🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Dominada, França perdeu o jogo e a chance de ser lembrada para sempre Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 15/07/2026 06h04 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Kylian Mbappé lamenta gol da Espanha contra a França na Copa do Mundo de 2026 Imagem: REUTERS/Kai Pfaffenbach A Hungria de 1954, a Holanda de 1974, o Brasil de 1982. Nem sempre uma seleção precisa vencer a Copa do Mundo para ficar na história do futebol. A França de 2026 parecia destinada a entrar nesse grupo, qualquer que fosse o resultado da semifinal contra a Espanha. Mas a vitória espanhola por 2 a 0, em Dallas, mudou esse cenário. Dominada durante os 90 minutos, sem nenhuma solução tática vinda do banco e tecnicamente errática, a França perdeu mais que um jogo. Ela perdeu o direito de ser lembrada como uma das grandes equipes da história. Em dez anos, a França de 2026 talvez seja (injustamente) lembrada como o Brasil de 2006: um apanhado de craques que sucumbiu diante de um adversário que foi muito superior. José Fucs O 'choque de gestão' proposto a Flávio Bolsonaro Sakamoto Senado ignora apelo pelo fim da 6x1 e vai descansar Marco Antonio Sabino Há sindicatos que envergonham os sindicatos Tony Marlon Rio acerta com proibição de anúncio de bets A comparação é injusta, porque a Copa de Mbappé, Dembelé até do apagado Olise foi melhor que a dos figurões brasileiros há 20 anos. Mas a história é implacável. Tivesse sido mais épica e menos submissa na derrota de ontem, a França-2026 estaria em nossos corações e mentes como um time que merecia ter sido campeão. Mas nem isso ela será. Porque a Hungria perdeu a final de 1954 de forma sofrida, contra uma Alemanha que havia goleado dias antes por 8 a 3. A Holanda de Cruyff saiu na frente em 1974 e levou a virada, mas lutou até o fim. O Brasil de 1982 não sumiu em campo contra a Itália, pelo contrário, empatou o jogo duas vezes e poderia ter empatado uma terceira, não fosse a defesa de Zoff na cabeçada de Oscar, nos últimos segundos de jogo. A derrota francesa, é claro, não é o fim da linha. A seleção continua forte, é jovem, e tende a melhorar com Zinedine Zidane no lugar do cansado Didier Deschamps. Ninguém produz e lapida tantos jovens jogadores quanto a França — nem a Espanha. Mas essa França de 2026, que poderia se consagrar como o grande time que vimos neste início de século, será lembrada de outra forma. Como o time que, no dia em que tinha seu encontro com a história, não apareceu. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora O 'choque de gestão' proposto por Daniella Marques a Flávio Bolsonaro Rodri bate recorde na Copa, e Yamal vai superar marca de Mbappé na final O efeito colateral da CazéTV que a Globo não calculou Por que a F1 não se importa em dividir o domingo com a final da Copa? O que é a tendência estética da 'machosfera' que está adoecendo jovens