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Análise dos Times

Vasco

Principal

Motivo: A análise critica duramente o desempenho do Vasco, apontando um primeiro tempo 'terrível' e vários erros táticos e individuais, apesar da classificação.

Viés da Menção (Score: -0.6)

Motivo: O Volta Redonda é retratado como uma equipe que soube aproveitar os erros do Vasco, chegando a abrir o placar, mas sem receber um destaque positivo explícito em relação ao seu próprio desempenho.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

vasco rojas leo jardim coutinho paulo henrique lucas piton tche tche volta redonda andres gomez nuno moreira cuesta diniz thiago mendes brenner carioca spinelli ygor catatau

Conteúdo Original

Voz do Setorista: Bruno Murito analisa classificação do Vasco contra o Volta Redonda A vitória do Vasco nos pênaltis contra o Volta Redonda serviu para colocar o time na semifinal do Carioca e para evitar o vexame de uma eliminação em São Januário, depois de um dos piores 45 minutos da equipe vascaína sob o comando de Diniz. Após a atuação terrível do primeiro tempo, Spinelli salvou a equipe no tempo normal. A tímida comemoração do elenco e as vaias da torcida após a classificação mostram que o time não fez mais do que a obrigação nas quartas de final do estadual. Difícil dizer o que foi pior no primeiro tempo do Vasco. A começar pela saída de bola: Thiago Mendes, destaque em partidas recentes, errou dois passes de poucos metros para Robert Renan - no segundo deles, o Volta Redonda criou uma boa chance de finalização. Depois foi a vez de Léo Jardim errar um passe na intermediária defensiva, e a equipe visitante desperdiçou mais uma chance. Parecia questão de tempo para a equipe errar um passe e levar um gol do Volta Redonda, que estava pronto para explorar a linha alta vascaína. Não deu outra. Nuno e Puma se enrolaram na frente, e o Volta Redonda abriu o placar com Ygor Catatau, que recebeu um lançamento nas costas de Cuesta. 1 de 2 Fernando Diniz, em Vasco x Volta Redonda — Foto: Alexandre Durão/ge Fernando Diniz, em Vasco x Volta Redonda — Foto: Alexandre Durão/ge + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Vasco no WhatsApp Se a defesa ia muito mal, o meio de campo do Vasco era inexistente. Mendes e Barros fizeram uma partida abaixo da crítica na distribuição das jogadas. Sem dinamismo, o time sentiu falta de Coutinho, que esteve muito sumido na partida. Se Diniz por muitas vezes opta por deixar o camisa 10 até o fim, mesmo quando joga mal, o treinador não hesitou ao tirar o meia de campo ainda no intervalo do jogo. Amostra clara da partida abaixo que o jogador fez em São Januário - ele foi xingado pela torcida após o apito do fim do primeiro tempo. A pouca inspiração do time também se refletiu na frente. Nuno Moreira fez uma de suas piores partidas com a camisa do Vasco, enquanto Brenner foi apareceu mais vindo buscar jogo no centro do campo do que na área adversária. O único que tentou algo mais diferente foi Andrés Gómez. O time melhorou na volta do intervalo após as entradas de Paulo Henrique, Rojas e Tchê Tchê. As razões foram óbvias. Além da atuação ruim do camisa 10, a equipe tinha um Lucas Piton totalmente sem confiança pela esquerda. Como Gómez é o jogador mais ativo da equipe, ficava nítido que o lateral não estava na mesma rotação do atacante. PH e Tchê Tchê entraram bem e povoaram um lado direito que quase não foi explorado na primeira etapa. O Vasco, no entanto, seguia com o mesmo problema de inúmeras partidas com Diniz. O roteiro dos jogos contra Bahia, Chapecoense e Madureira vinha se repetindo, com várias chances criadas e finalizações para fora. O time cercava a área do Volta Redonda com todos os jogadores no campo de ataque. Rojas e Tchê Tchê fizeram a bola rodar mais rápido no meio. Mas faltava alguém na área para empurrar a bola para dentro do gol. Dois minutos depois de entrar, Spinelli deu uma bela cabeçada para empatar a partida. 2 de 2 Spinelli em Vasco x Volta Redonda — Foto: Alexandre Durão Spinelli em Vasco x Volta Redonda — Foto: Alexandre Durão A classificação veio nos pênaltis, com 100% de aproveitamento das cobranças. O grande problema é que o Vasco parece retroceder a cada partida em 2026. O jogo contra o Volta Redonda somou erros de outros jogos do ano. A falta de pressão na saída de bola adversária e os erros de passe na defesa, que já haviam acontecido contra o Flamengo. O ataque ineficaz dos jogos contra Chapecoense e Bahia. A falta de criatividade do time contra o Mirassol. São 117 finalizações nas últimas cinco partidas. Apenas 32 em direção ao gol. Apenas quatro gols marcados. Ao menos, Rojas e Spinelli são as boas notícias de um time que além de todos os problemas táticos, também mostrou uma falta de senso de urgência, além de uma falta de vontade. O Vasco achou que poderia ganhar a qualquer momento. E só conseguiu ganhar nos pênaltis. Rojas, Spinelli, Gómez, PH e Tchê Tchê pareciam os únicos jogadores no tempo normal insatisfeitos com o resultado. A relação entre Diniz e torcida do Vasco já parece ter se encerrado. A possibilidade de reatar o relacionamento só pode vir com vitórias convincentes dentro de campo. O time precisa urgentemente voltar a vencer e engatar uma sequência para trazer paz ao time. Um ambiente assim pode ajudar na adaptação dos reforços, na retomada da confiança de jogadores importantes e na reaproximação do torcedor com o campo. Neste momento, a torcida está coberta de razão. As vaias ao time são muito merecidas. 🗞️ Leia mais notícias do Vasco 🎧 Ouça o podcast GE Vasco 🎧 Assista tudo sobre o Vasco no ge, na Globo e no SporTV: 50 vídeos