muito a agregar nesse sentido — explicou Rafael. 2 de 3
Sócios do Avaí votam a venda da SAF do clube — Foto: Fabiano Rateke/AFC Sócios do Avaí votam a venda da SAF do clube — Foto: Fabiano Rateke/AFC A proposta da Kactus Capital ao Avaí A empresa Kactus Capital ofereceu R$ 400 milhões por 90% da SAF do Avaí. No contrato, a Kactus se compromete a arcar com todas as dívidas do Avaí , que já somam mais de R$ 290 milhões. — Pra gente que é acostumado a trabalhar com ativos estressados isso é uma oportunidade. Acho que a gente consegue fazer uma negociação melhor para dívida. A gente tá assumindo toda a dívida, seja ela R$ 300 ou 600 milhões. Já iniciamos a due diligence para poder entender sobre a nossa ótica qual é realmente o endividamento do clube. Mas não, não é algo que nos assusta — disse Rafael Matheus ao ge . Além do pagamento das dívidas, o investimento da Kactus será dividido em: R$ 75 milhões no projeto desportivo do Avaí (R$ 25 milhões nos três primeiros anos de SAF); R$ 20 milhões para investimento na categoria de base em dez anos; R$ 5 milhões para infraestrutura do clube em cinco anos; Assumir os custos da operação e manutenção do clube no dia a dia. — Os R$ 25 milhões são aporte, é dinheiro novo. O clube tem receita, ela tá muito abaixo do que a gente espera para um clube do tamanho do Avaí. Então, muito do que a gente vai empregar é gestão, trazer expertise, governança sobre os números para que a gente possa, primeiramente, aumentar essa receita e, no paralelo, nosso aporte para que consiga levar o Avaí de volta para Série A, que aí sim é quando o negócio do futebol começa a ficar muito mais sustentável — falou Rafael. — Uma das principais linhas de receita pra gente é a torcida do Avaí, que é muito apaixonada, independente de estar na Série A, B ou C. Isso é algo que nos motiva. Nós não temos pretensão nenhuma de deixar o Avaí caso seja rebaixado — acrescentou. 3 de 3
CFA e Ressacada - Avaí — Foto: Leandro Boeira / Avaí F.C. CFA e Ressacada - Avaí — Foto: Leandro Boeira / Avaí F.C. Além disso, a Kactus promete uma folha mínima para os jogadores, de acordo com a série que o Avaí estiver disputando. Para a Série B, R$ 2,5 milhões mais impostos. Na Série A, no mínimo, R$ 7 milhões mais impostos. De acordo com o presidente Bernardo Pessi, no contrato, o Avaí tem garantias, como: 1/3 garantido das cadeiras do conselho de administração do clube; Garantia de veto em decisões capitais, como alterações no nome do clube, cores, hino, estádio e cidade; Poder de veto para qualquer outra negociação que a Kactus queira fazer com outros investidores, entrada, saída e substituição de qualquer relação negocial; Garantia integral do patrimônio do Avaí (Ressacada e centro de treinamento). — Foi um pedido nosso ter pelo menos 10% das cotas da SAF para torcedores do Avaí. A gente quer todo mundo dentro desse projeto, que as pessoas que torcem pelo clube façam parte desse processo dessa nova jornada — completou Rafael. Mais notícias do esporte catarinense no ge.globo/sc