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Futebol Léo Derik, do Athletico, é condenado a 13 anos de prisão por estupro Do UOL, em São Paulo 14/08/2026 00h22 Atualizada em 14/08/2026 01h59 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O jogador Léo Derik, do Athletico, foi condenado em primeira instância a 13 anos de prisão por dois estupros contra uma mulher. O que aconteceu A decisão foi proferida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba na última quarta-feira (12). O lateral-esquerdo de 21 anos nega as acusações, alega que as relações foram consensuais e vai recorrer da sentença em liberdade. O primeiro estupro aconteceu em 16 de dezembro de 2023, em Curitiba, segundo a denúncia. O réu teria segurado os braços da vítima e tapado sua boca para impedir resistência durante a relação. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O segundo crime foi relatado em 4 de fevereiro de 2024, também na capital paranaense. O jogador teria dado tapas e um soco nas costelas da vítima para forçar o ato sexual. A vítima afirmou, em juízo, que pediu repetidamente para o ato parar e disse ter sofrido agressões. "Pedi repetidamente para o réu parar, mas ele permaneceu sobre meu corpo, fazendo força", declarou, ao relatar o episódio de dezembro de 2023. Em outro trecho do depoimento, ela descreveu efeitos emocionais e mudanças na rotina após o que relatou ter vivido. "Passei a apresentar crises de ansiedade e pânico" e "precisei trancar a faculdade", disse a ofendida em audiência. O réu negou as acusações durante o interrogatório judicial. "As acusações de violência e conjunção carnal forçada lidas na denúncia são falsas", afirmou Leonardo Derik Dias Gonçalves. Detalhes da sentença contra o atleta A juíza Paula Scheer considerou o depoimento da vítima firme e coerente. Embora o Ministério Público tenha pedido a absolvição por falta de provas, a magistrada entendeu que o conjunto de provas bastava para a condenação. Continua após a publicidade A Justiça somou as duas penas, definindo 6 anos e 6 meses de reclusão por cada crime. O réu também foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização mínima por danos morais à vítima, com juros de mora de 1% ao mês a partir das datas dos fatos e correção monetária. A decisão absolveu o acusado do crime de violência psicológica (artigo 147-B do Código Penal). O juízo entendeu que a imputação se baseou na mesma conduta descrita nos crimes de estupro e aplicou a regra de subsidiariedade do tipo penal. Léo Derik poderá recorrer da decisão em liberdade temporariamente. A Justiça paranaense entendeu que não estavam presentes os requisitos legais necessários para decretar a prisão preventiva neste momento do processo. Posicionamento de defesa e clube A defesa de Léo Derik declarou surpresa com a condenação em primeira instância. Em nota oficial, os advogados afirmaram que vão recorrer ao TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) e que a decisão não é definitiva. Os defensores criticaram o julgamento público antecipado do jogador. "Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência", disse a defesa. Continua após a publicidade O Athletico Paranaense informou que não fará mais comentários sobre o caso. O clube ressaltou em nota oficial que o processo corre em segredo de Justiça, é de primeira instância e que respeitará o andamento da ação. "O Athletico Paranaense tomou conhecimento da decisão judicial envolvendo o atleta Léo Derik. Por se tratar de processo que tramita em segredo de Justiça, o clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos. A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado." O Athletico Paranaense tomou conhecimento da decisão judicial envolvendo o atleta Léo Derik. Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos. A decisão é de primeira instância e está sujeita à recurso.? pic.twitter.com/fMOtN5l7sP -- Athletico Paranaense (@AthleticoPR) August 14, 2026 Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 180 e denuncie Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares. Continua após a publicidade Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008. A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos. Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses. Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino